quarta-feira, 27 de abril de 2016

desafio de ser mãe: abordagem bíblica

O desafio de ser mãe: breve perspectiva bíblica.
Mês de maio é mês das mães, mês de Maria, Mãe de Jesus. Queremos nessas breves linhas refletir sobre o desafio da maternidade, a partir da Sagrada Escritura. Toda humanidade nasceu de uma mãe: Eva (Gn 3,20), mãe dos viventes.
A sabedoria popular judaica ensina através de seus provérbios a não desprezar os conselhos e cuidados para com a mãe: “Filho meu, não deixes o ensino de sua mãe”; “filho louco é a tristeza de sua mãe”; “o homem insensato despreza a sua mãe”; “não desprezes tua mãe, quando ela vier a envelhecer” (Prov. 6,20; 10,1; 15,20; 23,22). A mãe era responsável no lar judaico por catequizar os filhos. Desprezar seu ensino é condenar-se a viver imprudentemente. Paulo recorda que honrar pai e mãe é o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa divina (cf. Ef 6,2; Ex 20,12; Dt 5,16). O amor de Deus para conosco, parece o amor de uma mãe para com seus filhos: nos ensina a andar e nos aconchega (Os 11,3); nos alimenta e consola (Is 66,12-13); nos protege nos perigos (Dt 32,11).
Deus quis ter mãe: Jesus encarnou-se, por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria (Mt 1,18). Como toda mãe, Ela teve de superar o apego excessivo ao filho (Mc 3,33). O evangelho de João destaca que a Mãe de Jesus estava presente no início e no fim de sua vida pública (Jo 2,1; 19,25). De igual forma, uma boa mãe está sempre ao lado de seus filhos, apoiando-os no caminho do bem, superando o apego excessivo que não os deixa amadurecer.
A mãe é presença da ternura divina no lar e o melhor presente que seus filhos podem lhe dar é seu respeito, carinho e cuidado. Desejo de todo coração que as mães de toda a comunidade sejam agraciadas por Deus; que vejam seus filhos felizes e realizados; que tenham o cuidado de seus filhos. Às mamães que sofrem, nossa solidariedade e oração. Deus abençoe, pela intercessão de Maria, todas as mamães.
Feliz dia das Mães.

Fr. Inácio José, mercedário  

tempo comum

Solenidade de São Pedro e São Paulo – duas colunas da Igreja
1ª. Leitura. (At 12,1-11). Após a morte de Tiago, Pedro é preso por Herodes, mas é liberto, por Deus, da prisão.
Salmo. 33. O salmista canta a libertação que realiza na vida dos justos.
2ª leitura. (2Tm 4,6-8.17- 18). O autor da carta afirma que já está pronto para ser martirizado e afirma ter combatido a boa luta da fé.
Evangelho. (Mt 16,13-19). Pedro proclama que Jesus é o messias, ao passo que Este lhe confere a liderança da Igreja, cujo fundamento é a fé messiânica.
Trazendo os textos pra perto da gente. Ao celebrar Pedro e Paulo celebramos as duas colunas da Igreja. Pedro evangelizador dos judeus. Paulo evangelizador dos pagãos. Ambos são colocados em pé de igualdade em Atos dos Apóstolos. Pedro nos recorda que devemos evangelizar os de dentro da comunidade. Paulo nos convoca ao ardor missionário. A Igreja está fundamentada na fé em Jesus Cristo (evangelho) que vivida radicalmente nos provocará perseguições mas libertações da parte de Deus (1ª leitura / salmo). Tenhamos a coragem de sermos evangelizadores como Paulo (2ª leitura), sobretudo nos desafios do mundo atual.
Para pensar. Como continuar o processo de evangelização com os já batizados? Quais iniciativas missionárias há na comunidade?
Gesto concreto. Organizar visitas missionárias na comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

15º Domingo comum – a misericórdia ativa
1ª. Leitura. (Dt 30,10-14). Moisés discursa ao povo convocando à observância da lei de Deus, dizendo que ela está ao alcance de ser vivida.
Salmo. 68. O salmista clama por socorro divino e afirma que Deus salva os seus pobres e cativos.
2ª leitura. (Cl 1,15-20). Paulo cita um antigo hino que afirma a preexistência de Cristo e o desígnio divino de Nele reconciliar o mundo inteiro.
Evangelho. (Lc 10,25-37). Jesus conta a parábola do samaritano misericordioso que praticou a lei de Deus ao ajudar o judeu quase morto.
Trazendo os textos pra perto da gente. A parábola do samaritano nos ensina que qualquer pessoa pode praticar a lei de Deus que consiste em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, lembrando que, próximo é todo aquele do qual nos aproximamos. Assim, a caridade cristã não deve ser passiva, mas sim, um modo ativo de ser.
Para pensar. Quais as pessoas do mundo atual que a sociedade não deseja se aproximar? A comunidade cristã se aproxima destas pessoas?
Gesto concreto. Socorrer algum necessitado da comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

