quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

textos tempo comum

2º domingo do tempo comum – sinal de salvação para toda a humanidade
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia a vocação do povo de Israel de ser luz da salvação de Deus a todos os povos.
Salmo. O salmista canta seu desejo de sempre fazer a vontade de Deus.
2ª leitura. Paulo introduz sua carta para a comunidade cristã de Corinto.
Evangelho. O texto narra João Batista testemunhando que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus deseja salvar toda a humanidade e não apenas um povo ou pequeno grupo. A grande tentação do povo de Israel, ao se perceber como povo de Deus, era de pensar que Deus era “Deus somente deles”, sem interesse pelas demais nações. Jesus anunciou o evangelho tanto para judeus quanto para os pagãos, testemunhando que o Reino de Deus é convite do Pai para toda a humanidade. Paulo, ao fazer experiência do Ressuscitado, sente-se chamado a pregar o evangelho aos pagãos, realizando desta maneira, a vocação do povo de Israel de ser luz para todas as nações.
Para pensar. A palavra “católico” significa universal. Somos pessoas abertas a todas as pessoas? Nossa comunidade é aberta para acolher a todos ou é um grupo fechado sem espaço para acolhimento das pessoas, mesmo as que não vivem a fé católica?
Gesto concreto. Acolher e dialogar com as pessoas que pensam e creem de forma distinta de nós.
Deus nos abençoe e nos conceda a viver nossas relações de forma universal. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo do tempo comum
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia que o jugo da opressão foi tirado de Israel, fazendo com que uma luz brilhe sobre o povo pagão.
Salmo. O salmista canta ao Senhor como sua luz e salvação diante das tribulações.
2ª leitura. Paulo exorta à comunidade de Corinto a viver na concórdia superando as divisões comunitárias.
Evangelho. Jesus prega o Reino de Deus na Galiléia dos pagãos cumprindo sua vocação de ser luz para todos os povos. Para isso convoca discípulos para lhe ajudar nesta missão.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo de Israel sempre teve a tentação de se fechar em si mesmo no anúncio da Palavra de Deus excluindo as nações pagãs. Jesus, a princípio, começou sua missão junto ao povo judeu e depois expandiu sua missão para as nações não judias. Jesus entendeu que o amor de Deus não é exclusivo a um povo mas universal. De igual modo, os discípulos de Jesus devem ter esse amor universal, a todas as pessoas, sem excluir ninguém.
Para pensar. Acolhemos ou excluímos as pessoas? Nosso amor é universal ou excludente?
Gesto concreto. Exercer nossa solidariedade para pessoas que não fazem parte de nosso círculo de amizades ou familiar.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer no amor a todas as pessoas. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo do tempo comum – Deus nos convoca à solidariedade para os que sofrem
1ª leitura. O profeta Isaías exorta o povo a viver a solidariedade para com os mais necessitados, afim de que Deus lhes conceda sua graça.
Salmo. O salmista medita as qualidades de quem é justo, sobretudo sua compaixão para com os oprimidos.
2ª leitura. Paulo explica que não usou de retórica para pregar o evangelho aos coríntios, mas que sua pregação foi demonstração do poder de Deus.
Evangelho. Jesus ensina que os discípulos são sal da terra e luz do mundo e que suas boas obras devem brilhar diante dos homens.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os profetas sempre chamaram a atenção do povo de Israel sobre a realidade de que o culto a Deus deve estar vinculado à prática da justiça e solidariedade para com os que mais sofrem. Jesus enquanto esteve no mundo pregando o Reino de Deus, através de palavras e obras, foi sal da terra e luz do mundo. Hoje quem precisa exercer essa vocação é a comunidade cristã. Testemunhamos Jesus como Senhor da História na medida em que pregamos a sua palavra e mais ainda, na medida em que tivermos as mesmas atitudes solidárias que Jesus teve para com os mais pobres e sofridos.
Para pensar. Como vivemos a nossa fé? Apenas rezamos? Ou praticamos a solidariedade para com os que sofrem?
Gesto concreto. Aproximar dos que mais sofrem na comunidade e lhes exercer a solidariedade cristã.
Deus nos abençoe e nos conceda aliar fé e solidariedade em nossa vida. Fr. Inácio José, mercedário

6º domingo do tempo comum – a felicidade que brota do viver a vontade de Deus.
1ª leitura. O autor de Eclesiástico medita sobre as consequências de se viver os mandamentos  do Senhor.
Salmo. O salmista canta a alegria de viver os mandamentos do Senhor e pede a Deus que o guarde na vivência destes mandamentos.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto sobre a sabedoria divina manifestada em Jesus que difere em muito da sabedoria humana.
Evangelho. Jesus ensina que a justiça de seus discípulos deve ser maior que a justiça legalista dos fariseus. Jesus interioriza a vivência dos mandamentos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Corremos o risco de viver os preceitos da religião de forma apenas exterior sem nos dar conta do valor que essas leis religiosas querem nos ensinar. Era o pecado dos fariseus e pode ser o de muitos católicos apenas de “preceitos” e de pouca convicção e conversão a Deus. Jesus ensina que preceitos religiosos sem amor a Deus e amor e respeito para com as pessoas de nada adianta. A vivência religiosa deve ter como pressuposto uma experiência profunda de Deus e de amor ao próximo.
Para pensar. Conheço o sentido dos preceitos de nossa fé ou obedeço as normas apenas por obedecer?
Gesto concreto. Procurar conhecer o significado de cada mandamento da lei de Deus e da lei da Igreja.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer na fidelidade à vontade divina. Fr. Inácio José, mercedário

7º domingo do tempo comum – Deus nos chamou à santidade
1ª leitura. Deus através de Moisés chama a todo o povo de Israel a ser santo como Deus e a amar o próximo.
Salmo. O salmista canta a misericórdia divina que sempre nos perdoa os pecados.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Corinto que somos santuários divinos e que pertencemos a Deus.
Evangelho. Jesus aprofunda a justiça legalista dos fariseus trazendo para dentro do coração a vivência da Palavra e chamando os discípulos a serem perfeitos como o Pai do Céu.
Trazendo os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, Deus é santo, distinto de tudo o que criou. Pessoas, coisas e lugares que lhe pertencem também são santas. O exemplo maior de santidade que temos é Jesus, que viveu, do início ao fim de sua vida, uma plena fidelidade à vontade de Deus. Por tamanha comunhão com o Pai, Jesus nos revela através de sua vida o que é ser santo: é procurar viver a vontade divina não apenas de forma exterior e legalista, mas a partir de dentro, do coração, de onde saem tudo de bom quanto de mal.
Para pensar. Procuro viver a minha religião apenas de forma exterior ou desde dentro de nosso interior?
Gesto concreto. Procurar aprender mais sobre os santos dos quais temos devoção.
Deus nos abençoe e nos conceda viver nossa vocação à santidade. Fr. Inácio José, mercedário

