sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

tempo pascal


CELEBRAR A PALAVRA – TEMPO PASCAL
2º domingo pascal – Comunidade: Sacramento do Ressuscitado
1ª leitura. Os apóstolos realizavam muitos sinais em nome de Cristo Ressuscitado e uma multidão de pessoas abraçavam a fé.
Salmo. O salmista convida ao louvor da misericórdia divina porque fez do que foi rejeitado por todos a pedra angular da salvação.
2ª leitura. João, o vidente, em sua visão, contempla a glória do Cristo Ressuscitado, que não morrerá jamais.
Evangelho. Jesus se manifesta ressuscitado na comunidade, sopra sobre eles o Espírito enviando-os em missão e censura a incredulidade de Tomé.
Trazendo os textos pra perto da gente. Não se experimenta Jesus Ressuscitado na solidão, mas sim numa vida comunitária (evangelho). Quando a comunidade testemunha Jesus Cristo através de suas atitudes, as pessoas abraçam a fé e a vida comunitária (1ª leitura). Jesus Ressuscitado venceu a morte, ela não tem mais poder sobre Ele (2ª leitura) e sua ressurreição fez dele a pedra angular de nossa salvação (salmo). Experimentamos o Ressuscitado quando convivemos com os irmãos de comunidade.
Para pensar. Enxergamos nos irmãos de comunidade a presença do Ressuscitado ou vivemos nossa fé de modo solitário?
Gesto concreto. Valorizar a participação nas atividades da comunidade.
Espiritualidade. Reconhecer em cada pessoa a Presença do Ressuscitado. Cultivar esse olhar de fé.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo pascal – O Ressuscitado atrai as pessoas à fé
1ª leitura. Os apóstolos sofrem a perseguição por parte do sinédrio, por proclamarem Jesus Cristo e se alegram por serem dignos disso.
Salmo. O salmista louva a Deus por tê-lo libertado da perseguição de seus inimigos.
2ª leitura. João, o vidente, contempla todos no céu rendendo glórias ao Cordeiro Imolado.
Evangelho. Jesus Ressuscitado se manifesta aos discípulos em meio à pescaria levando-os a uma pesca abundante.
Trazendo os textos pra perto da gente. A pesca no evangelho simboliza a evangelização que atrai as pessoas para a comunidade de fé. Jesus Ressuscitado é quem atrai as pessoas à comunidade. Quando se escuta a Jesus, o trabalho evangelizador proporciona resultados (evangelho). A evangelização pode fazer com que a comunidade seja perseguida, mas ela deve ser perseverante (1ª leitura), pois Deus conforta os seus perseguidos. O Ressuscitado se tornou centro do universo digno de toda honra e glória pois venceu a morte (2ª leitura). Se sofremos perseguições por causa do evangelho, rezemos e experimentemos o cuidado de Deus sobre nós (salmo). Experimentamos o Ressuscitado hoje quando vemos nosso trabalho evangelizador dar resultados.
Para pensar. Nosso trabalhado evangelizador provoca resultados? Será que estamos trabalhando conforme a vontade de Jesus?
Gesto concreto. Dedicar-se a alguma pastoral evangelizadora na comunidade.
Espiritualidade. Procurar sempre escutar a Jesus Ressuscitado antes do trabalho pastoral.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

4º domingo pascal – Jesus, o bom pastor
1ª leitura. Os judeus rejeitam a pregação de Paulo ao que este decide agora anunciar o evangelho de Jesus Cristo aos pagãos.
Salmo. O salmista convida ao louvor divino, pois Deus cuida de seu povo como bom pastor.
2ª leitura. João, o vidente, contempla o céu no qual vê a multidão dos que foram martirizados e o Cordeiro que lhes cuida como bom pastor.
Evangelho. Jesus, bom pastor, ensina que suas ovelhas lhe escutam e que ninguém as tirará de sua mão.
Trazendo os textos pra perto da gente. Na literatura bíblica, o pastor simboliza as lideranças do povo. Os cristãos reconhecem em Jesus, o grande líder enviado por Deus para conduzir o povo à salvação (evangelho). No céu, estão junto do Ressuscitado, todos aqueles que testemunharam a Jesus, inclusive pela entrega da vida (2ª leitura). Uma vez que as pessoas rejeitam a mensagem do evangelho, devemos buscar outras que estejam dispostas a escutar a Palavra do Senhor (1ª leitura). Louvemos a Deus, pois através de Jesus, cuida de nós como o pastor cuida de seu rebanho (salmo). Experimentamos hoje a Presença do Ressuscitado mediante os bons líderes que cuidam de nossas comunidades.
Para pensar. Temos bons ou maus líderes em nossas comunidades? Porque?
Gesto concreto. Cuidar com carinho das pessoas que nos são confiadas na família, no trabalho, na rede de amigos e na comunidade.
Espiritualidade. Através do cuidado fraterno experimentar a Presença do Ressuscitado.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo pascal – o amor: característica essencial do discipulo de Jesus
1ª leitura. Paulo e Barnabé perseveram na missão, fundam e organizam comunidades e testemunham a adesão dos pagãos à fé.
Salmo. O salmista bendiz a Deus porque sua misericórdia e sua ternura alcançam toda a criatura.
2ª leitura. João, o vidente, contempla o novo céu e a nova terra, onde toda a criação é renovada pela ação divina e tudo que faz a criação sofrer desaparece.
Evangelho. Jesus, na ultima ceia, deixa o mandamento do amor aos discípulos: amar como Jesus, eis a condição do discipulado.
Trazendo os textos pra perto da gente. A essencial condição que nos faz discípulos de Jesus é amar as pessoas do mesmo modo como Ele as ama. Tudo na prática de fé deve nos levar a isso, caso contrário, nossa fé é vã (evangelho). Um dia, toda a criação será transfigurada por Deus, Deus será tudo em todos e todo o mal existente desaparecerá (2ª leitura). Enquanto esse dia não chega, devemos continuar com nosso ardor missionário que nos faz trabalhar pelo Reino fazendo as pessoas aderirem ao evangelho (1ª evangelho). Rezemos, louvando a Deus pelo seu amor que a todos alcança (salmo). Experimentamos o Ressuscitado quando nos amamos uns aos outros do mesmo modo como Ele nos ama.
Para pensar. Nossa prática religiosa nos leva a amar as pessoas do mesmo que modo que Jesus?
Gesto concreto. Pedir e dar o perdão às pessoas da comunidade. Aprender a amar.
Espiritualidade. Amar a todos do mesmo modo como Jesus as ama.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

