quarta-feira, 16 de maio de 2018

livro da sabedoria


Mês da Bíblia

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INTRODUÇÃO
Na tradição eclesial, o mês de setembro é chamado mês da Bíblia e somos convidados a aprofundar o nosso conhecimento acerca da Sagrada Escritura. O tema do mês da Bíblia deste ano de 2018 é “A Sabedoria em defesa da Vida” e o lema “A Sabedoria é um espírito amigo do ser humano” (Sb 1,6).
A SABEDORIA DE ISRAEL – parte 1
Dentro do Primeiro Testamento, temos um conjunto de livros chamados “sapienciais”. Eles recolhem toda a sabedoria popular que o povo israelita foi aprendendo durante o seu cotidiano. São livros que apresentam mais reflexões acerca das situações do dia a dia, mostrando que a fidelidade a Deus acontece nas situações mais simples do cotidiano.
Texto bíblico: Sb 1,1-15. Responda: conforme esse texto, de que maneira a sabedoria se faz presente na vida de uma pessoa?

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A SABEDORIA DE ISRAEL – parte 2
O povo de Israel considera esses livros inspirados porque falam das coisas da vida e a vida é a coisa mais sagrada que Deus nos deu. Os sábios de Israel procuravam não somente preservar a sua experiência religiosa, mas guardavam tudo aquilo que pudesse servir para uma vida mais bela, mais justa. Foram notando que, na origem da sabedoria humana, existe um reflexo da Sabedoria Divina, que está presente em tudo e que começa a ser usada como critério para discernir os sinais de Deus na vida e na história.
Na Bíblia temos sete livros sapienciais: Jó, Salmos, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico. Além disso temos parábolas bíblicas ou novelas que se originaram no ambiente da Sabedoria: Jonas, Rute, Ester, Judite e Tobias, além das histórias de Suzana e de Bel e o Dragão, que se encontram no livro de Daniel (Dn 13 e 14).
Texto bíblico: Sb 5,1-15. Responda: quais são as qualidades da sabedoria que transparecem no testemunho das pessoas justas?

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A ORIGEM DA SABEDORIA
A sabedoria é o recolhimento das experiências humanas em defesa e promoção da vida. Nasce da observação da vida em seu vários setores: casa - família, campo - trabalho, praça da cidade – justiça (tribunal), no palácio do rei – politica, nos santuários – religião. Nesse cinco setores nasciam provérbios que depois foram evoluindo e agrupados em textos sapienciais mais complexos.
A sabedoria ajuda o povo a sobreviver, ajuda a conhecer a natureza das coisas, organiza a vida do povo. É um produto de reflexão coletiva, comunitária. É realista (fruto do bom senso), crítica (ensina a desconfiar), ecumênica (serve para todas as pessoas) e conservadora (ajuda a guardar o que é bom para todos).
Texto bíblico: Sb 6,1-11. Responda: quais os alertas que o texto dá aos que exercem o poder?

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O LIVRO DA SABEDORIA – parte 1
O título dele em grego é “Sabedoria de Salomão”. Foi o último livro do Primeiro Testamento a ser escrito. Não consta na Bíblia Hebraica, por isso é considerado deuterocanônico. Está apenas nas bíblias católicas e não nas bíblias protestantes. Foi escrito na língua grega por volta do ano 50 a.C. na cidade Alexandria no Egito. Essa cidade era um grande centro cultural da época e lá vivia uma colônia judaica. Havia o perigo de muitos judeus, influenciados pela cultura grega, abandonarem a sua religião e cultura.
O livro foi escrito para esses judeus migrantes que foram morar em Alexandria. Essa situação de migração desagrava a família e a adaptação à nova cidade dificultava o manter a própria cultura e fé. Foi uma época de perseguição religiosa por parte dos império grego e muitos judeus, para não se sentirem marginalizados pela sociedade, abandonavam suas tradições religiosas, perdendo a sua identidade.
Texto bíblico: Sb 7,1-14. Responda: segundo o texto, quais os critérios que orientam a vida de uma pessoa sábia?

