terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O VALOR DO DESCANSO

O VALOR DO DESCANSO

Segundo a tradição bíblica, a vida do ser humano se resume ao trabalho e ao descanso. Através do trabalho o ser humano exerce sua postura de cuidado para com a natureza criada por Deus e, pelo descanso, o ser humano se sente partícipe da natureza criada por Deus. O primeiro relato da criação (Gn 1, 1-2,3), escrito pelos sacerdotes judeus na Babilônia no séc VI a.C, tem como centralidade justamente o sábado, e não o ser humano. Em seis dias Deus “trabalha criando” e no sétimo dia Ele “cessa o trabalho”. O relato foi construído justamente para ensinar aos judeus exilados a importância de se ter um dia consagrado a Deus para se sentir parte da criação.
No hebraico, sábado se diz “shabat”, que significa “cessar”, “parar”.  Nesse dia, os judeus não faziam, e ainda não fazem, nenhuma espécie de trabalho. É considerado um dia consagrado a Deus, no qual o judeu privilegia a convivência familiar e a oração, quer pessoal, quer comunitária, nas sinagogas. Na época de Jesus, ainda não havia formalizado quais atividades eram consideradas trabalho. Por isso, vemos as várias polêmicas nas quais Jesus se envolve com os fariseus, por ser acusado de não guardar o sábado. Jesus, como piedoso judeu que era, com certeza guardava o sábado e as atividades terapêuticas que ele exercia, em sua consciência, estavam em plena conformidade com o guardar o sábado.
A tradição cristã, posteriormente, transferiu os valores do sábado para o domingo, por ter sido neste dia a Ressurreição de Jesus. Por isso, o domingo para nós é dia de cessar os trabalhos, de nos sentir integrantes da criação de Deus, conviver com a família e dedicar tempo para a oração pessoal e comunitária através da Santa Missa, dando graças a Deus sobretudo pela vida, morte e ressurreição de Jesus, pela qual nos veio a salvação.
Tanto a tradição judaica quanto a cristã, nos ensinam portanto, que o ser humano não pode ser escravo do trabalho e tampouco do dinheiro, como infelizmente vemos em nossa sociedade atual. Sem um momento para descansar e para o lazer, o ser humano adoece, perde o encanto de viver. Que saibamos organizar nossa vida para ter momentos propícios para descansar, para estar a sós com Deus, conosco mesmos e com as pessoas que amamos. Desta forma, nossa qualidade de vida será melhor. Deus nos abençoe.
Fr. Inácio José, mercedário.

TEMPO COMUM

11º domingo comum, ano a – compaixão: resposta à Aliança.
1ª leitura. Ex 19,2-6. Deus, do alto da montanha propõe uma aliança com o povo de Israel.
Salmo 99. O salmista canta a alegria de ser parte do povo escolhido de Deus.
2ª leitura. Rm 5,6-11. Paulo ensina que a prova de que Deus nos ama é que Jesus morreu por nós quando éramos pecadores.
Evangelho. Mt 9, 36-10,8. Jesus se compadece da multidão, escolhe e envia os apóstolos para pregar o Reino e os manda às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus fez um pacto com o povo de Israel (1ª leitura), que foi ampliado para toda a humanidade através de Jesus Cristo (2ª leitura). por isso devemos nos alegrar por fazer parte do povo de Deus, escolhido gratuitamente por Ele, por sua Graça (salmo). Respondemos à aliança divina, respondendo ao envio que Jesus nos faz de compadecer dos que sofrem, libertando-os de seus males, construindo o Reino (evangelho).
Para pensar. Compademo-nos diante dos que sofrem?
Gesto concreto. Ingressar numa pastoral social (saúde, idosos, criança).
Espiritualidade. Nutrir interiormente a compaixão pela dor alheia.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

12º domingo comum, ano a – bem aventurados os perseguidos por causa da justiça
1ª leitura. Jr 20,10-13. O profeta Jeremias diante das perseguições confia em Deus que constantemente o livrou.
Salmo 68. O justo perseguido eleva a Deus a sua oração certo de que Deus lhe livrará dos ímpios.
2ª leitura. Rm 5,12-15. Paulo ensina que se o pecado entrou no mundo por culpa de um só, a graça superabundou em nossa vida também por um só: Jesus Cristo.
Evangelho. Mt 10,26-33. Jesus exorta aos apóstolos a não temerem os homens e não temerem a anunciar a chegada do Reino de Deus, pois Deus os protege.
Trazendo os textos pra perto da gente. Todo o que promove a justiça num mundo injusto padece perseguição. Assim aconteceu com os profetas (1ª leitura), com os que buscaram um mundo melhor (salmo), com os apóstolos e discípulos de Jesus martirizados (evangelho). A certeza de que pelo Reino de Deus vale a pena sofrer os animou na fidelidade, porque estavam repletos da graça que vem de Cristo (2ª leitura).
Para pensar. Testemunho o evangelho mesmo diante das perseguições?
Gesto concreto. Tomar a defesa dos que são injustiçados ao seu redor.
Espiritualidade. Nutrir a alegria, mesmo diante da perseguição, por causa do Reino.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Santíssima Trindade, ano a. Deus Amor Comunhão
1ª leitura. Ex 34,4b-6.8-9. Deus passa diante de Moisés e este intercede pelo povo de Israel invocando a misericórdia divina.
Salmo Dn 3,52-56. Louvor a Deus que está no mais alto dos céus.
2ª leitura. 2Cor 13,11-13. Paulo saúda a comunidade em nome da Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Evangelho. Jo 3,16-18. Deus amou tanto o mundo que lhe deu o tinha de mais valioso: Jesus Cristo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos o mistério da Santíssima Trindade: Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Deus que é Uno e Trino. Uma só Divindade em Três Pessoas. Somente a fé nos faz experimentar esse mistério. O povo de Israel experimentou o Deus como Criador (1ª leitura), o povo cristão experimentou a Deus como Filho e Salvador (evangelho), iluminados pelo Espírito Santo. Quando procuramos viver numa autêntica comunidade fraterna tocamos um pouco do mistério de Deus.
Para pensar. Como experimento Deus na convivência com o irmão?
Gesto concreto. Fortalecer os vínculos de fraternidade existentes.

Espiritualidade. Contemplar-se completamente envolvido pelo mistério divino. 

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

  QUE O SENHOR TE ABENÇOE! Na Solenidade da Santa Mãe de Deus , celebrada no início de cada ano, a liturgia propõe como primeira leitura o t...