6º domingo pascal – Deus habita nosso interior
1ª leitura. Diante do impasse causado pelos que defendiam que os pagãos deveriam se tornar judeus antes de serem cristãos, a comunidade decide que os pagãos deveriam apenas abster-se da idolatria e das uniões ilegítimas. Bastava-lhes o batismo.
Salmo. O salmista convida todas as nações a glorificar a Deus que é Senhor de todos os povos e não apenas de Israel.
2ª leitura. João, o vidente, vê a Jerusalém gloriosa alicerçada nos apóstolos. Ali Deus era tudo em todos.
Evangelho. Jesus promete a vinda do Espírito Santo aos discípulos, através do qual Ele e o Pai habitarão o coração de seus discípulos.
Trazendo os textos pra perto da gente. O Espírito Santo é presença de Deus em nosso coração que nos fará recordar tudo o que Jesus fez e disse (evangelho). Dóceis ao Espírito Santo estaremos presentes e atuando no mundo até que um dia ele seja transfigurado por Deus no fim da história (2ª leitura). Iluminados pelo Espírito devemos abrir as portas da comunidade para acolher as pessoas que desejam dela participar (1ª leitura). Rezemos a Deus pedindo a Ele a união de todos os povos no amor, para que Ele seja Senhor de todos (salmo). Experimentamos o Ressuscitado quando guardamos a sua palavra e nos deixamos guiar por ela.
Para pensar. Constantemente me recordo da vida e das palavras de Jesus? Medito o evangelho?
Gesto concreto. Procurar todos os dias meditar o evangelho como forma de recordar a pessoa de Jesus.
Espiritualidade. Perceber-se como templo de Deus: Deus mora em nosso interior.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Ascensão do Senhor
1ª leitura. Jesus promete a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos para serem suas testemunhas, volta para o céu ao que seus discípulos são instruídos de que Ele um dia voltará.
Salmo. O salmista canta a subida de Deus ao mais alto dos céus de onde reina sobre todas as nações.
2ª leitura. Paulo ensina à igreja de Éfeso que Deus manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou, fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, lhe concedendo todo poder e autoridade.
Evangelho. Jesus promete a força do alto para os discípulos testemunharem o evangelho, os abençoou e foi levado para o céu.
Trazendo os textos pra perto da gente. A ascensão de Jesus é modo da Bíblia expressar que Deus elevou ao mais alto do céu, dando-lhe todo poder, àquele que foi o mais humilhado e ultrajado pelos homens (2ª leitura). Mas isso não significa um “abandono” de Jesus para com os discípulos: Jesus está plenamente glorioso no céu, mas permanece junto aos discípulos, em sua missão evangelizadora, através do Espírito Santo que lhes será dado (1ª leitura e evangelho). Louvemos a Deus que através de Jesus Ressuscitado reina sobre o mundo todo (salmo). A ascensão nos recorda que no fim de nossa vida, viveremos para sempre com Jesus na eternidade do céu. Por outro lado, nos recorda também que a missão de evangelizar o mundo agora é nossa, pois Cristo já fez a parte dele e voltou para o Pai.
Para pensar. Deixamo-nos conduzir pelo Espírito Santo que é a presença de Deus em nós?
Gesto concreto. Engajar-se em alguma pastoral evangelizadora da comunidade.
Espiritualidade. Viver com os pés no chão, mas com o coração no céu, onde será nossa morada eterna.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Pentecostes – Deus habita em nós.
1ª leitura. No dia de Pentecostes (festa judaica), o Espírito Santo veio sobre discípulos e eis que eles começaram a proclamar as maravilhas de Deus em novas línguas de tal maneira que os povos que lá estavam entendiam.
Salmo. O salmista clama a vinda do Espírito que dá vida e renova toda a criação.
2ª leitura. Paulo ensina à igreja de Roma que, ao recebermos o Espírito Santo, nos tornamos filhos adotivos de Deus e que por este Espírito que nos habita haveremos de ser ressuscitados.
Evangelho. Jesus promete a vinda do Espírito Santo que fará os discípulos recordarem sua vida e palavra e, através dele, habitará no interior deles.
Trazendo os textos pra perto da gente. Cada evangelista teologizou de modo distinto a vinda do Espírito. Para João se deu no dia Ressurreição (Jo 20) e o Espírito é a Presença e Memória de Jesus na vida da comunidade cristã (evangelho). Para Lucas se deu na festa judaica de Pentecostes, na qual celebravam o dia no qual Moises recebeu a Lei no Sinai; o Espírito seria Deus escrevendo sua Lei agora no coração de toda humanidade (1ª leitura). Para Paulo, o Espírito nos faz filhos de Deus, templos de Deus e por esta presença, ao fim de nossa vida seremos ressuscitados para viver eternamente com Deus no céu (2ª leitura). Abramo-nos a ação do Espírito que haverá de nos dar a vida divina e renovar o nosso ser (salmo).
Para pensar. Somos dóceis à ação do Espírito Santo em nossa vida?
Gesto concreto. Participar da Celebração de Pentecostes.
Espiritualidade. Sentir-se habitado por Deus.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário


terça-feira, 13 de novembro de 2018

SEMANA SANTA


MISSA DO CRISMA – UNÇÃO PARA SERVIR
1ª LEITURA. O profeta Isaías recebe a unção do Espírito Santo para consolar os que sofrem.
SALMO. O salmista canta a unção que Deus faz ao rei de Israel e promete a ele sua força divina.
2ª LEITURA. João, o vidente, nos ensina que Jesus fez do povo cristão um povo sacerdotal, um reino para o Senhor.
EVANGELHO. Jesus, na sinagoga de Nazaré, medita a passagem do profeta Isaías, dizendo que nele se cumpriu aquela profecia.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Nesta celebração é abençoado os santos óleos (batismo, unção dos enfermos e crisma) que serão usados em nossas comunidades. No povo de Israel, a unção era sinal da autoridade dada por Deus para servir ao povo. O profeta Isaías recebe a unção para consolar os que estavam no exílio da Babilônia (1ª leitura); Jesus cumpre essa profecia, pois nele o Espírito foi derramado para evangelizar a todos os que sofrem (evangelho). Fomos ungidos no batismo, o que nos faz ser um povo de sacerdotes e reis para Deus (2ª leitura).
PARA PENSAR. Colocamos nossa vida a serviço fazendo valer a crisma (unção) que recebemos?
GESTO CONCRETO. Engajar-se em alguma pastoral da comunidade.
ESPIRITUALIDADE. Sentir-se enviado por Deus para evangelizar.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR – DEUS NOS AMA ATÉ A ENTREGA DE SI MESMO
1ª LEITURA. Isaías medita sobre a condição do Servo que, maltratado e condenado, salvava o povo de seus pecados.
SALMO. O salmista, em meio ao sofrimento imposto pelos inimigos, entrega sua vida, confiante, a Deus.
2ª LEITURA. Jesus é sumo sacerdote, porque aprendeu a obediência pelo sofrimento e, por isso, é capaz de se compadecer de nossas dores.
EVANGELHO. João narra a paixão de Jesus, através da qual, Jesus vence o mal e o pecado da humanidade.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Hoje celebramos a Paixão de Jesus. O Servo que, perseguido e assassinado injustamente (1ª leitura) e, por cujo sofrimento Deus perdoava seu povo de seus pecados, a comunidade cristã reconhece em Jesus Cristo (evangelho). A paixão de Jesus prova o amor de Deus pela humanidade, pois nos amou até o fim, até a entrega da própria vida, para nos ensinar que Deus é puro dom, pura entrega. Por sua paixão/ressurreição Jesus foi entronizado no céu, de onde intercede ao Pai por todos nós (2ª leitura).
PARA PENSAR. Cristo deu sua vida por nós. O que somos capazes de fazer por Ele?
GESTO CONCRETO. Meditar a via sacra.
ESPIRITUALIDADE. Condoer-se pelos seus pecados.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

DOMINGO DE PÁSCOA – RESSURREIÇÃO DO SENHOR – VIDA NOVA E ETERNA EM CRISTO
1ª LEITURA. Pedro prega aos judeus, anunciando que Aquele que foi rejeitado, Deus o ressuscitou e os apóstolos dão testemunho disso.
SALMO. O salmista louva a Deus porque, estando em meio à provação, foi salvo e redimido por Deus.
2ª LEITURA. Paulo orienta a comunidade a jogar fora a maldade porque o nosso Cordeiro foi imolado.
EVANGELHO. Os discípulos de Emaús, experimentam a presença do Ressuscitado na vida deles, na meditação da Palavra e na celebração da Eucaristia.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Hoje celebramos a Páscoa: a Ressurreição de Jesus. Por ela Deus nos abriu as portas da vida eterna. Jesus vive eternamente. Jesus agora está sempre presente com os discípulos e sua presença se faz sentir quando meditamos a Palavra e participamos da Eucaristia (evangelho). Deus ressuscitou Jesus confirmando a sua missão de instaurar o Reino de Deus (1ª leitura). A Ressurreição de Jesus nos dá vida nova, por isso devemos nos afastar do pecado (2ª leitura). Cristo pode louvar a Deus que o fez pedra angular de toda a criação (salmo).
PARA PENSAR. Cremos na vida eterna que teremos junto a Deus no céu?
GESTO CONCRETO. Morrer a cada dia para o pecado ressurgindo aos poucos para vida nova nos dada pelo batismo.
ESPIRITUALIDADE. Viver com os pés no chão mas com o coração no céu.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

QUINTA FEIRA SANTA – CEIA DO SENHOR – CRISTO SE FAZ NOSSO ALIMENTO PARA QUE SIRVAMOS AOS DEMAIS
1ª LEITURA. Deus orienta Moisés a como preparar o Cordeiro ser imolado na Páscoa: na Passagem do senhor que haverá de libertar os hebreus da escravidão egípcia.
SALMO. O salmista louva a Deus que lhe quebrou os grilhões da escravidão.
2ª LEITURA. Paulo ensina o que aprendeu: que na noite em que foi entregue, Jesus instituiu o mistério da Eucaristia.
EVANGELHO. Na última ceia, Jesus lava os pés dos discípulos, como condição de serviço e os pedem que façam o mesmo.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Hoje celebramos a instituição da Eucaristia, recordamos a última ceia de Jesus com seus discípulos, na qual nos deixou o mandamento do amor. Antes de morrer Jesus ceou com seus discípulos e pediu que os discípulos repetissem essa ceia como recordação de sua vida. No gesto de entregar o pão e vinho Jesus mostra que haverá de dar a sua pessoa e dar a sua vida pelos seus (2ª leitura). Nos alimentamos de Jesus para que coloquemos a nossa vida a serviços dos irmãos de comunidade, sobretudo os que mais sofrem (evangelho). Jesus instituiu a Eucaristia como nova ceia pascal, na qual celebramos a libertação do pecado e da morte (1ª leitura). Celebremos a Eucaristia, assumindo o mandamento do amor como regra de vida e agradecendo a Deus que nos libertou (salmo).
PARA PENSAR. Celebrar a Eucaristia transforma o nosso jeito de se relacionar com os demais?
GESTO CONCRETO. Participar com devoção e atenção da celebração da Eucaristia.
ESPIRITUALIDADE. Fazer da vida uma atitude de serviço aos demais.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