8º domingo do tempo comum – Deus nunca nos abandona
1ª leitura. Diante do sentimento de abandono por parte do povo de Israel, o profeta Isaías consola o povo dizendo que Deus nunca o abandonará.
Salmo. O salmista canta a sua confiança em Deus, único refugio e sustento de sua vida.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto a ser administradora dos mistérios de Deus e que somente Deus tem o direito de julgar e recompensar as pessoas pelas suas ações.
Evangelho. Jesus nos ensina que não podemos servir a Deus e ao Dinheiro e desta forma, a preocupação com a busca dos bens materiais sempre deve estar em segundo plano na vida de quem confia na Providência Divina.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus nunca nos abandona. Ele é sempre presença amorosa e terna em nossa vida, procurando sempre o melhor para nós. Através de nosso uso da liberdade Deus escreve a nossa história sempre tendo como meta a Felicidade Plena na eternidade. A busca de acumular os bens, pode significa falta de confiança em Deus que nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. No mundo de hoje o dinheiro se tornou um deus. Precisamos aprender a usá-lo segundo a vontade de Deus.
Para pensar. Buscamos acumular bens? Confiamos na presença amorosa de Deus em nossa vida?
Gesto concreto. Diante das dificuldades da vida procurar cultivar a confiança em Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda crer em sua Providência. Fr. Inácio José, mercedário

Apresentação do Senhor – Somos consagrados a Deus pelo batismo
1ª leitura. O profeta anuncia a vinda de um mensageiro que preparará o povo de Israel para a chegada do Senhor.
Salmo. O salmista canta a abertura dos portões do Templo para a entrada do Senhor.
2ª leitura. O autor de Hebreus medita que Jesus possui a mesma condição humana que a nossa e por isso é capaz de ser sacerdote misericordioso para interceder por nós.
Evangelho. Lucas narra a apresentação de Jesus no Templo, em cumprimento da Lei da Moisés e os anciãos cheios do Espírito Santo revelando que o menino é o Messias.
Trazendo os textos pra perto da gente. Na religião judaica todo primogênito é consagrado a Deus. Jesus foi apresentado a Deus no Templo, demonstrando que sua família era religiosa. O que talvez não sabiam, era que Jesus era o Filho de Deus que veio para visitar e redimir o seu povo e a humanidade. Jesus assumiu a nossa condição humana e por isso é o único capaz de verdadeiramente nos reconciliar e propiciar uma vida de comunhão com Deus.
Para pensar. Como vivemos a nossa consagração a Deus mediante o nosso batismo?
Gesto concreto. Renovar as promessas batismais no intuito de renovar nosso seguimento a Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda sermos cada dia mais fiéis ao nosso batismo. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de São Sebastião – fidelidade a Deus mesmo na perseguição
1ª leitura. O texto narra o martírio dos sete irmãos, que tiveram coragem de dar a sua vida por viverem a fidelidade à sua religião.
Salmo. O salmista canta a libertação que Deus promove para os que lhe são fiéis.
2ª leitura. Pedro exorta aos cristãos a permanecerem firmes na fé mesmo em meio a perseguições.
Evangelho. Jesus ensina aos discípulos a não terem medo diante dos perseguidores, pois suas vidas estão guardadas e protegidas por Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. A palavra mártir significa “testemunha”. É o cristão que ama Jesus a tal ponto de derramar o sangue por fidelidade ao Mestre. São Sebastião é exemplo de uma pessoa que diante das perseguições do império romano, não teve medo de testemunhar a sua fé. Hoje de igual forma, diante dos comportamentos e valores que o mundo ensina e que são contrários ao evangelho, precisamos ser perseverantes e firmes. Ainda hoje há lugares no mundo onde cristãos são mortos por causa de sua fé. No mundo onde vivemos talvez a perseguição seja mais subliminar, mas a perseverança na vivência da fé é necessária de igual modo. Deus está conosco, nos guarda e nos concede a fidelidade necessária.
Para pensar. Somos fiéis na vivência do evangelho nas pequenas e grandes coisas? Como reagimos diante das perseguições por causa de nossa fé?
Gesto concreto. Rezar pelos cristãos que são perseguidos por causa do evangelho.
Deus nos abençoe e conceda fidelidade a Ele, mesmo na perseguição. Fr. Inácio José, mercedário

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

solenidades natal

Festa da Epifania do Senhor – Deus se manifesta a todos
1ª leitura. O profeta anuncia que a luz do Senhor brilha sobre Jerusalém afim de que ela seja luz para todos os povos que virão para ela trazer suas riquezas. Salmo. O salmista canta a gloria do rei justo de Jerusalém que atrairá caravanas dos demais dos demais povos. 2ª leitura. Paulo explica a revelação do mistério de Deus em Cristo: agora os não judeus são admitidos à mesma herança salvífica que os judeus. Evangelho. O texto narra a visita dos magos a Jesus recém nascido, orientados pela estrela do Senhor. Ao encontrarem Jesus retornam por outro caminho.
Trazendo os textos pra perto da gente. A Bíblia nos ensina que Deus ama e quer salvar a todos os povos. Para isso, escolheu o povo judeu para ser seu mensageiro de salvação e esperança para os demais. Em Jesus, o amor gratuito divino e sua salvação se manifestam a todos – judeus e pagãos. Os magos representam toda a humanidade que é convidada a experimentar o amor e o carinho de Deus manifestado através de Jesus de Nazaré.
Para pensar. Em nossas relações sabemos acolher e respeitar a todos? Condenamos com facilidade os demais ao inferno pensando que Deus ama apenas os de nossa religião?
Gesto concreto. Procurar nos aproximar, respeitar e conversar com nossos amigos que são de outra religião. Perceber o amor de Deus por eles.
Deus nos abençoe e nos conceda ser sinal do amor universal de Deus. Fr. Inácio José, mercedário

