quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A MERCE DE DEUS

A MERCÊ DE DEUS

Caros leitores. Continuemos nosso aprofundamento bíblico buscando nas Sagradas Escrituras o fundamento de nosso carisma mercedário.
Moisés invocou o nome de Iahweh. Iahweh passou diante dele, e ele exclamou: "Iahweh! Iahweh... Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade; que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos, até a terceira e quarta geração." Imediatamente Moisés caiu de joelhos por terra e adorou; depois ele disse: "Iahweh, se agora encontrei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco, mesmo que este povo seja de cerviz dura. Perdoa as nossas faltas e os nossos pecados, e toma-nos por tua herança." (Ex 34,6-9)
Esse texto está localizado após a infidelidade do povo a Iahweh, adorando o bezerro de ouro (Ex 32), enquanto Moisés estava no monte recebendo as novas tabuas da Lei. Moisés intercede a Deus pelo povo invocando a sua misericórdia. O que ele nos diz do carisma mercedário? Simplesmente ele nos revela os atributos essenciais da “Mercê de Deus”. Deus é rachum compassivo (que ama com amor entranhável de mãe) e hannun piedoso (amigo que tem piedade até mesmo para com os que lhe são infiéis). Além disso Deus é rico em clemência e lealdade (hesed veemet). Deus é fiel apesar da infidelidade do povo. Esse Deus Misericordioso foi experimentado, pelos cristãos, na pessoa de Jesus Cristo e Paulo elabora essa experiência da seguinte forma:
3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias (oiktirmos grego. rahamim hebraico.) e Deus de toda consolação (paraklesis grego.)! 4Ele nos consola em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus. (2Cor 1,3-4)
As Constituições Mercedárias de 1272 definem a Deus como “Pai de misericórdia e Deus de toda consolação e auxiliador em toda tribulação”. Essas são as palavras básicas da primeira definição mercedária de Deus, que tem fundamento no Primeiro Testamento (Ex 34, 6-9) e na elaboração paulina, no Segundo Testamento (2Cor 1,3-4).
Misericórdia. A paternidade divina é experimentada como misericórdia, amor que perdoa. Consolação. Tanto Paulo quanto as Constituições supõem que o ser humano está entristecido e necessitado de consolo. Paulo é consolado para consolar, bem como os mercedários são consolados por Deus para que possam consolar os cativos.
Daí se entende a palavra “Mercê”, que significa misericórdia, que a princípio é um atributo divino e que depois nossa tradição aplicará a Virgem Maria. Interessante notar que “la merced” na época de Nolasco era um termo técnico usado para “redenção dos cativos”. O Deus que redimiu os hebreus no Egito realizou “mercê”, libertando e agindo por misericórdia, mesmo que depois o povo lhe fosse infiel.
O Deus que o mercedário é convidado a experimentar é um Deus, revelado como Pai por Jesus, cuja essência é Misericórdia, Compaixão, Piedade, Consolo e Fidelidade, mesmo que a humanidade não mereça tão grande amor. Ao experimentar tamanho amor de Deus, que gratuitamente nos liberta por meio de Jesus, o mercedário é convidado a ser mercê na vida dos demais, promovendo a liberdade das pessoas através de suas palavras e gestos.
Reze, medite esses primeiros textos bíblicos e procure responder à luz da Palavra: experimento a Deus como Misericórdia e Compaixão? E essa experiência me leva a ser misericórdia e compaixão na vida dos cativos? Deus nos abençoe e nos conceda a sua Mercê. Fr. Inácio José, mercedário.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Ordem de Nossa Senhora das Mercês