VIGÍLIA PASCAL – PASSAR DA TREVA PARA A LUZ, DA MORTE PARA A VIDA
1ª LEITURA. Deus criou o universo, criou o ser humano à sua imagem e semelhança e descansou.
2ª LEITURA. Abraão está disposto a sacrificar o filho a Deus, ao que Deus lhe impede e lhe promete longa descendência.
3ª LEITURA. Deus faz os hebreus atravessarem o mar vermelho a pé enxuto, ao que suprime as forças escravagistas egípcias.
4ª LEITURA. Deus promete se casar com seu povo, sinal de uma nova aliança que fará e que nada haverá de destruir.
5ª LEITURA. Paulo nos ensina que fomos batizados na morte e ressurreição de Jesus, por isso devemos morrer para o pecado e ressurgir com Cristo para uma vida santa.
EVANGELHO. As mulheres vão ao túmulo em busca de “Jesus morto” e recebem a notícia de não devem buscar entre os mortos o que vive para sempre. Deus ressuscitou Jesus.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Celebramos a Vigília de Páscoa, a noite de todas as noites. Todas as demais decorrem desta importante celebração. Nela, a simbologia das trevas que vão desaparecendo diante da luz, mostra a vitória da vida sobre a morte. Deus criou o universo e pela ressurreição de Jesus recriou toda a humanidade (1ª leitura). Deus protegeu Isaac, mas não poupou a entrega de Jesus pela qual temos vida eterna (2ª leitura). Deus libertou os hebreus da escravidão e pelas águas do batismo nos liberta da escravidão do pecado e da morte (3ª leitura). Deus prometeu uma aliança eterna com seu povo e esta foi selada pela morte e ressurreição de Jesus (4ª leitura). Celebrar a Ressurreição e ser batizado significa, concretamente, assumir uma vida nova e santa com Cristo (5ª leitura). Jesus vive eternamente, foi ressuscitado por Deus, por isso não podemos busca-lo no mundo dos mortos, mas sim nos céus, onde foi entronizado para sempre.
PARA PENSAR. Valorizamos nosso batismo como condição da vida nova assumida com Cristo?
GESTO CONCRETO. Participar da Vigília de Páscoa com amor e devoção.
ESPIRITUALIDADE. Renascer com Cristo para uma nova vida.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR – CRISTO REINA DA CRUZ
1º EVANGELHO. Jesus entra em Jerusalém, montado num jumentinho, aclamado como Rei dos judeus.
1ª LEITURA. O Servo permanece fiel na missão dada por Deus, mesmo diante da violência sofrida, pois sabe que não será humilhado.
SALMO. O salmista canta seu sentimento de abandono diante das perseguições sofridas, mas confia na libertação futura.
2ª LEITURA. Cristo não se apegou a sua condição divina, mas se humilhou até a morte, por isso Deus o exaltou ao mais alto do céu.
EVANGELHO. Lucas narra a paixão de Jesus como a morte do justo inocente que entrega sua vida nas mãos de Deus e ainda promete a salvação ao pecador arrependido.
TRAZENDO OS TEXTOS PRA PERTO DA GENTE. Nesse domingo celebramos: a entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pelo povo e, sua morte de cruz, sinal de sua rejeição pelas lideranças de Jerusalém. Esta celebração abre a Semana Santa. Jesus é Rei, mas que não governa pela força e poder, mas sobretudo pelo amor e pela conversão do coração (1º evangelho). Jesus permanece firme na sua decisão de ir a Jerusalém, mesmo sabendo que sua vida corre risco, cumprindo em si a missão do Servo (1ª leitura). A morte de Jesus (evangelho), nos mostra que Deus para nos salvar não se apegou a sua condição gloriosa, mas se fez um de nós (2ª leitura). Jesus assumiu a mais baixa condição humana e por isso é exaltado por Deus a mais alta glória do céu. Na cruz Jesus sente-se abandonado, mas confia que Deus o haverá de alguma responder à sua fidelidade à missão (salmo).
PARA PENSAR. Somos fieis a Jesus apenas na glória ou também nos momentos de cruz?
GESTO CONCRETO. Participar com devoção das celebrações da semana santa.
ESPIRITUALIDADE. Contemplar a Cruz como sinal de fidelidade de Jesus à missão dada por Deus.
DEUS NOS ABENÇOE. FR. INÁCIO JOSÉ, MERCEDÁRIO

