sábado, 28 de março de 2015

solenidades tempo comum

Solenidade do Corpo de Deus – eucaristia: aliança com Deus e com os irmãos.
1ª leitura. Ex 24,3-8. Moisés realiza o rito de aliança ao pé do Sinai, após comunicar os termos dessa mesma aliança ao povo e o povo a ter aceitado.
Salmo. Sl 115. O salmista canta os sacrifícios
2ª leitura. Hb 9,11-15. O autor de Hebreus nos ensina que o sacrifício de Jesus é imensamente superior aos sacrifícios do Antigo Testamento, pois que Jesus com sua única entrega expiou o nosso pecado, fazendo-nos dignos de cultuar espiritualmente a Deus.
Evangelho. Mc 14,12-16.22-26. O texto narra a preparação e a última ceia, na qual Jesus antecipa a entrega de seu corpo e sangue como sinal da nova e definitiva aliança, que é derramado por muitos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos, com solenidade, a presença de Jesus na Eucaristia, memorial da entrega de seu corpo e sangue. Para o povo judeu, os pecados somente eram perdoados através do derramamento de sangue (1ª leitura). Para os cristãos, o sangue de Cristo, uma vez derramado, perdoou-nos todo pecado e nos fez partícipes da nova aliança (2ª leitura / evangelho) com Deus. O sacramento da eucaristia é sacramento de comunhão. Portanto deve fazer brotar na comunidade a comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.
Para pensar. Quando comungo do corpo e sangue do Senhor me comprometo em comungar da vida dos irmãos e de minha comunidade de fé? Participo com devoção da eucaristia sendo momento de renovação de minha aliança com Deus e com meus irmãos?
Gesto concreto. Nessa semana realizar um momento de adoração a Jesus presente na eucaristia.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Santíssima Trindade – Deus não é solidão
1ª leitura. Dt 4,32-34.39-40. Moisés conclama o povo a pensar sobre a proximidade e eleições divinas para com o povo. Exorta o povo a reconhecer o único Deus e a obedecer os seus mandamentos.
Salmo. Sl 32. O salmista canta ao Deus criador que protege aos que lhe temem e confiam.
2ª leitura. Rm 8,14-17. Paulo ensina à comunidade que recebemos um espírito de adoção filial. Portanto somos filhos de Deus e não mais escravos; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.
Evangelho. Mt 28,16-20. Antes de voltar ao Pai, Jesus envia seus discípulos com a missão de evangelizar todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos o mistério de Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Celebramos Deus enquanto Criador, Salvador e Santificador. A Trindade Santa é para a comunidade cristã, o exemplo de como podemos ser unidos mesmo sendo diversos. O Pai cria e mantém a criação (1ª leitura). O Filho nos reconcilia com o Pai. O Espírito nos mantém na comunhão com Jesus e o Pai (2ª leitura). Entender esse belo mistério, para a nossa razão humana, será impossível, mas podemos experimentá-lo na medida em que crescermos na comunhão com os irmãos de comunidade.  Nos tornamos discípulos de Jesus, sendo batizados no mistério da Trindade Santa (evangelho).
Para pensar. Favoreço a nossa comunidade a crescer na unidade, paz e fraternidade? Que atitudes acontecem em nossa comunidade que prejudicam a unidade? Que podemos fazer para combate-las?
Gesto concreto. Valorizar o outro que pensa diferente de mim, crescendo na união com ele.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – duas colunas da Igreja
1ª leitura. At 12,1-11. O texto narra a perseguição, prisão e libertação de Pedro.
Salmo. 33. O salmista canta a Deus que lhe protege em todos os momentos da vida.
2ª leitura. 2Tm 4,6-8.17-18. Paulo na prisão, sentindo que seu martírio se aproxima, aguarda com confiança a resposta divina por todo seu trabalho missionário.
Evangelho. Mt 16,13-19. Pedro proclama Jesus como messias e recebe as chaves da liderança da comunidade cristã.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos duas colunas da Igreja: Pedro e Paulo. Pedro evangelizou os judeus. Paulo evangelizou os não-judeus (pagãos). A igreja deve ter um pouco dos dois: evangelizar os de dentro da comunidade, bem como ser missionária e levar o evangelho aos que não o conhecem. Ambos sofreram o martírio, porque foram fiéis ao anúncio do evangelho, na construção do Reino de Deus, em meio àquele mundo injusto. Aprendamos com os dois a testemunharmos Jesus mesmo que nos custe perseguição.
Para pensar. Quais atividades existem em nossa comunidade de evangelização dos membros da comunidade? Quais atividades missionárias existem em nossa comunidade?
Gesto concreto. Procurar formar pequenos grupos de estudo da fé católica na comunidade. Visitar os que não frequentam a comunidade e convidá-los a participar.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

