2º domingo do tempo comum – sinal de salvação para toda a humanidade
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia a vocação do povo de Israel de ser luz da salvação de Deus a todos os povos.
Salmo. O salmista canta seu desejo de sempre fazer a vontade de Deus.
2ª leitura. Paulo introduz sua carta para a comunidade cristã de Corinto.
Evangelho. O texto narra João Batista testemunhando que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus deseja salvar toda a humanidade e não apenas um povo ou pequeno grupo. A grande tentação do povo de Israel, ao se perceber como povo de Deus, era de pensar que Deus era “Deus somente deles”, sem interesse pelas demais nações. Jesus anunciou o evangelho tanto para judeus quanto para os pagãos, testemunhando que o Reino de Deus é convite do Pai para toda a humanidade. Paulo, ao fazer experiência do Ressuscitado, sente-se chamado a pregar o evangelho aos pagãos, realizando desta maneira, a vocação do povo de Israel de ser luz para todas as nações.
Para pensar. A palavra “católico” significa universal. Somos pessoas abertas a todas as pessoas? Nossa comunidade é aberta para acolher a todos ou é um grupo fechado sem espaço para acolhimento das pessoas, mesmo as que não vivem a fé católica?
Gesto concreto. Acolher e dialogar com as pessoas que pensam e creem de forma distinta de nós.
Deus nos abençoe e nos conceda a viver nossas relações de forma universal. Fr. Inácio José, mercedário
3º domingo do tempo comum
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia que o jugo da opressão foi tirado de Israel, fazendo com que uma luz brilhe sobre o povo pagão.
Salmo. O salmista canta ao Senhor como sua luz e salvação diante das tribulações.
2ª leitura. Paulo exorta à comunidade de Corinto a viver na concórdia superando as divisões comunitárias.
Evangelho. Jesus prega o Reino de Deus na Galiléia dos pagãos cumprindo sua vocação de ser luz para todos os povos. Para isso convoca discípulos para lhe ajudar nesta missão.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo de Israel sempre teve a tentação de se fechar em si mesmo no anúncio da Palavra de Deus excluindo as nações pagãs. Jesus, a princípio, começou sua missão junto ao povo judeu e depois expandiu sua missão para as nações não judias. Jesus entendeu que o amor de Deus não é exclusivo a um povo mas universal. De igual modo, os discípulos de Jesus devem ter esse amor universal, a todas as pessoas, sem excluir ninguém.
Para pensar. Acolhemos ou excluímos as pessoas? Nosso amor é universal ou excludente?
Gesto concreto. Exercer nossa solidariedade para pessoas que não fazem parte de nosso círculo de amizades ou familiar.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer no amor a todas as pessoas. Fr. Inácio José, mercedário
5º domingo do tempo comum – Deus nos convoca à solidariedade para os que sofrem
1ª leitura. O profeta Isaías exorta o povo a viver a solidariedade para com os mais necessitados, afim de que Deus lhes conceda sua graça.
Salmo. O salmista medita as qualidades de quem é justo, sobretudo sua compaixão para com os oprimidos.
2ª leitura. Paulo explica que não usou de retórica para pregar o evangelho aos coríntios, mas que sua pregação foi demonstração do poder de Deus.
Evangelho. Jesus ensina que os discípulos são sal da terra e luz do mundo e que suas boas obras devem brilhar diante dos homens.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os profetas sempre chamaram a atenção do povo de Israel sobre a realidade de que o culto a Deus deve estar vinculado à prática da justiça e solidariedade para com os que mais sofrem. Jesus enquanto esteve no mundo pregando o Reino de Deus, através de palavras e obras, foi sal da terra e luz do mundo. Hoje quem precisa exercer essa vocação é a comunidade cristã. Testemunhamos Jesus como Senhor da História na medida em que pregamos a sua palavra e mais ainda, na medida em que tivermos as mesmas atitudes solidárias que Jesus teve para com os mais pobres e sofridos.
Para pensar. Como vivemos a nossa fé? Apenas rezamos? Ou praticamos a solidariedade para com os que sofrem?
Gesto concreto. Aproximar dos que mais sofrem na comunidade e lhes exercer a solidariedade cristã.
Deus nos abençoe e nos conceda aliar fé e solidariedade em nossa vida. Fr. Inácio José, mercedário
6º domingo do tempo comum – a felicidade que brota do viver a vontade de Deus.
1ª leitura. O autor de Eclesiástico medita sobre as consequências de se viver os mandamentos do Senhor.
Salmo. O salmista canta a alegria de viver os mandamentos do Senhor e pede a Deus que o guarde na vivência destes mandamentos.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto sobre a sabedoria divina manifestada em Jesus que difere em muito da sabedoria humana.
Evangelho. Jesus ensina que a justiça de seus discípulos deve ser maior que a justiça legalista dos fariseus. Jesus interioriza a vivência dos mandamentos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Corremos o risco de viver os preceitos da religião de forma apenas exterior sem nos dar conta do valor que essas leis religiosas querem nos ensinar. Era o pecado dos fariseus e pode ser o de muitos católicos apenas de “preceitos” e de pouca convicção e conversão a Deus. Jesus ensina que preceitos religiosos sem amor a Deus e amor e respeito para com as pessoas de nada adianta. A vivência religiosa deve ter como pressuposto uma experiência profunda de Deus e de amor ao próximo.
Para pensar. Conheço o sentido dos preceitos de nossa fé ou obedeço as normas apenas por obedecer?
Gesto concreto. Procurar conhecer o significado de cada mandamento da lei de Deus e da lei da Igreja.