Ordem de Nossa Senhora das Mercês

Nossa paróquia está sob os cuidados dos padres mercedários. Você conhece a história da Ordem das Mercês?
Foi fundada por São Pedro Nolasco no dia 10 de agosto de 1218, em Barcelona. Nasceu no contexto do conflito entre muçulmanos e catolicos, onde gerava as situações de cativeiro de ambos os lados. Era o contexto das Cruzadas.
Pedro Nolasco era comerciante, cristão, ao visitar Argel, viu um cristão sendo vendido como mercadoria. Seu coração teve compaixão e com seu dinheiro comprou a liberdade dele. Começou a investir seus bens na redenção dos cativos até que seu dinheiro acabou. Então na noite de 1 pra 2 de agosto de 1218, ele tem a inspiração (um sonho com Maria), na qual ela pede a fundação da Ordem das Mercês (Ordem de Nossa Senhora da Redenção dos Cativos).
No dia 10 de agosto de 1218, diante do bispo e do príncipe de Barcelona, Pedro Nolasco e seus companheiros recebem o hábito das Mercês assumindo o compromisso de redimir os cristãos cativos em risco de perder a fé.
Esmolavam recursos de casa em casa, igreja em igreja e, uma vez por ano, iam à África, na terra dos muçulmanos comprar a liberdade dos cristãos cativos em risco de abandonarem a fé católica e abraçarem a fé maometana. Caso houvesse cristãos nessa situação e não tivessem o dinheiro necessário para os libertar, os mercedarios se ofereciam como moeda de troca, como garantia de que, no próximo ano, os mercedários viriam com o valor necessário (voto de sangue, quarto voto). Essa atitude heroica fez com que muitos mercedarios fossem martirizados nas mãos dos muçulmanos.
É por este motivo que, ainda hoje em nossas paroquias, promovemos a campanha da redenção, pois era desta forma que nossos predecessores angariavam recursos para libertar os cativos e, nós hoje, promovermos obras que libertem os cativos de nossos tempos.

tempo natal 2 ano c


Epifania do Senhor, ano c – a fé em Jesus une todos os povos
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia o brilhar da luz de Deus sobre a cidade de Jerusalém e a chegada de povos trazendo riquezas à cidade santa.
Salmo. O salmista reza pelo rei: que seu governo tenha paz; que as nações lhe ofereceram presentes; que ele julgue com justiça.
2ª leitura. Paulo entende que os pagãos também são admitidos à salvação pela fé em Jesus Cristo.
Evangelho. Os magos, vindos do Oriente, vem adorar o Menino Jesus recém-nascido, ao passo que Herodes pretende mata-lo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos a manifestação (epifania) de Jesus como salvador de toda a humanidade e não apenas como salvador de Israel. Os magos que adoram Jesus, simbolizam toda humanidade que reconhece em Jesus o seu salvador, em detrimento às lideranças de Israel que o rejeitam (evangelho); a fé em Jesus faz com que toda a humanidade se torne uma família, pois todos são salvos pelo mesmo Jesus (2ª leitura). Jesus é o rei da humanidade esperado e sob seu reinado há justiça, paz e a luz divina brilha sobre todos os povos (salmo, 1ª leitura).
Para pensar. Quais presentes Jesus gostaria de ganhar de cada um de nós?
Gesto concreto. Presentear uma criança necessitada.
Espiritualidade. Reconhecer em cada pessoa um irmão em Cristo.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

Batismo do Senhor, ano c – somos filhos e ungidos para construir o Reino
1ª leitura. Isaías proclama a Missão do Servo: ser aliança do povo, abrir os olhos dos cegos, libertar os cativos, promover a justiça.
Salmo. O salmista reconhece o poder de Deus sobre os fenômenos naturais (vento e mares).
2ª leitura. Pedro proclama que, Jesus após o batismo, foi ungido por Deus para libertar a humanidade de seus sofrimentos.
Evangelho. Jesus é batizado por João no Jordão e faz a experiência de receber o Espírito Santo e ser reconhecido como Filho amado de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Com a Festa do Batismo, termina o tempo do natal. O batismo é o início da vida pública de Jesus: Jesus se reconhece como Filho, é ungido por Deus para anunciar o Reino através de palavras e gestos (evangelho e 2ª leitura). Jesus realiza em si a missão do Servo: através da não violência, chama o povo à conversão, liberta o povo de seus sofrimentos, estabelece a justiça divina no mundo mesmo à custa de sofrimentos (1ª leitura).
Para pensar. Assumimos o compromisso de ser como Cristo através de nosso batismo?
Gesto concreto. Descobrir a data de nosso batismo.
Espiritualidade. Reconhecer-se em todas as situações da vida, um filho amado de Deus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Santa Mãe de Deus, ano c – Chamados a gerar Jesus
1ª leitura. O Senhor ensina a Moisés como invocar a paz sobre os filhos de Israel.
Salmo. O salmista invoca sobre Israel as bênçãos do Senhor e a graça de que todos os povos o reconheçam.
2ª leitura. Paulo ensina que, no tempo previsto, Deus enviou seu Filho nascido de mulher sujeita Lei para resgatar a todos os submetidos à Lei para adotá-los como filhos de Deus.
Evangelho. Os pastores visitam o Menino Jesus recém-nascido, comprovando o outrora os anjos lhe havia anunciado.
Trazendo os textos pra perto da gente. Chamar Maria de “Mãe de Deus” é afirmar que o filho gerado por Ela é o Filho de Deus encarnado. Para nos salvar, Deus assumiu a nossa condição humana para nos salvar desde dentro de nossa realidade. Deus nasceu como nós (evangelho), para nos resgatar da escravidão da lei e nos fazer seus filhos amados (2ª leitura) e desta forma, fazer com que com resplandeça sobre nós a paz que é Ele mesmo (salmo, 1ª leitura). Espiritualmente somos chamados a gerar Jesus em nós, pela docilidade ao Espírito Santo.
Para pensar. Somos dóceis a ação divina de tal forma que permitimos que Jesus seja gerado em nós?
Gesto concreto. Meditar o terço.
Espiritualidade. Estar constantemente disposto a gerar Jesus nos pensamentos, sentimentos e atitudes.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