Imaculada Conceição – sejamos abertos à graça de Deus em nossa vida
1ª leitura. O texto narra o diálogo entre Adão e Deus no paraíso após terem cometido a desobediência.  Deus lança a inimizade entre a serpente e a mulher. Salmo. O salmista canta a salvação e justiça divinas manifestada a todos os povos. 2ª leitura. Paulo narra as bênçãos que Deus derramou sobre seu povo através de Jesus, sobretudo a de nos predestinar a sermos seus filhos adotivos em Jesus. Evangelho. O texto narra o anúncio do nascimento de Jesus a Maria e a sua disposição em fazer a vontade de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus criou a humanidade para viver em comunhão Consigo. No entanto, pelo mau uso da liberdade, o ser humano pode romper essa comunhão (pecado). Como forma de promover definitivamente essa comunhão de vida, envia Jesus como nosso salvador, afim de nos adotar como filhos seus Nele. Para isso conta com o sim de Maria, a serva fiel e obediente, sempre disponível a fazer a vontade do Pai. Maria, a Imaculada é modelo para todos os que se deixam conduzir pela graça recebida de Deus pelo batismo, que nos ajudar a vencer as disposições ao pecado presentes em nós.
Para pensar. Nossa devoção a Maria nos ajuda a ser mais fiéis a Jesus? Deixamos a graça de Deus nos ajudar a crescer no bem, no amor, na verdade e na justiça?
Gesto concreto. Rezar o terço contemplando a disponibilidade de Maria a servir ao Senhor.
Deus nos abençoe e nos conceda imitar Maria na sua fidelidade a Deus. Fr. Inácio José, mercedário.

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus
1ª leitura. Moisés orienta como os levitas devem invocar as bênçãos de Deus sobre o povo. Salmo. O salmista reza invocando que o Senhor volte sua face para todos os povos derramando as suas bênçãos. 2ª leitura. Paulo explica que no momento oportuno Deus enviou seu Filho para nascer de mulher, afim de nos fazer seus filhos. Evangelho.Os pastores encontram o Menino recém nascido, o adoram e alegrando-se glorificam a Deus que realiza maravilhas. Os pais do menino lhe dão o nome de Jesus que significa “Deus salva”.
Trazendo os textos pra perto da gente. A paz (shalom) segundo a bíblia é mais que ausência de conflitos. É a completude de nosso ser. Apenas Deus pode nos conceder a verdadeira paz que é fruto da vivência de nossa filiação divina, de nossa irmandade com o próximo, de nossa harmonia com a criação. Para isso é necessário acolher Jesus é a salvação de Deus enviada a nós, da mesma forma como o acolheram os pobres e excluídos em seu nascimento.
Para pensar. Nossas relações são de paz ou de conflito? O que fazemos para promover a paz em nossa casa, bairro, cidade, igreja?
Gesto concreto. Buscar a reconciliação com alguém com o qual não estejamos bem.
Deus abençoe e nos conceda construir um mundo de paz. Fr. Inácio José, mercedário

advento e natal 1

1º domingo advento – vigiemos, pois não sabemos quando o Senhor virá
1ª leitura. O profeta Isaias anuncia que o monte de Sião será referência de paz e justiça para todos os povos.Salmo. Trata-se do canto dos peregrinos quando se aproximavam de Jerusalém na época das peregrinações.  2ª leitura. Paulo exorta nosso bom comportamento moral porque a salvação está próxima. Evangelho. Jesus exorta à vigilância porque ninguém sabe quando será o dia da Vinda do Filho do Homem.
Trazendo os textos pra perto da gente. A Bíblia nos ensina que Deus deseja salvar a humanidade e não condená-la. Para o Antigo Testamento, o monte de Sião e a cidade de Jerusalém seriam as referências para todos os povos. De lá viria a salvação. Paulo crê que a vinda de Jesus está próxima por isso chama a atenção da comunidade para um comportamento irrepreensível, pois, pelo batismo, esta abraçou o caminho da luz do evangelho. Como não sabemos quando Jesus voltará precisamos estar vigilantes sempre. A melhor maneira de esperar o retorno de Jesus é vivendo o amor aos irmãos de comunidade em nosso dia a dia.
Para pensar. Estamos preparados para o nosso encontro definitivo com Deus? Somos constantes no amor ou apenas em momentos esporádicos?
Gesto concreto. Todos os dias procurar praticar uma boa ação em solidariedade ao próximo.
Deus nos abençoe e nos conceda a graça da vigilância. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo advento – esperança e perseverança no bem aos sofredores
1ª leitura. O profeta convida o povo novamente à alegria, pois a salvação de Deus está próxima. O profeta inspira esperança ao povo sofredor. Salmo. O salmista canta as atitudes de libertação divinas para com os oprimidos. 2ª leitura. Tiago convida a comunidade a permanecer firme no bem porque a vinda do Senhor está próxima. Evangelho. João Batista manda seus discípulos questionarem Jesus se Ele é ou não o messias ao que Jesus responde com atitudes de libertação para com os oprimidos e elogia seu profetismo e o coloca como seu precursor no Reino de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Diante do sofrimento do povo, os profetas sempre anunciavam a esperança da salvação. Deus nunca abandona seu povo e sempre vem para libertá-lo. As primeiras comunidades cristãs criam na volta iminente de Jesus e por isso exortavam aos seus membros a viverem moralmente irrepreensíveis e serem firmes no amor aos irmãos. Assumindo a prática fraterna, solidária e libertadora de Jesus para com os que sofrem em nossa vida, estaremos nos preparando para a sua vinda definitiva em nossa história.
Para pensar. Diante dos problemas de nossa vida, alimentamos a esperança de solucioná-los ou caímos no desespero? Alentamos os sofredores com nossa conduta ou lhes somos omissos?
Gesto concreto. Aproximar-nos de alguém que sofre para levar-lhe esperança.
Deus nos abençoe e nos conceda a perseverança no bem. Fr. Inácio José, mercedário

4º domingo advento – Deus se manifesta na simplicidade e pequenez
1ª leitura. O profeta anuncia o nascimento de um menino que trará esperança para todo o povo. Salmo. O salmista convida ao exame de consciência diante das portas do Templo e nos convida a deixarmos o Senhor entrar e reinar em nossa vida.  2ª leitura. Paulo explica o seu chamado divino a anunciar a boa noticia de Jesus aos que não pertencem ao povo de Israel (pagãos). Evangelho. Narrativa do anúncio do nascimento de Jesus a José, que lhe será pai adotivo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus deseja nos salvar, mas nunca por imposição, mas sempre propondo. Por isso vem ao mundo como criança à qual podemos acolher ou rejeitar. A promessa de que um menino traria a vida a todo o povo, se concretizou com o nascimento de Jesus, Filho de Deus, que acolhido na fé poderá nos trazer luz, esperança e salvação. Esta salvação não é para um pequeno grupo, mas sim para toda a humanidade, objeto de amor apaixonado de Deus.
Para pensar. Sabemos acolher os simples sinais que Deus realiza em nossa vida como proposta da salvação de Deus para nós? Enxergamos a presença de Deus nos pequenos e humildes?
Gesto concreto. Acolher na simplicidade das crianças a presença de Deus em nosso cotidiano. Ajudar crianças carentes a desenvolverem suas potencialidades.
Deus nos abençoe e nos conceda acolher a simplicidade de Deus. Fr. Inácio José, mercedário.

