quinta-feira, 13 de julho de 2017

tempo comum

Comemoração dos fieis defuntos, ano a. A MORTE NÃO É O FIM.
1ª leitura. (Jó 19,1.23-27a). Jó professa a fé de que verá a salvação divina em sua carne.
Salmo. 26(27). O salmista canta a confiança de que haverá de ver a bondade do Senhor.
2ª Leitura. (1Cor 15, 20-23). Paulo ensina que Cristo ressuscitou como primícias dos que morreram: Ele primeiro e depois todos os que creem Nele.
Evangelho. (Mt 5,1-12a). Jesus proclama bem aventurados os que vivem o evangelho e diz que será grande a alegria destes nos céus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Ao celebrar todos os falecidos nos deparamos com o mistério da morte que nos iguala a todos. Humanamente falando a morte é sempre perda e dor. Mas, do ponto de vista da fé, a morte é possibilidade de encontro definitivo com Deus; entrada na vida eterna. Àqueles que vivem o evangelho, seguindo os passos de Jesus é prometida a ressurreição e a vida eterna nos céus (2ª leitura e evangelho). Confiemos nossos irmãos falecidos ao Senhor confiando na salvação e na bondade divinas (1ª leitura e salmo).
Para pensar. Alimentamos a fé na vida eterna?
Gesto concreto. Visitar uma família enlutada e rezar junto a ela.
Espiritualidade. Cultivar a certeza de que a morte não é o fim da vida.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de todos os santos, ano a. PERTENCEMOS A DEUS
1ª Leitura (Ap 7,2-4.9- 14). João visualiza os santos salvos nos céus; os que alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro, marcados com o selo do Senhor.
Salmo 23(24). O salmista medita sobre as condições para se entrar no Templo do Senhor.
2ª Leitura (1Jo 3,1-3). João ensina que somos filhos de Deus e que aguardamos a manifestação dessa glória.
Evangelho (Mt 5,1-12a). Jesus proclama as bem-aventuranças como condição de seu discipulado e como caminho de santidade.
Trazendo os textos pra perto da gente. Celebramos neste dia todos os que pertencem a Deus e que através do batismo seguiram a Jesus. São incontáveis os que dão a sua vida por Cristo vivendo o evangelho (1ª leitura). Pelo batismo somos filhos adotivos de Deus e, nos céus, será revelada essa nossa glória (2ª leitura). Jesus é o modelo de santidade: viver as bem-aventuranças é viver como Jesus viveu (evangelho).
Para pensar. Como vivemos a nossa busca de santidade?
Gesto concreto. Conhecer melhor a vida e exemplos de nossos santos de devoção.
Espiritualidade. Cultivar interiormente o sentimento de que pertencemos a Deus.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

32º domingo comum, ano a. VIGIAR SEMPRE.
1ª Leitura (Sb 6,12-16). A Sabedoria se deixar encontrar por aqueles que a buscam.
Salmo 62(63). O salmista expressa o seu desejo de viver em comunhão com Deus.
2ª Leitura (1Ts 4,13-18). Paulo explica, ao seu modo, o que acontecerá com os que morreram e com os que vivem por ocasião da vinda gloriosa de Jesus.
Evangelho (Mt 25,1-13). Jesus conta a parábolas das virgens prudentes e imprudentes para exortar à vigilância no aguardo da vinda do Senhor.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje somos convidados a celebrar Cristo que voltará e que precisamos estar vigilantes para o receber (evangelho). Vigiamos na medida em que praticamos o bem, vivendo o evangelho e buscando a Sabedoria (1ª leitura). Jesus voltará e todos os que são dele entrarão na vida eterna (2ª leitura). Quando Jesus vier, nossa sede de Deus será plenamente saciada por Ele será tudo em todos (salmo).
Para pensar. Como anda a nossa vigilância diária na prática do bem?
Gesto concreto. Meditar sobre como queremos estar quando Jesus vier em sua glória.
Espiritualidade. Cultivar a certeza do retorno de Jesus que vem para salvar.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de Cristo Rei, ano a. DEUS REINA ATRAVÉS DA CARIDADE AOS QUE SOFREM
1ª Leitura (Ez 34,11-12.15- 17). Deus promete através do profeta Ezequiel, que haverá de ser o pastor de seu povo, cuidando das ovelhas mais necessitadas.
Salmo 22(23). O salmista canta a Deus como o pastor de cuida de sua vida.
2ª Leitura (1Cor 15,20-26.28). Paulo ensina que Cristo haverá de submeter toda a criação à realeza divina, destruindo inclusive o pecado e a morte.
Evangelho (Mt 25,31-46). Jesus conta a parábola do juízo final, na qual justos e injustos serão separados pelo bem ou mal que fizeram aos que mais sofrem.
Trazendo os textos pra perto da gente. Encerrando o ano litúrgico somos convidados a pensar no fim de nossa vida quando Cristo vier em glória. Proclamar Cristo Rei é proclamar Cristo como Senhor da História. Nele a história tem o seu sentido (2ª leitura). No fim da vida seremos julgados pelo amor concreto aos que sofrem (evangelho). Nossa história não caminha rumo ao caos, mas caminha sob os cuidados de Deus que é princípio e fim de nossa existência (1ª leitura, salmo).
Para pensar. Que lugar os que mais sofrem ocupam em nossa vida?
Gesto concreto. Praticar as obras de misericórdia corporais.
Espiritualidade. Cultivar a certeza de que história está nas mãos de Deus.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário.