TEMPO NATAL ANO C PARTE 1


Véspera do Natal, ano c – Deixe a luz do Céu entrar!
1ª leitura. O profeta Isaías anuncia ao povo de Judá a chegada de uma grande luz: um menino nasceu, cujo reino não terá fim e trará paz a todo povo.
Salmo. O salmista convida ao louvor divino, pois Deus vem julgar com lealdade e governar o mundo todo com justiça.
2ª leitura. Paulo ensina que a graça divina se manifestou a todos os homens e esta nos liberta do pecado.
Evangelho. Jesus nasce em Belém, é posto numa manjedoura e os anjos anunciam aos pastores a chegada do Salvador.
Trazendo os textos pra perto da gente. Celebrar o Natal é celebrar o mistério da Encarnação: para nos salvar, Deus se fez humano, igual a nós em tudo, menos no pecado, na pessoa de Jesus. Deus assumiu a nossa fragilidade e pobreza e sua chegada é motivo de alegria (evangelho); Deus se encarnou para salvar toda a humanidade do pecado (2ª leitura), cumprindo assim o sonho do profeta de que um dia uma luz brilharia expulsando do mundo a escuridão da maldade (1ª leitura). A chegada de Jesus na história da humanidade é a chegada do julgamento divino à mesma (salmo).
Para pensar. Permito à luz divina brilhar em todas as áreas de nossa vida?
Gesto concreto. Presentear uma criança pobre e necessitada.
Espiritualidade. Reconhecer nos mais pobres a presença misteriosa de Deus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

Natal do Senhor, ano c – A Luz vence as trevas
1ª leitura. O profeta Isaías elogia o caminhar daquele que anuncia a paz a Jerusalém e através do qual Deus consolou o seu povo.
Salmo. O salmista convida ao louvor divino pois Deus manifestou seu poder e o universo todo contemplou a sua salvação.
2ª leitura. Deus se comunicou ao mundo através de Jesus, entronizado como Filho de Deus, sentado à direita do Pai, por sua ressurreição.
Evangelho. João nos ensina que Jesus é Palavra de Deus feito carne que veio habitar entre nós, luz de Deus rejeitada pelo mundo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Celebrar o Natal é celebrar a Palavra de Deus que se fez pessoa humana, para nos iluminar e que, infelizmente, pode ser rejeitada (evangelho). Rejeitar a Jesus é rejeitar a palavra definitiva e salvadora de Deus à humanidade (2ª leitura), pois, depois de Jesus, Deus não dirá mais nada. Acolher a Jesus, como presente do Pai a nós, é acolher aquele que anuncia a paz e o consolo divino ao mundo inteiro (1ª leitura) e, através do qual, Deus manifesta seu poder salvador (salmo).
Para pensar. De que forma acolhemos ou rejeitamos a Jesus?
Gesto concreto. Presentear uma criança pobre e necessitada.
Espiritualidade. Reconhecer nos mais pobres a presença misteriosa de Deus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