16º Domingo comum – acolher a Deus que nos visita através do irmão
1ª leitura. (Gn 18,1-10a). Deus se manifesta a Abraão; este Lhe exercer a hospitalidade, ao passo que Deus lhe promete um filho.
Salmo. 14. Salmo de exame de consciência para perceber se está digno ou não na Casa de Deus: justiça, verdade, honestidade.
2ª leitura. Paulo se alegra pelo sofrimento por causa da evangelização à qual ele se empenha para promover a união de todos com Cristo.
Evangelho. (Lc 10,38-42). Marta e Maria acolhem Jesus em sua casa. Jesus ensina que o primordial é escutar a Sua Palavra.
Trazendo os textos pra perto da gente. Tanto Abraão quanto Marta e Maria exercem hospitalidade para com os que lhe visitam (Deus e Jesus). Quando acolhemos com carinho as pessoas acolhemos o próprio Deus que nos visita. Marta simboliza o apostolado e Maria simboliza a contemplação (evangelho). Ambos tem sua importância na vida cristã. Contemplação sem apostolado é alienação e apostolado sem contemplação é tudo, menos evangelização. Ao participarmos da celebração da Palavra e da Eucaristia, examinemos nossa consciência à luz da Palavra de Deus para percebermos se estamos dignos ou não de entrarmos na Casa do Senhor (salmo). Se não, busquemos a Sua misericórdia.
Para pensar. A comunidade sabe acolher o que chegam com amor e carinho? Existe pastoral da acolhida?
Gesto concreto. Acolher com carinho as pessoas tanto em nossa casa quanto na comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

17º Domingo comum – Oração: caminho de amizade com Deus
1ª leitura. (Gn 18,20-32). Abraão, em oração, “negocia” com Deus a salvação das cidade de Sodoma e Gomorra.
Salmo. 137. O salmista agradece a libertação recebida e professa a fé de que Deus sempre o haverá de libertar em meio as tribulações.
2ª leitura. (Cl 2,12-14). Paulo nos ensina que fomos batizados na morte e ressurreição de Cristo e que Deus cancelou nossa dívida mediante a morte de Cristo na cruz.
Evangelho. (Lc 11,1-13). Ao pedido dos discípulos, Jesus lhes ensina a orar e lhe conta a parábola do amigo inoportuno, e exorta à perseverança e confiança na vida orante.
Trazendo os textos pra perto da gente. A oração do “pai-nosso” é a síntese da vida cristã: somos filhos de Deus; santificamos o nome divino mediante nossa vida santa; desejamos que o Reino de Deus venha em plenitude; confiamos plenamente na vontade divina; pedimos o pão diário confiando na Providência; pedimos perdão pelos pecados e nos comprometemos a perdoar; pedimos que nos proteja na tentação e livre-nos do Mal. Devemos rezar com tamanha confiança que podemos importunar a Deus com nossa oração (parábola) e Deus haverá de nos dar o que é melhor para nós, tendo em vista o nosso bem. É a confiança de Jesus no Pai; confiança de Abraão em Deus (1ª leitura).
Para pensar. Como anda a nossa vida orante? Rezamos espontaneamente ou nos prendemos a fórmulas?
Gesto concreto. Aprender a fazer a leitura orante da Palavra como inspiração para nossa vida orante.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

18º domingo comum – a ilusão das riquezas
1ª leitura. (Ecl 1,2;2,21-23). O autor, numa visão pessimista da vida, constata que tudo é vaidade, ilusão: trabalhar para que outro usufrua; e que não há descanso na vida.
Salmo. 89. O salmista percebe que a duração vida do ser humano está nas mãos de Deus, por isso pede a Deus sabedoria para bem viver os dias que lhe resta.
2ª leitura. (Cl 3,1-5.9- 11). Paulo nos ensina que se ressuscitamos com Cristo devemos buscar as coisas do alto. Por isso devemos morrer para os vícios e nos revestir do homem novo: Cristo.
Evangelho. (Lc 12,13-21). Jesus recusa a intervir em assuntos de herança e conta a parábola do rico que achou que ia usufruir de sua riqueza acumulada.
Trazendo os textos pra perto da gente. O evangelho de Lucas é contra o acúmulo de riqueza. Por isso contém as palavras mais duras de Jesus contra os ricos. O rico na Bíblia na Bíblia simboliza o que se basta, o que não precisa de Deus para viver. A parábola do evangelho de hoje ensina que não podemos acumular pensando em usufruir isso não nos garante que estaremos vivos e outros usufruirão da riqueza acumulada (evangelho). Daí perceberemos que toda a vida  e trabalho gastos pra acumular foi mera vaidade (1ª leitura). A verdadeira riqueza pra Deus é a caridade praticada com nossos bens, nossa solidariedade aos mais pobres. Eis a conversão dos ricos.
Para pensar. Acumulamos riqueza ou vivemos a partilha dos bens para com os mais pobres?
Gesto concreto. Averiguar entre suas roupas e alimentos aquilo que está acumulado e partilhar com os mais necessitados.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

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