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

NATAL UMA PERSPECTIVA BÍBLICA


NATAL: UMA PERSPECTIVA BÍBLICA
Fr. Inácio José, OdeM

Caros leitores, vivemos tempos litúrgicos de intensa espiritualidade: o advento nos prepara para celebrar o mistério do Natal (primeira vinda de Jesus) e nos recorda que aguardamos a segunda vinda do Senhor (parusia). O tempo do Natal nos recorda o mistério da Encarnação do Verbo: Deus que, para nos salvar, assumiu plenamente a nossa condição humana, menos o pecado. Mas o que a Bíblia nos fala do Natal? É o que pretendemos explicar nessas breves linhas. Peço ao leitor que na medida em que vá avançando na leitura, pegue sua Bíblia e confira os textos bíblicos citados.
Em primeiro lugar, os textos bíblicos não pretendem descrever o que aconteceu historicamente, mas elaborar uma catequese teológica acerca do mistério do Nascimento do Messias[1]. Até mesmo porque, lido numa perspectiva histórica, os “relatos da infância do Senhor” são absolutamente contraditórios entre si[2]. Entre os biblistas e historiadores existe inclusive certo consenso de que Jesus tenha nascido, de fato, na cidade de Nazaré e não em Belém como afirmam as narrativas da infância de Mateus e Lucas,[3] ao passo que, os próprios evangelistas e Atos afirmam que Jesus é de Nazaré (Mc 1,9; Mt 21,11; Jo 1,45-46, At 10,38).
Vamos à Biblia. Os evangelistas que refletiram teologicamente o nascimento e infância de Jesus foram Mateus e Lucas. Comecemos por Mateus. Escrito por volta dos anos 80 d.C, por um judeu-cristão para uma comunidade de cristãos vindos do judaísmo. Começa com uma genealogia simbólica (Mt 1,1-17), na qual mostra a origem judaica de Jesus, sua vinculação a Davi (simbolizado pelo número 14) perpassando toda a história de Israel. Depois, já narra o nascimento de Jesus da virgem Maria, como cumprimento da profecia de Is 7,14, em Belém, depois do aviso do anjo, em sonho a José (Mt 1,18-25). Em seguida (Mt 2,1-12), temos a visita dos magos, que simbolizam os não-israelitas (pagãos), que vem reconhecer o Menino Jesus como Rei de Israel, ao passo que ele é, desde já, rejeitado pelas lideranças de Israel (sacerdotes) e Rei Herodes. Em seguida, Mateus mostra Jesus participando das dores vividas pelo povo de Israel ao longo de sua história: a permanência no Egito (Mt 2,13-18), Herodes pretende matar o menino Jesus do mesmo modo como o faraó pretendia matar o menino Moisés; o exílio babilônico é referenciado pela citação de Jr 31,15 onde Ramá era no passado o local de onde os exilados israelitas partiam para o cativeiro; e por fim, a dispersão do exílio (Mt 2,19-23), quando a família de Jesus volta do Egito e não retorna a Belém, mas sim a Nazaré onde viverão daqui pra frente. Resumindo: segundo Mateus, Jesus nasce em seu lar em Belém e, após a visita dos magos, é obrigado a fugir para o Egito e do Egito vai para Nazaré onde será criado. Jesus é o Messias de Israel, novo Moisés enviado por Deus para libertar o povo de seus pecados. Outra versão, bem diferente, temos em Lucas.
Lucas, por sua vez, também foi escrito por volta dos anos 80 d.C, para uma comunidade de pagãos convertidos ao cristianismo. A comunidade tem inspiração na teologia paulina, ou seja, que Jesus é o Salvador de toda a humanidade e não apenas do povo de Israel. Além disso, Lucas faz um paralelo entre João Batista (último profeta do Antigo Testamento) e Jesus (Novo Testamento recém-chegado), mostrando a superioridade de Jesus em relação ao Antigo Testamento, que também é simbolizado pelos personagens idosos que aparecem no texto. Confira: Lc 1,5-23,o anjo Gabriel anuncia o nascimento de João Batista, ao idoso Zacarias, que está oficiando no Templo de Jerusalém. A incredulidade lhe faz ficar mudo e sua idosa mulher fica grávida. Lc 1,26-38: o mesmo anjo, agora vai a Nazaré, a uma virgem prometida em casamento anunciar-lhe que será a mãe do Filho do Altíssimo. Ela que não tinha motivos pra acreditar, acredita e fala “eis a serva do Senhor”, ficando, assim, grávida. Em seguida, em Lc 1,39-45, temos o encontro do Novo Testamento (Jesus) e o Antigo Testamento (João Batista), que se alegra com a sua chegada, pois Jesus veio realizar todas as expectativas do povo do Antigo Testamento. Lucas coloca nos lábios de Maria um antigo cântico dos cristãos (Lc 1,46-56), que louva a Deus por salvar os pequenos e pobres de Israel. Maria permanece 3 meses com Isabel, tal qual a arca da aliança permaneceu 3 meses com Davi (2Sm 6,9-11): Maria é apresentada como a nova arca que leva consigo Jesus, a nova aliança de Deus com toda a humanidade. Lc 1.57-80, temos o nascimento de João Batista e o cântico do Benedictus, mais um cântico dos antigos cristãos, posto agora nos lábios de Zacarias.
Lc 2,1-7: nascimento de Jesus. Aqui difere bastante de Mateus: a família de Jesus é de Nazaré e por causa de um censo do império romano, eles são obrigados a se deslocar a Belém e, como não havia local para eles, Jesus nasce entre os animais. Como já disse anteriormente, não há nas fontes romanas da época, registro de tal censo, aliás, como é descrito em Lucas, contradiz a praxe de como os romanos faziam o censo[4]. Lc 2,8-20 mostra os pastores (pobres) como os primeiros destinatários da mensagem da chegada de Jesus. Vão adorá-lo e reconhece-lo como Salvador. Lc 2,21-39 mostra Jesus sendo circuncidado e apresentado no Templo e, novamente, dois idosos, Ana e o Simeão (simbolizando o Antigo Testamento), acolhendo o menino Jesus (Novo Testamento) e se alegrando, louvando e bendizendo a Deus pela sua chegada. Depois disso, voltam a Nazaré. Por fim, Lc 2,41-52, mostra Jesus, aos doze anos, no Templo, assumindo o compromisso de ocupar-se das coisas de seu Pai. Resumindo: a família de Jesus é de Nazaré e, por causa de um censo romano, eles vão a Belém e Jesus nasce lá por “coincidência”. Nota-se que, já havia uma crença prévia de que o Messias nasceria em Belém (Mq 5,2), o que fez com que os evangelistas esboçassem, cada um a sua maneira, um motivo para que “no texto” Jesus nascesse lá, afim de mostrar que Jesus é o Messias desde o seu nascimento. Entretanto, como disse anteriormente, há mais fortes indícios de que Jesus historicamente tenha nascido sim na cidade de Nazaré (Mc 1,9; Mt 21,11; Jo 1,45-46, At 10,38), era conhecido como Jesus Nazareno (Mc 1,24; 10,47; 14,67; 16,6; Lc 4,34; 24,19) o que justifica a não aceitação dele como Messias por parte das lideranças de Israel.
O que os evangelistas pretendiam, portanto, ao escrever essas narrativas do nascimento de Jesus, confessado como Messias e Senhor? Pretendiam, não descrever, de forma histórica como se deu o nascimento do Salvador, mas sim, cada qual à sua comunidade, refletir o que significa o nascimento de Jesus. Daí depreendemos: Jesus é filho do povo de Israel, confessado como descendente de Davi, rejeitado por Israel, mas acolhido pelos pagãos e experimenta em sua pele as dores históricas do povo de Israel (Mateus). Jesus é a Nova Aliança (Testamento) de Deus com toda a humanidade e sua chegada traz plenitude às promessas do Antigo Testamento e os pobres são os primeiros destinatários da mensagem de Jesus, tanto que ele nasce em meio à pobreza (Lucas). Ambas catequeses são belíssimas, inspiradas pelo Espirito Santo e reconhecidas como canônicas pela Igreja, embora não tenham a pretensão de descrever de forma exata como se realizou o mistério do Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Que Deus te abençoe e que você nesse tempo do Natal reconheça o amor de Deus por ti: te ama tanto que se fez igual a você em tudo, menos no pecado, para lhe salvar.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA PARA APROFUNDAMENTO
BARBAGLIO, Giuseppe. Jesus, Hebreu da Galileia. São Paulo: Paulinas.
BORG, Marcus J. CROSSAN, John Dominic. O Primeiro Natal. O que podemos aprender com o nascimento de Jesus. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.
BROWN, Raymond. O Nascimento do Messias. Comentário das narrativas da infância nos evangelhos de Mateus e Lucas. São Paulo: Paulinas.
PAGOLLA, Jose Antonio. Jesus – uma aproximação histórica. Petrópolis: Vozes.