Festa da Sagrada Família – nossa família deve ser casa de Deus
1ª leitura. O autor de Eclesiástico nos ensina que o respeito e carinho dado aos pais será fonte de bênçãos divinas na vida dos filhos. Salmo. O salmista coloca o temor do Senhor – obediência a Deus – como fonte de benção divina para a vida familiar. 2ª leitura. Paulo aconselha as famílias cristãs: esposo e esposa devem se amar e respeitar como Cristo ama e respeita a Igreja. Evangelho. O texto narra a fuga da família de Nazaré para o Egito.
Trazendo os textos pra perto da gente. A família, além de ser uma instituição natural, foi elevada por Deus à categoria de sacramento, ou seja, é sinal do mistério de Deus em nossa vida. O povo de Israel considerava as relações familiares sagradas e como fonte de benção divina, bem como o povo cristão aprendeu a enxergar na família a presença do amor de Deus. Cristo ao vir ao mundo desejou ter família, santificando-a e ensinando que Ele está presente nela mesmo diante das dificuldades.
Para pensar. Como são as relações em nossa família? Valorizamos nossa família? Nosso lar é ambiente de amor, paz e perdão? O que podemos fazer para melhorá-la?
Gesto concreto. Buscar um momento na semana para toda a família rezar junto a Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda perceber sua presença em nossa família. Fr. Inácio José, mercedário

Festa do Batismo do Senhor – compromisso com o seguimento de Jesus
1ª leitura. O profeta anuncia que a missão do Servo do Senhor será pacífica e que será luz para todos os povos.Salmo. O salmista canta a manifestação de Deus através dos fenômenos naturais. Deus é Senhor da Criação. 2ª leitura. Trecho do discurso de Pedro no qual considera que Deus não faz distinção de pessoas, mas acolhe a todos os que praticam a justiça. Evangelho. Narrativa do diálogo de Jesus com João Batista e o batismo do Senhor.
Trazendo os textos pra perto da gente. A missão do Messias foi de construir o Reino de Deus de forma pacífica em nossa vida. Jesus nunca usou de violência. Assumiu sua missão ao ser batizado no Jordão e de igual forma, todo cristão batizado, inserido no mistério de Cristo, deve assumir a mesma missão: construir o Reino de Deus em nossa vida e sociedade, de forma pacífica, sobretudo vivendo a solidariedade para com os mais sofredores de nosso tempo. O chamado não é para poucos mas todos os que praticam a justiça. Ser batizado significa torna-se discípulo de Jesus e viver o evangelho.
Para pensar. Assumimos a missão de Jesus como nossa missão também? Somos fiéis às nossas promessas batismais?
Gesto concreto. Renovar o nosso compromisso de sermos discípulos de Jesus no mundo atual.
Deus nos abençoe e nos conceda fidelidade no seguimento de Cristo. Fr. Inácio José, mercedário.

textos tempo comum

2º domingo do tempo comum – sinal de salvação para toda a humanidade
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia a vocação do povo de Israel de ser luz da salvação de Deus a todos os povos.
Salmo. O salmista canta seu desejo de sempre fazer a vontade de Deus.
2ª leitura. Paulo introduz sua carta para a comunidade cristã de Corinto.
Evangelho. O texto narra João Batista testemunhando que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus deseja salvar toda a humanidade e não apenas um povo ou pequeno grupo. A grande tentação do povo de Israel, ao se perceber como povo de Deus, era de pensar que Deus era “Deus somente deles”, sem interesse pelas demais nações. Jesus anunciou o evangelho tanto para judeus quanto para os pagãos, testemunhando que o Reino de Deus é convite do Pai para toda a humanidade. Paulo, ao fazer experiênciado Ressuscitado, sente-se chamado a pregar o evangelho aos pagãos, realizando desta maneira, a vocação dopovo de Israel de ser luz para todas as nações.
Para pensar. A palavra “católico” significa universal. Somos pessoas abertas a todas as pessoas? Nossa comunidade é aberta para acolher a todos ou é um grupo fechado sem espaço para acolhimento das pessoas, mesmo as que não vivem a fé católica?
Gesto concreto. Acolher e dialogar com as pessoas que pensam e creem de forma distinta de nós.
Deus nos abençoe e nos conceda a viver nossas relações de forma universal. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo do tempo comum
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia que o jugo da opressão foi tirado de Israel, fazendo com que uma luz brilhe sobre o povo pagão.
Salmo. O salmista canta ao Senhor como sua luz e salvação diante das tribulações.
2ª leitura. Paulo exorta à comunidade de Corinto a viver na concórdia superando as divisões comunitárias.
Evangelho. Jesus prega o Reino de Deus na Galiléia dos pagãos cumprindo sua vocação de ser luz para todos os povos. Para isso convoca discípulos para lhe ajudar nesta missão.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo de Israel sempre teve a tentação de se fechar em si mesmo no anúncio da Palavra de Deus excluindo as nações pagãs. Jesus, a princípio, começou sua missão junto ao povo judeu e depois expandiu sua missão para as nações não judias. Jesus entendeu que o amor de Deus não é exclusivo a um povo mas universal. De igual modo, os discípulos de Jesus devem ter esse amor universal, a todas as pessoas, sem excluir ninguém.
Para pensar. Acolhemos ou excluímos as pessoas? Nosso amor é universal ou excludente?
Gesto concreto. Exercer nossa solidariedade para pessoas que não fazem parte de nosso círculo de amizades ou familiar.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer no amor a todas as pessoas. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo do tempo comum – Deus nos convoca à solidariedade para os que sofrem
1ª leitura. O profeta Isaías exorta o povo a viver a solidariedade para com os mais necessitados, afim de que Deus lhes conceda sua graça.
Salmo. O salmista medita as qualidades de quem é justo, sobretudo sua compaixão para com os oprimidos.
2ª leitura. Paulo explica que não usou de retórica para pregar o evangelho aos coríntios, mas que sua pregação foi demonstração do poder de Deus.
Evangelho. Jesus ensina que os discípulos são sal da terra e luz do mundo e que suas boas obras devem brilhar diante dos homens.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os profetas sempre chamaram a atenção do povo de Israel sobre a realidade de que o culto a Deus deve estar vinculado à prática da justiça e solidariedade para com os que mais sofrem. Jesus enquanto esteve no mundo pregando o Reino de Deus, através de palavras e obras, foi sal da terra e luz do mundo. Hoje quem precisa exercer essa vocação é a comunidade cristã. Testemunhamos Jesus como Senhor da História na medida em que pregamos a sua palavra e mais ainda, na medida em que tivermos as mesmas atitudes solidárias que Jesus teve para com os mais pobres e sofridos.
Para pensar. Como vivemos a nossa fé? Apenas rezamos? Ou praticamos a solidariedade para com os que sofrem?
Gesto concreto. Aproximar dos que mais sofrem na comunidade e lhes exercer a solidariedade cristã.
Deus nos abençoe e nos conceda aliar fé e solidariedade em nossa vida. Fr. Inácio José, mercedário