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O LIVRO DA SABEDORIA – parte 2
O livro da Sabedoria nasce dentro do contexto de perseguição à cultura judaica, sendo sua proposta ser um texto de resistência para os judeus que vivem na diáspora. O autor, alimentado pela Escritura procura confirmar e fortalecer a fé dos judeus contra a forte influência da cultura grega. Ele procura ler os fatos da vida à luz da Sabedoria de Deus que, para ele, se encontra na tradição israelita. Mostra a Sabedoria de Deus conduzindo a história de seu povo.
O autor é um judeu migrante que vive no Egito na cidade de Alexandria. Ao escrever usa o pseudônimo do rei Salomão que, na Bíblia, era símbolo do homem sábio e patrono da sabedoria israelita. O livro parece ser um testemunho pessoal de alguem que procurava viver a sabedoria divina num ambiente que a negava.
Texto bíblico: Sb 7,22-8,1. Responda: o texto usa mais de vinte palavras diferentes para descrever a sabedoria divina. Qual destas palavras que mais lhe tocou o coração? Porquê?

Bibliografia
MESTERS, Carlos. OROFINO, Francisco. A Sabedoria de Deus. A ação divina em defesa da vida – Círculos Bíblicos sobre o livro da Sabedoria. São Leopoldo. Cebi. 2017.

tempo comum


22º domingo do tempo comum, ano c, a verdadeira religião
1ª leitura. Moisés instrui o povo a obedecer a lei de Deus para que os povos reconheçam a proximidade do Deus de Israel e a justiça de sua lei.
Salmo. O salmista faz um exame de consciência para perceber quem é digno de estar na casa de Deus.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a praticar a Palavra, assistir aos necessitados e fugir da impureza do mundo.
Evangelho. Ao ser questionado pelos fariseus acerca de costumes legalistas de pureza, Jesus ensina que a verdadeira pureza ou impureza está é no coração do ser humano.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus nos ensinou que a verdadeira religião que agrada a Deus é a retidão de nossas intenções e condutas, a solidariedade para com os que sofrem (2ª leitura), não tanto a prática de ritos religiosos (evangelho). Essa ideia já estava presente no Antigo Testamento que colocava a retidão como norma para se estar diante de Deus (salmo e 1ª leitura).
Para pensar.  Nossa comunidade é mais ritualista ou mais solidária aos pobres e necessitados?
Gesto concreto. Ajudar alguma família pobre da comunidade.
Espiritualidade. Procurar ter uma vida reta e caridosa aos pobres.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM

23º domingo do tempo comum, ano c, sinais da chegada do Reino
1ª leitura. O profeta Isaías, anima os sofredores de seu tempo e promete sinais de restauração da vida plena para todos.
Salmo. O salmista louva a Deus que restabelece a vida plena para os que sofrem.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a não fazer distinção de pessoas ricas e pobres, pois Deus escolheu o que é pobre pra confundir a falsa riqueza do mundo.
Evangelho. Ao passar pela terra dos pagãos, Jesus curou um surdo-mudo e, as pessoas reconhecem nele alguém que sempre faz o bem.
Trazendo os textos pra perto da gente. Todas as curas que Jesus fazia, foram anunciadas pelos profetas (1ª leitura) como sinais de que o Reino de Deus estava chegando. O Reino é para todos, por isso Jesus também cura pagãos (evangelho). Jesus não faz distinção de pessoas: o tratar as pessoas de modo diferente por causa de seus bens, é contra o evangelho (2ª leitura) e sinal de que Deus ainda não reina entre nós.
Para pensar. Fazemos distinção de pessoas? Estamos próximos aos doentes de nossa comunidade?
Gesto concreto. Visitar um doente da comunidade. Ingressar na pastoral da saúde.
Espiritualidade. Considerar-se irmão(ã) de todas as pessoas sem distinção.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM

24º domingo do tempo comum, ano c, Jesus: o servo sofredor.
1ª leitura. O profeta aceita as humilhações confiante de que Deus haverá de libertá-lo.
Salmo. O salmista manifesta sua confiança em Deus que, no passado o livrou das garras da morte.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a ter uma fé viva colocada em prática, sobretudo direcionada aos mais pobres.
Evangelho. Em Cesaréia de Filipe, Jesus questiona aos seus discípulos por sua identidade e, lhes corrige a ideia de ser um messias vitorioso, mas se identifica com o servo sofredor da profecia de Isaías.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo de Israel esperava um messias vitorioso (filho de Davi), mas Jesus foi assassinado na cruz, o que ninguém esperava em relação ao messias. Os discípulos experimentam a ressurreição de Jesus e entendem que ele é o messias servo-sofredor (1ª leitura), salva o mundo não mediante a força, mas mediante ao serviço aos que sofrem e pela entrega da vida (evangelho). A igreja hoje é chamada a ter a mesma solidariedade aos pobres e necessitados (2ª leitura).
Para pensar. Estamos dispostos, como Jesus, a servir e dar a vida?
Gesto concreto. Ajudar a uma família pobre da comunidade.
Espiritualidade. Reconhecer nos que sofrem a presença de Cristo.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM

25º domingo do tempo comum, ano c, servir aos excluídos
1ª leitura. Os ímpios perseguem o justo porque sua vida coerente lhes é incômoda e querem testar a fidelidade do justo a Deus.
Salmo. O justo perseguido eleva sua oração a Deus e confia no amparo e proteção divinos.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a superar a inveja e rivalidade, pois causam divisões na comunidade e, por causa delas, Deus não ouve a oração da Igreja.
Evangelho. Jesus ensina sobre sua morte e ressurreição para os seus discípulos, bem como também ensina sobre o serviço ser a maior condição na comunidade e o acolher a quem está excluído.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus foi barbaramente assassinado por causa de sua vida coerente e de sua prática de justiça para com os excluídos de seu tempo (1ª leitura). Assim, na Igreja, quem coloca sua vida a serviço e acolhe os excluídos, da mesma forma como Jesus, é o maior (evangelho). A unidade da comunidade é condição para que Deus ouça a oração comunitária.
Para pensar. Quem são os excluídos de nossa comunidade?
Gesto concreto. Aproximar-se de alguém que não participa da comunidade e buscar incluí-lo na convivência.
Espiritualidade. Buscar sempre a inclusão e jamais exclusão das pessoas.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM

26º domingo do tempo comum, ano c, Deus não pertence a ninguém
1ª leitura. Deus reparte do espírito profético de Moisés com os anciãos da comunidade israelita e Moisés deseja que todo o povo profetize.
Salmo. O salmista medita sobre a perfeição e beleza da lei de Deus.
2ª leitura. Tiago condena os ricos gananciosos da comunidade, dizendo que por causa de sua injustiça para com os mais pobres, Deus haverá de lhes fazer justiça.
Evangelho. Jesus ensina aos seus discípulos a cortar o mal pela raiz, evitando os escândalo e a não censurarem aqueles que, não pertencendo à comunidade, fazem o bem em nome de Jesus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus não é propriedade de uma instituição ou religião. Por isso toda tendência a controlar a ação divina deve ser superada (1ª leitura e evangelho). As tendências maléficas que estão presentes em nosso coração precisam ser cortadas pela raiz (evangelho) e uma delas é o egoísmo que nos faz acumular os bens e ser injusto com os mais pobres (2ª leitura).
Para pensar. Por acaso pensamos ser donos de Deus?
Gesto concreto. Conversar com uma pessoa de religião diferente.
Espiritualidade. Respeitar as pessoas que acreditam em Deus de forma diferente da nossa.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM


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