Deus nos abençoe e nos conceda crescer na fidelidade à vontade divina. Fr. Inácio José, mercedário
7º domingo do tempo comum – Deus nos chamou à santidade
1ª leitura. Deus através de Moisés chama a todo o povo de Israel a ser santo como Deus e a amar o próximo.
Salmo. O salmista canta a misericórdia divina que sempre nos perdoa os pecados.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Corinto que somos santuários divinos e que pertencemos a Deus.
Evangelho. Jesus aprofunda a justiça legalista dos fariseus trazendo para dentro do coração a vivência da Palavra e chamando os discípulos a serem perfeitos como o Pai do Céu.
Trazendo os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, Deus é santo, distinto de tudo o que criou. Pessoas, coisas e lugares que lhe pertencem também são santas. O exemplo maior de santidade que temos é Jesus, que viveu, do início ao fim de sua vida, uma plena fidelidade à vontade de Deus. Por tamanha comunhão com o Pai, Jesus nos revela através de sua vida o que é ser santo: é procurar viver a vontade divina não apenas de forma exterior e legalista, mas a partir de dentro, do coração, de onde saem tudo de bom quanto de mal.
Para pensar. Procuro viver a minha religião apenas de forma exterior ou desde dentro de nosso interior?
Gesto concreto. Procurar aprender mais sobre os santos dos quais temos devoção.
Deus nos abençoe e nos conceda viver nossa vocação à santidade. Fr. Inácio José, mercedário
8º domingo do tempo comum – Deus nunca nos abandona
1ª leitura. Diante do sentimento de abandono por parte do povo de Israel, o profeta Isaías consola o povo dizendo que Deus nunca o abandonará.
Salmo. O salmista canta a sua confiança em Deus, único refugio e sustento de sua vida.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade de Corinto a ser administradora dos mistérios de Deus e que somente Deus tem o direito de julgar e recompensar as pessoas pelas suas ações.
Evangelho. Jesus nos ensina que não podemos servir a Deus e ao Dinheiro e desta forma, a preocupação com a busca dos bens materiais sempre deve estar em segundo plano na vida de quem confia na Providência Divina.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus nunca nos abandona. Ele é sempre presença amorosa e terna em nossa vida, procurando sempre o melhor para nós. Através de nosso uso da liberdade Deus escreve a nossa história sempre tendo como meta a Felicidade Plena na eternidade. A busca de acumular os bens, pode significa falta de confiança em Deus que nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. No mundo de hoje o dinheiro se tornou um deus. Precisamos aprender a usá-lo segundo a vontade de Deus.
Para pensar. Buscamos acumular bens? Confiamos na presença amorosa de Deus em nossa vida?
Gesto concreto. Diante das dificuldades da vida procurar cultivar a confiança em Deus.
Deus nos abençoe e nos conceda crer em sua Providência. Fr. Inácio José, mercedário
Apresentação do Senhor – Somos consagrados a Deus pelo batismo
1ª leitura. O profeta anuncia a vinda de um mensageiro que preparará o povo de Israel para a chegada do Senhor.
Salmo. O salmista canta a abertura dos portões do Templo para a entrada do Senhor.
2ª leitura. O autor de Hebreus medita que Jesus possui a mesma condição humana que a nossa e por isso é capaz de ser sacerdote misericordioso para interceder por nós.
Evangelho. Lucas narra a apresentação de Jesus no Templo, em cumprimento da Lei da Moisés e os anciãos cheios do Espírito Santo revelando que o menino é o Messias.
Trazendo os textos pra perto da gente. Na religião judaica todo primogênito é consagrado a Deus. Jesus foi apresentado a Deus no Templo, demonstrando que sua família era religiosa. O que talvez não sabiam, era que Jesus era o Filho de Deus que veio para visitar e redimir o seu povo e a humanidade. Jesus assumiu a nossa condição humana e por isso é o único capaz de verdadeiramente nos reconciliar e propiciar uma vida de comunhão com Deus.
Para pensar. Como vivemos a nossa consagração a Deus mediante o nosso batismo?
Gesto concreto. Renovar as promessas batismais no intuito de renovar nosso seguimento a Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda sermos cada dia mais fiéis ao nosso batismo. Fr. Inácio José, mercedário
Solenidade de São Sebastião – fidelidade a Deus mesmo na perseguição
1ª leitura. O texto narra o martírio dos sete irmãos, que tiveram coragem de dar a sua vida por viverem a fidelidade à sua religião.
Salmo. O salmista canta a libertação que Deus promove para os que lhe são fiéis.
2ª leitura. Pedro exorta aos cristãos a permanecerem firmes na fé mesmo em meio a perseguições.
Evangelho. Jesus ensina aos discípulos a não terem medo diante dos perseguidores, pois suas vidas estão guardadas e protegidas por Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. A palavra mártir significa “testemunha”. É o cristão que ama Jesus a tal ponto de derramar o sangue por fidelidade ao Mestre. São Sebastião é exemplo de uma pessoa que diante das perseguições do império romano, não teve medo de testemunhar a sua fé. Hoje de igual forma, diante dos comportamentos e valores que o mundo ensina e que são contrários ao evangelho, precisamos ser perseverantes e firmes. Ainda hoje há lugares no mundo onde cristãos são mortos por causa de sua fé. No mundo onde vivemos talvez a perseguição seja mais subliminar, mas a perseverança na vivência da fé é necessária de igual modo. Deus está conosco, nos guarda e nos concede a fidelidade necessária.
Para pensar. Somos fiéis na vivência do evangelho nas pequenas e grandes coisas? Como reagimos diante das perseguições por causa de nossa fé?
Gesto concreto. Rezar pelos cristãos que são perseguidos por causa do evangelho.
Deus nos abençoe e conceda fidelidade a Ele, mesmo na perseguição. Fr. Inácio José, mercedário