6º domingo do tempo comum – a felicidade que brota do viver a vontade de Deus.
1ª leitura. O autor de Eclesiástico medita sobre as consequências de se viver os mandamentos  do Senhor.
Salmo. O salmista canta a alegria de viver os mandamentos do Senhor e pede a Deus que o guarde na vivência destes mandamentos.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto sobre a sabedoria divina manifestada em Jesus que difere em muito da sabedoria humana.
Evangelho. Jesus ensina que a justiça de seus discípulos deve ser maior que a justiça legalista dos fariseus. Jesus interioriza a vivência dos mandamentos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Corremos o risco de viver os preceitos da religião de forma apenas exterior sem nos dar conta do valor que essas leis religiosas querem nos ensinar. Era o pecado dos fariseus e pode ser o de muitos católicos apenas de “preceitos” e de pouca convicção e conversão a Deus. Jesus ensina que preceitos religiosos sem amor a Deus e amor e respeito para com as pessoas de nada adianta. A vivência religiosa deve ter como pressuposto uma experiência profunda de Deus e de amor ao próximo.
Para pensar. Conheço o sentido dos preceitos de nossa fé ou obedeço as normas apenas por obedecer?
Gesto concreto. Procurar conhecer o significado de cada mandamento da lei de Deus e da lei da Igreja.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer na fidelidade à vontade divina. Fr. Inácio José, mercedário

7º domingo do tempo comum – Deus nos chamou à santidade
1ª leitura. Deus através de Moisés chama a todo o povo de Israel a ser santo como Deus e a amar o próximo.
Salmo. O salmista canta a misericórdia divina que sempre nos perdoa os pecados.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Corinto que somos santuários divinos e que pertencemos a Deus.
Evangelho. Jesus aprofunda a justiça legalista dos fariseus trazendo para dentro do coração a vivência da Palavra e chamando os discípulos a serem perfeitos como o Pai do Céu.
Trazendo os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, Deus é santo, distinto de tudo o que criou. Pessoas, coisas e lugares que lhe pertencem também são santas. O exemplo maior de santidade que temos é Jesus, que viveu, doinício ao fim de sua vida, uma plena fidelidade à vontade de Deus. Por tamanha comunhão com o Pai, Jesus nos revela através de sua vida o que é ser santo: é procurar viver a vontade divina não apenas de forma exterior e legalista, mas a partir de dentro, do coração, de onde saem tudo de bom quanto de mal.
Para pensar. Procuro viver a minha religião apenas de forma exterior ou desde dentro de nosso interior?
Gesto concreto. Procurar aprender mais sobre os santos dos quais temos devoção.
Deus nos abençoe e nos conceda viver nossa vocação à santidade. Fr. Inácio José, mercedário

8º domingo do tempo comum – Deus nunca nos abandona
1ª leitura. Diante do sentimento de abandono por parte do povo de Israel, o profeta Isaías consola o povo dizendo que Deus nunca o abandonará.
Salmo. O salmista canta a sua confiança em Deus, único refugio e sustento de sua vida.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto a ser administradora dos mistérios de Deus e que somente Deus tem o direito de julgar e recompensar as pessoas pelas suas ações.
Evangelho. Jesus nos ensina que não podemos servir a Deus e ao Dinheiro e desta forma, a preocupação com a busca dos bens materiais sempre deve estar em segundo plano na vida de quem confia na Providência Divina.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus nunca nos abandona. Ele é sempre presença amorosa e terna em nossa vida, procurando sempre o melhor para nós. Através de nosso uso da liberdade Deus escreve a nossa história sempre tendo como meta a Felicidade Plena na eternidade. A busca de acumular os bens, pode significa falta de confiança em Deus que nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. No mundo de hoje o dinheiro se tornou um deus. Precisamos aprender a usá-lo segundo a vontade de Deus.
Para pensar. Buscamos acumular bens? Confiamos na presença amorosa de Deus em nossa vida?
Gesto concreto. Diante das dificuldades da vida procurar cultivar a confiança em Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda crer em sua Providência. Fr. Inácio José, mercedário

Apresentação do Senhor – Somos consagrados a Deus pelo batismo
1ª leitura. O profeta anuncia a vinda de um mensageiro que preparará o povo de Israel para a chegada do Senhor.
Salmo. O salmista canta a abertura dos portões do Templo para a entrada do Senhor.
2ª leitura. O autor de Hebreus medita que Jesus possui a mesma condição humana que a nossa e por isso é capaz de ser sacerdote misericordioso para interceder por nós.
Evangelho. Lucas narra a apresentação de Jesus no Templo, em cumprimento da Lei da Moisés e os anciãos cheiosdo Espírito Santo revelando que o menino é o Messias.
Trazendo os textos pra perto da gente. Na religião judaica todo primogênito é consagrado a Deus. Jesus foi apresentado a Deus no Templo, demonstrando que sua família era religiosa. O que talvez não sabiam, era que Jesus era o Filho de Deus que veio para visitar e redimir o seu povo e a humanidade. Jesus assumiu a nossa condição humana e por isso é o único capaz de verdadeiramente nos reconciliar e propiciar uma vida de comunhão com Deus.
Para pensar. Como vivemos a nossa consagração a Deus mediante o nosso batismo?
Gesto concreto. Renovar as promessas batismais no intuito de renovar nosso seguimento a Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda sermos cada dia mais fiéis ao nosso batismo. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de São Sebastião – fidelidade a Deus mesmo na perseguição
1ª leitura. O texto narra o martírio dos sete irmãos, que tiveram coragem de dar a sua vida por viverem a fidelidade à sua religião.
Salmo. O salmista canta a libertação que Deus promove para os que lhe são fiéis.
2ª leitura. Pedro exorta aos cristãos a permanecerem firmes na fé mesmo em meio a perseguições.
Evangelho. Jesus ensina aos discípulos a não terem medo diante dos perseguidores, pois suas vidas estão guardadas e protegidas por Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. A palavra mártir significa “testemunha”. É o cristão que ama Jesus a tal ponto de derramar o sangue por fidelidade ao Mestre. São Sebastião é exemplo de uma pessoa que diante das perseguições do império romano, não teve medo de testemunhar a sua fé. Hoje de igual forma, diante doscomportamentos e valores que o mundo ensina e que são contrários ao evangelho, precisamos ser perseverantes e firmes. Ainda hoje há lugares no mundo onde cristãos são mortos por causa de sua fé. No mundo onde vivemos talvez a perseguição seja mais subliminar, mas a perseverança na vivência da fé é necessária de igual modo. Deus está conosco, nos guarda e nos concede a fidelidade necessária.
Para pensar. Somos fiéis na vivência do evangelho nas pequenas e grandes coisas? Como reagimos diante das perseguições por causa de nossa fé?
Gesto concreto. Rezar pelos cristãos que são perseguidos por causa do evangelho.
Deus nos abençoe e conceda fidelidade a Ele, mesmo na perseguição. Fr. Inácio José, mercedário