33º domingo comum, ano a. CULTIVAR OS DONS QUE DEUS NOS DÁ
1ª Leitura (Pv 31,10-13.19- 20.30-31). O sábio tece elogios à mulher forte, caridosa e que teme o Senhor.
Salmo 127 (128). O salmista canta os louvores da família que teme a Deus.
2ª Leitura (1Ts 5,1-6). O autor exorta a comunidade a permanecer vigilante porque o dia do Senhor é imprevisível.
Evangelho (Mt 25,14-30). Jesus conta a parábola dos talentos exortando os discípulos a serem vigilantes na espera de seu Senhor.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos a Cristo que nos exorta a sermos vigilantes aguardando o seu retorno. Somos servos que devemos fazer frutificar aos dons que Deus nos concedeu até o dia em que ele voltar (evangelho). Não podemos nos eximir de vigiar, pois quando menos se espera Ele virá (2ª leitura). Temer a Deus é praticar a fé e a religião. Quando a praticamos com a alegria a nossa vida se enriquece com as bênçãos divinas (1ª leitura e salmo).
Para pensar. Colocamos nossos dons a serviço da comunidade?
Gesto concreto. Descobrir como podemos servir melhor nossa comunidade.
Espiritualidade. Cultivar a alegria de praticar a religião.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

quarta-feira, 5 de julho de 2017

leitura orante

Leitura Orante da Palavra – Citação: Mc 10, 46-53
1° passo – Leitura
O que o texto diz? O texto diz que o cego Bartimeu clamou por Jesus, mesmo repreendido pela multidão. Jesus escutou o clamor do cego, curou sua cegueira e este o seguiu pelo caminho.
2° passo - Meditação
O que o texto diz para mim? Me chama a atenção o versículo 51 Então Jesus lhe perguntou: «O que você quer que eu faça por você?». Mostra que Jesus se interessa e se preocupa com a necessidade das pessoas.
3° passo - Contemplação
O que a Palavra me leva a experimentar? A Palavra me leva a experimentar o cuidado de Deus para conosco em nossas necessidades. Deus não está alheio às nossas dores.
4° passo - Oração
O que a Palavra me leva a falar com Deus? Pai de bondade, que te revelaste a nós através de seu Filho Jesus. Ajuda-nos a sempre reconhecer sua presença em nossa vida e ajuda-nos a ser a tua presença na vida dos irmãos que sofrem. Por Cristo Nosso Senhor, amém.
5° passo - Ação
O que a Palavra me leva a viver? A Palavra me leva a dar mais atenção ao clamor das pessoas que me chegam, buscando em nosso ministério ajuda e consolo.