[1] BARBAGLIO, Giuseppe. Jesús, hebreo de Galilea. Investigación histórica. Salamanca: Secretariado Trinitário, 2003. p. 120.
[2] Para Mateus, Jesus nasce no lar que José e Maria tem em Belém. Para Lucas, eles não têm lar em Belém e Jesus nasce no presépio, motivado por um censo que historicamente não há fontes que comprovem. Cf. BROWN, Raymond. El Nacimiento del Mesias. Comentario a los relatos de la infancia. Madrid: Ediciones Cristiandad, 1982. p. 432.
[3] Quem escreve o texto bíblico está procurando demonstrar que Jesus é o Messias. Na tradição judaica esperava-se que o Messias nascesse em Belém (Mq 5,2). No entanto Mateus e Lucas divergiram quanto ao motivo real do nascimento de Jesus na cidade real, o que levanta a suspeita de que, na realidade seja uma catequese para os membros de suas comunidades. Cf. PAGOLLA, Jose Antonio. Jesús, uma aproximación histórica. Madrid: PPC Editorial, 2007. p. 34.
[4] BORG, Marcus J. CROSSAN, John Dominic. La Primera Navidad. Los que los evangelios enseñan realmente acerca del nacimiento de Jesús. Estella: Editorial Verbo Divino, 2009. p.145-148.