textos semana santa

5ª feira santa. A Eucaristia nos lança ao serviço dos irmãos.
1ª leitura. O texto do Êxodo nos narra a preparação da Páscoa, libertação do povo hebreu do Egito, através da ceia pascal e aspersão do sangue do cordeiro nas portas.
Salmo. O salmista canta a alegria da salvação de Deus, manifestando sua gratidão através do cálice da benção.
2ª leitura. Paulo testemunha o que recebeu do Senhor em relação à celebração da eucaristia.
Evangelho. O texto narra a última ceia de Jesus na versão do evangelista João, dando destaque a Jesus lavando os pés de seus discípulos.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo judeu celebrava sua maior festa, a Páscoa através de uma ceia, na qual se comia o cordeiro, recordando a libertação do Egito. Jesus aproveitou dessa ceia para dar um novo sentido: agora para seus discípulos, a ceia pascal recordará a entrega de Jesus. O pão nos recordará seu corpo doado aos sofredores. O vinho nos recordará seu sangue derramado pela luta pela justiça. Desta maneira, a comunidade cristã revive em cada santa missa a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. O evangelista João nos lembra que celebrar a eucaristia deve estar unida à prática do serviço aos irmãos (lava pés). O serviço aos irmãos, sobretudo os que sofrem, também é outra forma de reviver, relembrar e atualizar Jesus Cristo nos dias atuais.
Para pensar. Participo com piedade da eucaristia quando tenho possibilidade? Coloca-me a serviço de minha comunidade e de meus irmãos e irmãs?
Gesto concreto. Procurar servir desinteressadamente a uma pessoa enxergando nela a presença de Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda sempre celebrar a Eucaristia e viver o mandamento do amor. Fr. Inácio José, mercedário

6ª feira santa – A Cruz, sinal do amor de Deus por nós.
1ª leitura. O texto narra o último “cântico do servo”, no qual este padece pela justiça e em expiação dos pecados do povo.
Salmo. O salmista canta a esperança e confiança de ser salvo por Deus em meio às suas tribulações.
2ª leitura. O autor de Hebreus nos convida a confiar em Jesus que conhece os nosso sofrimentos pois os experimentou, mas hoje está glorioso junto de Deus.
Evangelho. O texto narra a paixão de Jesus segundo o evangelho de João. Sua prisão, condenação e morte.
Trazendo os textos pra perto da gente. A morte de Jesus foi consequência de sua vida. Ao pregar o Reino de Deus, curando as pessoas e enfrentando as autoridades político-religiosas de seu tempo, Jesus assumiu o risco de ser profeta, incomodou os poderosos que tramaram a sua morte. Meditar a paixão de Jesus deve nos levar a assumir os mesmos riscos que Jesus assumiu, lutando pelo bem, pela verdade e pela justiça, mesmo que isso nos cause perseguição. Os discípulos de Jesus, após sua ressurreição releram sua vida e paixão como expiação de nossos pecados mas, ao mesmo tempo, percebem na morte de Jesus, a maior doação de amor que Deus pôde fazer para salvar a humanidade. Se ponto de vista histórico, a morte de Jesus foi o assassinato do profeta galileu, do ponto de vista da fé, a morte de Jesus é sua entrega de amor pela salvação da humanidade.
Para pensar. Quem são os crucificados de nossa comunidade? O que podemos fazer para minimizar-lhes as dores e tirá-los da cruz? Somos capazes de sofrer por lutar pelo bem, pela verdade e pela justiça? Somos capazes de nos doar por amor?
Gesto concreto. Visitar os doentes e procurar consolá-los em seus sofrimentos.
Deus nos abençoe e nos conceda contemplar na cruz de Jesus a maior prova do amor de Deus por nós. Fr. Inácio José, mercedário.

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – Jesus, o messias dos pequenos
1º evangelho. O texto narra a entrada de Jesus em Jerusalém na versão de Mateus.
1ª leitura. O texto é um dos “cânticos do servo” de Isaías, no qual o servo assume a postura de discípulo e de se manter firme diante das perseguições.
Salmo. O salmista lamenta diante de Deus as perseguições sofridas mas canta a esperança de sua salvação.
2ª leitura. Paulo nos relata que Jesus não apegou à glória de ser Deus, mas assumiu nossa condição humana, sofrendo e morrendo, ao que Deus lhe exalta mediante sua ressurreição.
2º evangelho. O texto narra a paixão de Jesus na versão de Mateus. Seu julgamento, condenação e morte.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus mesmo tendo consciência de que sua vida poderia estar em risco, vai a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Sua entrada suscitou no coração do povo a esperança de que Ele fosse o messias esperado. De fato o era, mas não ao modo concebido pela maioria do povo judeu. Jesus assumiu o messianismo do “servo” dos cânticos de Isaías: alguém que assume a missão de ser luz das nações, na solidariedade aos que sofrem, sem usar da violência, mantendo-se firme diante das perseguições e até mesmo diante da morte injusta. Jesus salva consumindo e entregando a sua vida, como sinal de amor gratuito por todos os sofredores.
Para pensar. Consigo perceber Jesus como messias que salva mediante o serviço amoroso e gratuito ou prefiro conceber Jesus como messias poderoso que “resolve nossos problemas como um passe de mágica?” Como estão as minhas disposições para celebrar essa semana santa?
Deus nos abençoe e conceda uma boa semana santa. Fr. Inácio José, mercedário