Sagrada Família, ano c – Deus habitou numa família
1ª leitura. O autor de Eclesiastico promete bênçãos divinas a quem respeitar e cuidar de seu pai e sua mãe.
Salmo. O salmista medita sobre a felicidade e benção da família que teme (respeita) ao Senhor.
2ª leitura. Paulo aconselha à comunidade cristã a praticar as virtudes no seu relacionamento fraterno e às famílias exorta à boa convivência.
Evangelho. Depois de três dias de procura o jovem-adulto Jesus é encontrado no Templo de Jerusalém por Maria e José. Volta para casa e lhes é obediente.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus se encarnou no seio de uma família, por isso esta instituição é sagrada, abençoada por Deus. Praticar a fé e a religião é uma forma de dar espaço a que Deus seja experimentado em nosso relacionamento familiar (evangelho). Assim os relacionamentos serão fraternos e virtuosos segundo a Palavra de Deus (2ª leitura), a família se perceberá abençoada por Deus em todas a circunstancias (salmo) e o lar será espaço de respeito, carinho e cuidado (1ª leitura).
Para pensar. Nossa família aparenta ser uma pequena igreja doméstica?
Gesto concreto. Procurar nessa semana fazer um momento de oração com os todos os familiares reunidos.
Espiritualidade. Procurar reconhecer em cada membro de sua família a presença misteriosa de Deus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

advento ano c


1º domingo advento, ano c – A salvação está próxima
1ª leitura. O profeta Jeremias anuncia que Deus fará brotar da casa de Davi a semente da justiça para o povo.
Salmo. O salmista medita sobre Deus que conduz os humildes em sua justiça.
2ª leitura. Paulo deseja que a igreja de Tessalônica cresça no amor e faça progressos na santidade, aguardando a segunda vinda de Jesus.
Evangelho. Jesus anuncia os sinais do fim, exorta à vigilância e anima a que quando estes sinais acontecerem a terem esperança de que libertação está próxima.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo do advento, liturgicamente nos prepara para celebrar a primeira vinda de Jesus e ao mesmo tempo, espiritualmente, nos recorda e prepara a vinda gloriosa de Jesus (parusia) no fim dos tempos. Diante dos sinais do fim devemos nos alegrar, pois será a definitiva libertação daqueles que são de Cristo (evangelho). Para sermos de Cristo devemos perseverar no amor e fazer progressos no bem aos irmãos (2ª leitura). Assim caminhamos na justiça que Deus deseja instaurar em toda criação mediante seu Filho Jesus Cristo (salmo, 1ª leitura).
Para pensar. Tememos a segunda vinda de Jesus? Porque?
Gesto concreto. Examinar a consciência e fazer uma boa confissão para celebrar o Natal.
Espiritualidade. Cultivar sempre a esperança de que a salvação está próxima.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

2º domingo advento, ano c – Precisamos mudar de vida
1ª leitura. O profeta Baruc anuncia o retorno dos exilados e a restauração da cidade de Jerusalém.
Salmo. O salmista canta a alegria dos exilados ao voltarem para casa.
2ª leitura. Paulo reza pela igreja de Filipos, para que cresça no amor e permaneça pura e sem defeitos para o Dia do Senhor.
Evangelho. João Batista prega a conversão no deserto e anuncia que todas as pessoas verão a salvação de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Tempo do advento é tempo no qual devemos buscar a mudança de vida (conversão) afim de experimentar a salvação nos dada em Jesus (evangelho). Somente mudando de vida, cresceremos no amor aos irmãos e permanecermos puros para o encontro definitivo com Jesus em sua segunda vinda (2ª leitura). E uma vez salvos experimentaremos a alegria de partir de nosso exilio terreno para viver eternamente com Deus nos céus onde é nossa verdadeira cidade (salmo, 1ª leitura).
Para pensar. Em quais áreas de nossa vida precisamos urgentemente de conversão, de mudança?
Gesto concreto. Examinar a consciência e buscar fazer uma boa confissão para bem celebrar o Natal.
Espiritualidade. Cultivar o arrependimento pelos nossos pecados.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