OS PROFETAS EM DEFESA DA LIBERDADE


OS PROFETAS EM DEFESA DA LIBERDADE 
Fr. Inácio José, OdeM
Caro leitor. Continuemos a nossa reflexão acerca do carisma mercedário, a partir dos textos bíblicos que inspiraram nosso fundador São Pedro Nolasco nesse empreendimento de libertar gratuitamente os cristãos cativos pobres em risco de perder a fé. Já vimos anteriormente a vocação de Moisés, chamado por Deus a libertar os israelitas da escravidão egípcia e, vimos também, a experiência de Deus enquanto misericórdia que nos liberta da escravidão dos ídolos. Hoje veremos as vozes proféticas que se levantaram em prol da liberdade do povo.
6 Assim diz o SENHOR: “Não perdoarei Israel por seus três crimes e, agora, por mais este: Eles vendem o justo por dinheiro, o sofredor, por um par de sandálias. 7 esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível. (Am 2,6-7. Tradução Bíblia CNBB).
            Os profetas eram pessoas que tinham uma experiência profunda do Deus do Êxodo (Deus que liberta da escravidão) e sentiam-se vocacionados a anunciar ao povo a Aliança de Deus, denunciar as infidelidades da nação para com a Aliança e consolar os que sofrem, mediante palavras de esperança. Amós era do Reino do Sul (Judá), mas foi convocado por Deus para profetizar no Reino do Norte (Israel) no tempo do reinado de Jeroboão II, um tempo de prosperidade econômica, mas de decadência moral e religiosa. Ele denunciou que, mesmo em meio a toda religiosidade do povo, o culto era pervertido e havia uma injustiça social institucionalizada.
Vejamos: Eles vendem o justo (ƒaddîq = pessoa justa, direita, inocente) por dinheiro, o sofredor (°ebyôn = pessoa necessitada), por um par de sandálias. Aqui temos clara alusão à instituição da escravidão como forma de pagar dívidas. O par de sandálias significa que os pobres eram vendidos por dívidas insignificantes. Mostra o desprezo dos ricos para com os pobres. Esmagam a cabeça dos fracos (dal = o que é de classe inferior) no pó da terra e tornam a vida (derek = caminho) dos oprimidos (±¹nî = pobre, aflito) impossível. Denuncia novamente o trato opressor dos ricos em relação aos pobres. Esmagar a cabeça dos inferiores no pó da terra significa o mais profundo desprezo e “tornar a vida dos oprimidos impossível” (literal: torcer o caminho dos pobres) pode ser traduzido no sentido judicial de “não fazer justiça aos pobres”[1].
O que este texto profético nos diz de nosso carisma? Amós denuncia o enriquecimento das pessoas à custa da escravidão, à custa das injustiças nos tribunais, motivados pelo desprezo dos ricos para com os mais pobres. São Pedro Nolasco era comerciante. Poderia pensar apenas no lucro de seu empreendimento. Mas não! Tocado ao ver um cristão cativo sendo vendido como escravo, investe seu dinheiro para libertá-lo e, anos mais tarde, inspirado por Deus mediante Maria das Mercês, funda a Ordem das Mercês para justamente comprar a liberdade daqueles que, naquele contexto, estavam com suas vidas esmagadas no pó da terra, vendidos como mercadoria pelos muçulmanos.
No texto bíblico aparecem três palavras referentes aos pobres: °ebyôn, dal, e ±¹nî. Em apenas dois versículos, o profeta usa vasto vocabulário para se referir aos cativos de seu tempo. O carisma original das Mercês consistia justamente em arrecadar recursos para comprar a liberdade dos cristãos pobres submetidos ao cativeiro, aos quais as famílias não tinham condição de redimir. Por isso, quem bebe de nossa espiritualidade deve obrigatoriamente se aproximar dos mais pobres, escutar as suas angústias, os seus clamores por liberdade e, por gestos e palavras lhe suscitar esperança de, um dia, possuir uma vida digna. Por outro lado, o mercedário, religioso ou leigo, deve também, como o profeta Amós e como São Pedro Nolasco, denunciar a economia e a política de interesses de certos grupos nacionais e internacionais que estão fazendo com que surja novos tipos de escravidão, cuja última consequência é a opressão e o cárcere[2]. Reze e medite esses versículos bíblicos e procure responder: que lugar os pobres ocupam na minha vida? Uso de palavras e gestos para promove-los? Deus nos abençoe e nos conceda cada vez mais nos encantar com nosso carisma redentor.


[1] RIVAS, Pedro Jaramillo. Amos. In. Comentario al Antiguo Testamento II. Estella: La Casa de la Biblia, 1997. p.329.
[2] PIKAZA, Xavier. Pedro Nolasco, Biblia de la libertad (2). Profetas. In. http://blogs.periodistadigital.com/xpikaza.php?cat=4747

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

quaresma ano c


Quarta-feira de cinzas, ano c – tempo de mudar de vida
1ª leitura. O profeta Joel conclama todo Israel à conversão ao que Deus perdoou os seus pecados.
Salmo. O salmista reconhece o seu pecado e os confessa diante de Deus.
2ª leitura. Paulo exorta à comunidade a deixar-se reconciliar com Deus.
Evangelho. Jesus ensina a praticar esmola, jejum e oração não com a finalidade de serem vistos pelos homens, mas como meio de reconciliação com Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo da quaresma é um tempo penitencial que nos prepara para celebrar a Páscoa. Nesse tempo somos chamados à conversão, à mudança de vida na certeza de Deus nos perdoa (1ª leitura). Devemos reconhecer o nosso pecado e buscar o sacramento da confissão (salmo). Não podemos desperdiçar esse tempo favorável da graça de Deus (2ª leitura). As práticas de piedade: oração – relação com Deus, jejum – relação conosco mesmo, esmola – relação com os mais pobres, devem ser intensificados nesse tempo como meio de endireitar toda a nossa vida (evangelho).
Para pensar. A quanto tempo não me confesso?
Gesto concreto. Fazer exame de consciência e buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Reconhecer-se pequeno e pecador diante de Deus. Desenvolver humildade.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.

1º domingo quaresma – entremos no deserto e mudemos de vida
1ª leitura. Moisés instrui o como o povo deve fazer a sua oferta diante de Deus e como se recita o credo judaico – no qual relembra o origem, a escravidão e a libertação dos Israelitas.
Salmo. O salmista medita sobre a proteção divina sobre quem confia em Deus.
2ª leitura. Paulo ensina que se crermos e confessarmos que Jesus é o Senhor Ressuscitado alcançaremos a salvação.
Evangelho. Jesus é tentado pelo diabo no deserto pela fome, pelo poder e pela manipulação de Deus, mas vence as tentações através da Palavra de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo da quaresma é um tempo penitencial que nos prepara celebrar a Páscoa. Tempo de recordar que Deus nos libertou da escravidão da morte e do pecado e por isso lhe ofertamos nossa vida (1ª leitura). Tempo de manifestar plenamente nossa confiança em Deus que sempre nos protege (salmo). Tempo de reorientar a nossa vida conforme Jesus Cristo Ressuscitado pelo qual temos a salvação dada por Deus (2ª leitura). Tempo de entrarmos no deserto e percebermos quais são as nossas principais tentações que nos separam de Deus e através da Palavra tornarmos mais fiéis (evangelho).
Para pensar. Quais são as minhas principais fraquezas?
Gesto concreto. Buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Reconhecer-se sempre pecador diante de Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.