Domingo da ressurreição de Jesus – Ressurreição: resposta do Pai à vida justa de Jesus
1ª leitura. O texto nos narra o discurso de Pedro: anuncia Jesus que passou pelo mundo fazendo o bem, sua morte injusta e sua ressurreição por obra do Pai, se tornando fonte de perdão para todos o que nele crerem.
Salmo. O salmista nos convida a dar graças a Deus pelas maravilhas que realiza em nossa história.
2ª leitura. Paulo nos ensina que se ressuscitamos com Jesus mediante o batismo, devemos portanto buscar as coisas do alto, ou seja, procurar em tudo fazer a vontade de Deus.
Evangelho. O texto narra o encontro do túmulo vazio por Maria Madalena, o discípulo amado e Pedro. Apenas o discípulo amado viu e creu, os demais não.
Trazendo os textos pra perto da gente. A ressurreição de Jesus foi a resposta do Pai, diante da morte injusta do Filho, confirmando que em tudo o que fazia, Jesus correspondia ao projeto do Pai. O justo não fica sem resposta divina diante da injustiça sofrida. Deus ressuscita Jesus, o leva para junto de si e, por sua graça, faz com que os discípulos experimentem que o Mestre, outrora morto, agora está vivo plenamente e caminha junto deles. Para fazer a experiência é necessário crer em primeiro lugar. Somente pela fé, os sinais de morte (tumulo vazio), podem se tornar sinais de vida em plenitude (ressurreição, vitória definitiva sobre a morte). Provamos aos demais que Jesus está ressuscitado é sobretudo mediante o nosso testemunho alegre e convicto de seguimento dos ensinamentos de Jesus.
Para pensar. Quais são os sinais de ressurreição que posso encontrar na minha vida? E na vida de minha comunidade?
Gesto concreto. Procurar demonstrar a alegria de ser católico, partilhando com os demais a nossa fé em Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda experimentar em nossa vida a força da ressurreição de Jesus. Fr. Inácio José, mercedário

Vigília Pascal.
1ª leitura. O texto narra a criação do universo por obra de Deus.
Salmo: o salmista convida a cantar as maravilhas de Deus na criação e manutenção da vida do universo.
2ª leitura. O texto narra a fidelidade de Abraão a Deus em dispor de seu filho em sacrifício e a promessa divina de descendência.
Salmo: o salmista canta a sua confiança unicamente depositada em Deus que não lhe deixará provar da morte.
3ª leitura. O texto narra a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito.
Salmo: trata-se do cântico do povo libertado, dando graças a Deus pela libertação alcançada.
4ª leitura. Deus mediante o profeta convida a todos a se aproximarem de seu banquete; aos pecadores convida à conversão e promete que sua Palavra não lhe retorna sem causar o seu efeito.
Salmo: o salmista canta a alegria de beber nos mananciais da salvação de Deus.
5ª leitura. Paulo anuncia que nosso “velho homem” foi crucificado com Cristo, afim de que experimentemos a força de sua ressurreição em nossa vida.
Evangelho: o texto narra as mulheres encontrando o túmulo vazio e o testemunho angelical de Jesus está vivo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Com a ressurreição de Jesus uma nova criação acontece: a morte não tem mais poder sobre Ele e nem sobre o que nele creem. Hoje recapitulamos numa celebração toda a história da salvação: desde a criação, passando pela promessa a Abraão, pela libertação do povo eleito da escravidão, e, agora pela libertação definitiva pela ressurreição de Jesus: a libertação do pecado e da morte. Jesus morreu e ressuscitou e somos parte de seu corpo que é a Igreja. Por isso devemos também morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova condizente com os valores do evangelho.
Para pensar: recordo e celebro a data de meu batismo, momento no qual morri e ressuscitei com Cristo? Em que preciso “morrer” para me tornar mais comprometido com o evangelho de Jesus?
Gesto concreto: celebrar com alegria a ressurreição de Jesus. Descobrir e celebrar a data de nosso batismo.

Deus nos abençoe e nos conceda experimentar em nossa vida a força da ressurreição de Jesus. Fr. Inácio José, mercedário

textos quaresmais

Quarta feira de cinzas – chamados à penitência.
1ª leitura. O profeta Joel convida a todo o povo a fazer penitência e a mudar de vida. Diante do arrependimento do povo, Deus desiste do castigo ameaçado.
Salmo. O salmista confessa seu pecado diante de Deus e faz experiência de sua misericórdia.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Corinto, que somos embaixadores da reconciliação e que devemos nos deixar reconciliar com Deus.
Evangelho. Jesus ensina aos seus discípulos que as práticas de piedade não devem ser feitas para ganhar elogios dos homens, mas para nos favorecer a comunhão com Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Iniciamos o tempo litúrgico da quaresma que nos prepara para celebrar a Paixão e Ressurreição de Jesus. Nesses quarenta dias somos convocados a fazer penitência e a assumir o convite à conversão. Através do jejum conseguimos o autodomínio; através da esmola exercermos a nossa solidariedade para com os pobres e através da oração, crescemos em nossa comunhão com Deus. Dessa forma bem nos preparamos para a celebração da festa maior do Cristianismo.
Para pensar. O que preciso jejuar nessa quaresma? O que preciso partilhar com os demais nessa quaresma? Quanto tempo por dia, tirarei para estar junto de Deus em oração?
Gesto concreto. Aquilo que for objeto de nosso jejum quaresmal deve ser tornado esmola, ou seja partilhado com os pobres.
Deus nos abençoe e nos conceda santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário

1º domingo quaresma – com Jesus somos vencedores das tentações.
1ª leitura. O texto narra o pecado original, o pecado da desobediência a Deus.
Salmo. O salmista canta a misericórdia e a bondade de Deus.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Roma que do mesmo como pelo pecado e desobediência de um só homem o pecado entrou na humanidade, pela obediência e santidade de um só – Jesus Cristo, a graça de Deus veio para restaurar a humanidade.
Evangelho. O texto narra as tentações de Jesus no deserto na versão de Mateus. Jesus sai vencedor por sua fidelidade à Palavra de Deus, nos ensinando como devemos resistir às propostas que são contrárias ao evangelho em nossa vida.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus assume em si a história do povo de Israel. O povo atravessando o deserto não conseguiu viver a fidelidade a Deus, Jesus, por sua firmeza na Palavra, resiste às tentações do poder, do falso messianismo e do ter. O pecado original consiste na ambição humana de querer se colocar no lugar de Deus, ao passo com que Jesus, aprendemos a verdadeira dependência que o ser humana deve para com Deus. Jesus nos ensinou o segredo para resistirmos ao Mal: escutar e praticar a Palavra de Deus.
Para pensar. Nos alimentamos da Palavra afim de resistirmos às propostas que são contrárias ao evangelho? Quais são as nossas tentações corriqueiras?
Gesto concreto. Fazer exame de consciência para perceber onde tem sido as nossas maiores infidelidades ao projeto de Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo quaresma – Jesus nos dá a água viva
1ª leitura. Moisés faz retirar água da pedra, para matar a sede do povo de Deus que caminhava pelo deserto.
Salmo. O salmista convoca o povo a abrir seu coração para Deus e não fechar seus corações como o povo outrora no deserto.
2ª leitura. Paulo nos ensina que a prova do amor de Deus é que Jesus morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
Evangelho. O texto narra o encontro de Jesus com a samaritana no poço. Jesus se revela como verdadeiro poço do qual jorra água viva que mata a nossa sede e se revela também como o verdadeiro “esposo” que nos reconcilia com Deus. Jesus rompe preconceitos da época para conversar com a samaritana e esta, por sua vez, se torna evangelizadora, anunciando Jesus aos seus conterrâneos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus se revela à samaritana como o messias esperado pelo povo. Jesus possui em si a agua viva que mata a sede de amor do coração humano. Esta água viva é o dom do Espírito Santo que cada cristão recebe de Deus no momento de seu batismo. Quando permitimos que esse Espírito nos conduza, crescemos na nossa comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, superando os nossos preconceitos.
Para pensar. Qual valor damos ao nosso batismo, momento no qual, recebemos a água viva de Deus que nos mata a nossa sede de vida e de amor? Somos preconceituosos para com as pessoas ou dialogamos com todas, lhes anunciando o amor de Jesus?
Gesto concreto. Procurar algum casal que esteja vivendo em situação irregular diante da Igreja e partilhar com eles a Palavra de Deus em um diálogo fraterno.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário

2º domingo da quaresma – a glória de Jesus se manifesta em sua humanidade
1ª leitura. Deus chama a Abraão a sair da sua terra e lhe promete enorme descendência.
Salmo. O salmista invoca a graça do Senhor e ensina que Ele abençoa os que O temem.
2ª leitura. Paulo ensina a Timóteo que somos salvos pela graça de Deus manifestada em Jesus e que por isso devemos permanecer firmes no evangelho.
Evangelho. O texto narra a transfiguração de Jesus, que tem por finalidade mostrar aos discípulos a divindade do Mestre escondida em sua humanidade. Trata-se de uma catequese que mostra que todo o Antigo Testamento (Moisés e Elias) testemunha que Jesus é Filho de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Por trás da humanidade de Jesus se escondia a sua divindade. De tão humano que era, Jesus só podia ser divino. Os discípulos iriam se deparar com morte de Jesus, e a transfiguração demonstrava que os discípulos deviam estar firmes na fidelidade a Jesus, porque mesmo sofrendo, nele se escondia a divindade. É fácil seguir a Jesus na glória e no louvor, mas e nos momentos de perseguição, sofrimento e dor?
Para pensar. Somos cristãos apenas de louvores a Deus ou somos cristãos de testemunho diário e cotidiano?
Gesto concreto. Visitar um doente da comunidade e levar a ele uma palavra de conforto.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário

4º domingo da quaresma -
1ª leitura. O texto narra a unção de Davi. Deus não escolhe pelas aparências mas sim pelo coração.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus, sobretudo pelo seu pastoreio em meio ao povo.
2 a leitura. Paulo exorta a comunidade cristã de Éfeso a viver como filhos da luz e a não se associarem às obras das trevas.
Evangelho.  O texto narra a cura do cego de nascença, que adere a Jesus se tornando o seu discípulo. Mesmo expulso da sinagoga, o cego reconhece Jesus como Senhor e passa a ser seu seguidor.
Trazendo os textos pra perto da gente. Nesse caminho quaresmal somos chamados a rever nosso discipulado cristão. A cegueira e escuridão na bíblia simbolizam a falta de fé, ao passo que, a luz e o ver, simbolizam a adesão ao projeto de Deus. Como discípulos de Jesus devemos deixar as obras das trevas e abraças as obras do Reino, construindo a paz, o amor e a fraternidade em nossa comunidade.
Para pensar. Em que precisamos melhorar em nosso seguimento a Jesus? Em que área de nossa vida ainda estamos cegos e indispostos a viver a vontade do Pai?
Gesto concreto. Procurar aprofundar algum aspecto da fé católica que ainda não conhecemos através do estudo do Catecismo da Igreja Católica.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo da quaresma – Jesus é o Senhor da Vida
1ª leitura. Ezequiel profetiza que Deus um dia haveria de tirar o povo de Israel de seus túmulos.
Salmo. O salmista clama a Deus desde as profundezas de seu sofrimento.
2 a leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Roma que não podem viver segundo a carne e que o Espírito ressuscitará nossos corpos feridos de morte.
Evangelho. O texto narra Jesus ressuscitando Lázaro, mostrando Jesus como senhor da vida e preanunciando a ressurreição que acontecerá consigo mesmo. Todo aquele que crê em Jesus possui a vida eterna, mesmo que morra.
Trazendo os textos pra perto da gente. Somos cristãos porque Jesus ressuscitou. Jesus é o senhor da vida. Aquele que adere a Jesus participa da vida de Deus. Como discípulos de Jesus, somos convidados a ressuscitar os “mortos” ao nosso redor: os sem esperança, os sem amor, os desanimados e infelizes. Desta forma faremos os sofredores de nosso tempo participarem da vida divina que nos foi dada pelo batismo. Uma vez que aderimos a Jesus e ao seu evangelho, temos a esperança de que morte não será o fim de nossa vida, mas a porta adentrarmos na eternidade feliz junto a Deus: ressurreição.
Para pensar. Quais pessoas ao nosso redor poderíamos levar uma palavra de vida e esperança?
Gesto concreto. Visitar uma família da comunidade que esteja enlutada pela perda de um familiar.

Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário 

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

  QUE O SENHOR TE ABENÇOE! Na Solenidade da Santa Mãe de Deus , celebrada no início de cada ano, a liturgia propõe como primeira leitura o t...