3º domingo advento, ano c – Conversão é mudança real de vida
1ª leitura. O profeta Sofonias, convoca a alegria de Jerusalém pois o perdão divino foi concedido e foram afastados os inimigos.
Salmo. O salmista convida o povo a louvar a Deus porque realiza maravilhas e manifesta sua salvação.
2ª leitura. Paulo convida a igreja de Filipos a se alegrar em todas as situações porque o Senhor está próximo.
Evangelho. João prega às pessoas o que devem fazer para se converterem e anuncia que ele não é o messias, que este estabelecerá o julgamento e batizará no Espírito Santo e no fogo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Conversão não é teoria, conversão é vida prática é mudança real de vida. É partilhar com os mais pobres; não roubar o que é dos outros e não prejudicar a vida alheia (evangelho). Vivendo assim, podemos nos alegrar na certeza da proximidade da vinda do Senhor (2ª leitura). Assim sendo, perceberemos o perdão divino que nos redime de nossas culpas e nos possibilidade a alegria da comunhão Consigo (salmo, 1ª leitura).
Para pensar. De quais atitudes erradas preciso mudar em minha vida?
Gesto concreto. Examinar a consciência e buscar o sacramento da confissão.
Espiritualidade. Procurar agradar a Deus nas pequenas atitudes do dia a dia.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

4º domingo advento, ano c – colocar-se disponível para fazer a vontade de Deus
1ª leitura. O profeta Miquéias anuncia que de Belém, terra da Davi, nascerá aquele que dominará Israel e trará paz a todo povo.
Salmo. O salmista clama a Deus que pastoreie e salve o seu povo e projeta o Rei escolhido por ele para governar.
2ª leitura. O autor de Hebreus ensina que a disposição de Jesus fazer a vontade de Deus superou os sacrifícios antigos e que, por isso somos santificados pela entrega de Jesus.
Evangelho. Maria visita sua parenta Isabel, a saúda e João Batista se alegra em seu ventre, ficando cheia do Espírito Santo louva a Maria por ser mãe do Senhor e por ter acreditado em tudo no que Deus lhe prometeu.
Trazendo os textos pra perto da gente. Maria grávida nos é apresentada como modelo de como esperar a salvação: acreditando fielmente naquilo que Deus nos prometeu em seu Filho Jesus (evangelho). Seremos grávidos de Deus na medida em que nos dispusermos a fazer a vontade de Deus como Maria e Jesus e fizeram (2ª leitura). Quando deixamos Deus ser o pastor de nossa vida, através de nós ele haverá de governar o mundo na justiça e na paz (salmo, 1ª leitura).
Para pensar. Até que ponto procuramos em tudo fazer a vontade de Deus?
Gesto concreto. Perceber em quais áreas de nossa vida somos desobedientes a Deus.
Espiritualidade. Colocar-se disponível a Deus a exemplo de Maria.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Imaculada Conceição, ano c – Deus nos chamou à santidade
1ª leitura. Genesis nos mostra o pecado de desobediência de Adão e Eva e a hostilidade colocada entre Deus e a descendência da mulher.
Salmo. O salmista convida o povo a louvar a Deus que recordou seu amor pela casa de Israel e manifestou o seu braço salvador.
2ª leitura. Paulo ensina à igreja de Éfeso que Deus nos escolheu para sermos santos a imaculados pelo amor e nos abençoou sobremaneira em Jesus Cristo, nos predestinando a ser seus filhos adotivos.
Evangelho. O anjo Gabriel anuncia a Maria que ela será a mãe do Salvador, ao que Ela se coloca inteiramente disponível a fazer a vontade de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. A Tradição da Igreja nos ensina pelo dogma da Imaculada Conceição que, em previsão dos méritos de Cristo, Deus preservou Maria do pecado original. Em outras palavras, antecipadamente Deus salvou Maria para que fosse a mãe pura e santa do Salvador. É desta forma que a Tradição interpreta a fala do anjo “cheia de graça”, expressão única em toda a Bíblia (evangelho). Pelo batismo, nos tornamos também santos e imaculados e predestinados a sermos filhos adotivos de Deus, embora essa graça precise ser alimentada pela nossa abertura e disponibilidade em combater a nossa tendência ao pecado (2ª leitura). Ao criar Maria santa, Deus abre a possibilidade que através de um casal (Jesus e Maria) a salvação entre no mundo, reparando o pecado do primeiro casal, Adão e Eva (1ª leitura).
Para pensar. Procuro viver a santidade em todas as ocasiões de minha vida?
Gesto concreto. Contemplar com devoção os mistérios do Rosário.
Espiritualidade. Reconhecer-se como abençoado por Deus e predestinado a ser santo.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

  QUE O SENHOR TE ABENÇOE! Na Solenidade da Santa Mãe de Deus , celebrada no início de cada ano, a liturgia propõe como primeira leitura o t...