2º domingo quaresma – herdeiros da vida eterna.
1ª leitura. Deus faz uma aliança unilateral com Abraão prometendo-lhe dar a terra aos seus descentes.
Salmo. O salmista manifesta sua confiança em Deus, afastando-lhe todo medo.
2ª leitura. Paulo estimula a fidelidade da comunidade pois Jesus transformará nosso corpo mortal em corpo glorioso em nossa ressurreição.
Evangelho. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João e diante deles manifesta a sua glória divina e é testemunhado pelo Pai.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo quaresmal é um tempo penitencial no qual nos preparamos para celebrar a Páscoa. Tempo no qual recordamos que Deus, da mesma forma com Abraão, fez com toda a humanidade uma aliança unilateral de salvação através de Jesus Cristo (1ª leitura). Tempo de confiar em Deus que é nossa força e salvação (salmo). Tempo de renovar a nossa fidelidade e de permanecermos firmes na certeza de Deus nos ressuscitará ao fim de nossa vida (2ª leitura). Tempo de reconhecer que já foi plantado em nós, pelo batismo, essa vida eterna e gloriosa que Deus deseja nos dar e que, na transfiguração Jesus deixou transparecer (evangelho).
Para pensar. Cremos na vida eterna e gloriosa que Deus deseja nos dar?
Gesto concreto. Buscar, nesse tempo quaresmal, o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Reconhecer-se pecador diante de Deus mas herdeiro da vida eterna junto a Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.

3º domingo quaresma – temos apenas hoje para mudar de vida
1ª leitura. Deus, do meio da sarça ardente, revela seu nome a Moisés e o vocaciona a libertar os israelitas escravizados.
Salmo. O salmista louva a Deus que é misericordioso e que nos perdoa toda a culpa.
2ª leitura. Paulo recorda à comunidade que, parte dos hebreus morreram na caminhada do deserto pelo fato de murmurarem contra Deus.
Evangelho. Jesus rejeita a ideia fatalista acerca das catástrofes bem como das maldades humanas e, através da parábola, ensina que devemos aproveitar a chance que Deus nos dá para a conversão.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo quaresmal é tempo de conversão que nos prepara para a Páscoa. Deus suscitou Moisés para libertar o povo hebreu da escravidão (1ª leitura), povo este que murmurou contra Deus em meio à caminhada no deserto (2º leitura). Deus nos acompanha em nossa caminhada quaresmal, por isso não devemos murmurar contra Ele como se ele nos tivesse abandonado. Das tragédias que acontecem, não devemos pensa-las como castigos divinos, mas ocasião de nos fazer pensar se estaríamos vivendo na graça de Deus se caso elas tivessem acontecido conosco (evangelho).
Para pensar. Postergamos as oportunidades que temos de mudar de vida?
Gesto concreto. Buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Não deixar pra amanhã o bem que podemos fazer hoje.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.

4º domingo quaresma – deixemo-nos abraçar por Deus
1ª leitura. Os israelitas chegam à beira da terra prometida, conduzidos por Josué, celebram a Páscoa e Deus deixa de enviar o maná.
Salmo. O salmista convida ao louvor divino pois Deus o livra de todos os temores.
2ª leitura. Paulo exorta à comunidade a se reconciliar com Deus pois Ele fez Jesus assumir a nossa condição de pecado.
Evangelho. Jesus conta a parábola do pai que acolhe o filho pecador, retrucando as críticas dos fariseus acerca de sua proximidade para com os pecadores.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo quaresmal aproxima-se do fim. O tempo do deserto aproxima-se do fim. Em breve celebraremos a Páscoa, festa central de nossa fé (1ª leitura). Ainda resta breve tempo para que nos reconciliemos com Deus (2ª leitura) e experimentemos esse abraço misericordioso do Pai do céu que deseja nos alcançar com seu perdão (evangelho). Louvemos a Deus, na certeza de que ele nos livrará de todos os temores.
Para pensar. Confio na misericórdia divina que deseja me salvar?
Gesto concreto. Buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Acolher a Deus que nos ama gratuitamente.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.

5º domingo quaresma – Deus salva o pecador, mas convida a deixar o pecado
1ª leitura. O profeta Isaías convida a não olhar para as tragédias do passado, mas a para a promessa de nova libertação da parte de Deus.
Salmo. O salmista canta a alegria dos exilados voltando para a terra prometida.
2ª leitura. Paulo considera tudo como perda diante da riqueza que é Cristo e reconhece que ainda precisa caminhar muito mais em direção à meta proposta.
Evangelho. Jesus salva a mulher adúltera de ser apedrejada e a exorta a não mais pecar.
Trazendo os textos pra perto da gente. Estamos praticamente na reta final de nossa caminhada quaresmal. Mas não nos iludamos: precisamos caminhar ainda mais na vida de santidade que Deus nos convida a viver (2ª leitura). Por isso, não olhemos para os nossos erros do passado, mas confiemos que pela Páscoa, Deus haverá de nos libertar de nossos pecados (1ª leitura). Deus nos salva da condenação devida pelos nossos pecados, mas nos exorta a mudar de vida de conduta (evangelho), assim cantaremos seus louvores por nos libertar (salmo).
Para pensar. Tenho firme propósito de não mais pecar?
Gesto concreto. Buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Não valorizar os erros do passado, mas confiar na misericórdia divina que nos perdoa.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da conversão.
Fr. Inácio José, mercedário.


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