presença divina em jesus

A PRESENÇA DIVINA EM JESUS

Creio que a presença de Deus na pessoa de Jesus transparece sobretudo na sua compaixão e misericórdia para com os que sofrem. Numa sociedade tradicional e patriarcal, Jesus teve uma conduta, para muitos desviada do normal. Por isso mesmo, tanto a religião como o império romano, consideraram seu modo de vida perigoso. Mas, nesse jeito arriscado e compassivo de ser, Jesus manifestou de forma absoluta a presença de Deus em nossa história.
Jesus de Nazaré, historicamente falando, realizou basicamente duas coisas: pregou a chegada do Reino de Deus[1] e, para provar esta chegada, exerceu uma atividade terapêutica junto aos doentes[2], curando os enfermos e expulsando os demônios. Além disso realizou sinais sobre a natureza que lhe foram atribuídos como milagres.
Vale ressaltar que, no tempo de Jesus, a doença era considerada pecado[3] e, o enfermo era excluído da convivência social, por ser considerado “impuro” pela religião[4]. Jesus, ao manifestar compaixão e misericórdia para com o enfermo, está superando esse preconceito religioso, e do ponto de vista da Revelação Divina, está nos ensinando que a enfermidade não é castigo divino, mas ocasião de mostrar Deus reina na medida em que os doentes são acolhidos na convivência social. O mesmo vale dizer para os exorcismos de Jesus. Toda doença não explicada racionalmente era atribuída à possessão de demônios, sendo o tratamento o exorcismo. De qualquer forma Jesus os acolhia e se fazia solidário às pessoas com esse tipo de problema.
É notável também, a presença de Jesus junto aos pecadores. Um judeu tradicional jamais comeria com um pecador. João Batista exigia a conversão do pecador para que ele recebesse o batismo. Jesus, ao contrário, convive com o pecador e este, ao perceber-se acolhido por Jesus, sente a vontade de mudar[5]. Essa abertura de Jesus, fez com que tivesse muitos embates com os fariseus, que consideravam absurdo esse comportamento de Jesus[6]. Outro dado curioso é que Jesus perdoava os pecados do povo fora do Templo de Jerusalém, outro motivo de escândalo[7].
Dito isso podemos nos perguntar: como experimentamos a presença de Jesus nos dias atuais? Como podemos ser a presença de Jesus hoje em dia?
Creio que a presença de Jesus nos tempos atuais se dê da seguinte forma:
a.  Numa comunidade que se reúne em nome Dele, e que procurar praticar o que Jesus fez e disse, o Ressuscitado se faz presente[8]. Não basta conhecer teoricamente quem é Jesus, mas é preciso colocar em prática os seus ensinamentos.
b.  Ele se faz presente nos sacramentos sobretudo a Eucaristia, Palavra meditada e Pão Consagrado, em sua memória[9]. A Eucaristia, desde os primórdios da Igreja, foi o principal meio, através do qual a comunidade experimentava Jesus Vivo entre eles.
c.  Jesus Ressuscitado se faz presente no apostolado da igreja, confirmando a missão evangelizadora[10]. A comunidade se sente comissionada pelo Ressuscitado. Ao comunicar a boa nova do Evangelho notamos a presença do Ressuscitado a nos conduzir.
d.  Jesus Ressuscitado está presente nos que sofrem e toda caridade feita a eles é ao próprio Jesus que fazemos e, no fim da vida, nos será critério de salvação[11]. No mundo em que vivemos, talvez seja a presença de Cristo mais esquecida e que precisa ser urgentemente relembrada: a presença de Cristo nos pobres.
Que o Senhor nos ajude a reconhecer sempre sua presença em nosso meio.
Fr. Inácio José, mercedário



[1] Mc 1,14; Reino de Deus é Deus intervindo na história humana, fazendo acontecer aqui o seu Reinado.
[2] Mc 1,25-26; 1,34; a proximidade de Jesus para com os doentes.
[3] Eclo 38,9-10; o doente deve pedir perdão dos pecados e buscar a medicina.
[4] Lv 13,44-46; os leprosos era isolados da convivência social.
[5] Lc 19,1-10; Jesus e Zaqueu; Jo 8,3-11; Jesus e a mulher adúltera.
[6] Lc 15,1-2; a proximidade de Jesus para com os pecadores e os murmúrios dos fariseus.
[7] Mt 9,1-8; Jesus perdoa e cura o paralítico.
[8] Jo 20,19-29; Mt 18,20; a experiência de Tomé com o Ressuscitado se deu na comunidade e não fora dela.
[9] Lc 24,13-35; a experiência dos discípulos de Emaús com o Ressuscitado se dá na meditação da Palavra e na Eucaristia (“partir o pão”).
[10] Jo 21,1-14; o relato da pesca milagrosa simboliza o sucesso da evangelização. Afinal de contas, os discípulos são “pescadores de homens”.
[11] Mt 25,31-46; a parábola do juízo final coloca as obras de misericórdia como critério para a salvação.

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

  QUE O SENHOR TE ABENÇOE! Na Solenidade da Santa Mãe de Deus , celebrada no início de cada ano, a liturgia propõe como primeira leitura o t...