tempo pascal

2º domingo da Páscoa – Em que comunidade Jesus Ressuscitado se manifesta?
1ª leitura. Atos narra as características da primeira comunidade cristã: unidade, testemunho da Ressurreição de Jesus, os bens eram postos em comum e partilhados entre todos. Não havia pobres.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que realiza maravilhas em seu favor.
2ª leitura. João ensina que amar a Deus implica em guardar seus mandamentos e amar aos irmãos de comunidade.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade e Tomé não crê no testemunho da mesma.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo pascal quer nos ensinar a reconhecer a presença do Ressuscitado em nossa vida, da mesma forma como os primeiros discípulos tiveram de aprender a reconhecer sua nova presença em meio a eles. Em que comunidade Jesus se manifesta? Numa comunidade onde haja partilha dos bens e combate à pobreza (1ª leitura); numa comunidade na qual as pessoas se amem e guardam os mandamentos (2ª leitura); numa comunidade que aposta na vitória da vida e não buscar “ver para crer” mas que crê na Ressurreição apesar dos sinais de morte presentes em seu meio (evangelho).
Para pensar. Nossa comunidade se parece com a primeira comunidade cristã? Em que precisamos melhorar.
Gesto concreto. Partilhar: uma cesta básica com uma família carente.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo da Páscoa – ter medo e duvidar impedem crer na Ressurreição
1ª leitura. Pedro corajosamente prega o “primeiro anúncio cristão” (querigma), convocando o povo à conversão.
Salmo. O salmista, confiante, expressa sua prece a Deus depositando Nele sua segurança.
2ª leitura. João apresenta Jesus como nosso “advogado” junto ao Pai e nos ensina que conhecer a Deus se traduz em guardar os seus mandamentos.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade, que ainda resiste a crer na ressurreição. Jesus convoca os discípulos a anunciarem sua paixão – morte – ressurreição mediante o testemunho.
Trazendo os textos pra perto da gente. Não foi fácil para a primeira comunidade cristã crer na ressurreição de Jesus. Tiveram de superar a dúvida e o medo (evangelho). É preciso crer primeiro para experimentar Jesus de uma maneira nova. Uma vez que isso acontece daí brota a coragem de anunciar e testemunhar Jesus como o messias enviado pelo Pai para salvar o mundo (1ª leitura / evangelho). Testemunhar Jesus Vivo implica em guardar os mandamentos e viver na fidelidade ao Pai (2ª leitura).
Para pensar. Duvidamos que a força da vida é mais forte que a morte? Vivemos de tal forma que as pessoas percebam que Jesus está vivo em nosso meio?
Gesto concreto. Ser otimista na vida: diante dos problemas sempre crer na vitória da vida e do bem.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

4º domingo da Páscoa – Jesus está vivo nos bons pastores da comunidade
1ª leitura. Pedro responde ao Sinédrio que Jesus está vivo e é o único salvador. Jesus que foi rejeitado tornou a fonte de salvação.
Salmo. O salmista canta as maravilhas que Deus realiza através daquele que o mundo rejeita.
2ª leitura. João nos ensina que somos filhos de Deus e que um dia essa glória haverá de manifestar plenamente.
Evangelho. Jesus se apresenta como o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas, conhece e é conhecido pelas suas ovelhas; que procura reunir as dispersas. Jesus entrega sua vida por amor.
Trazendo os textos pra perto da gente. As primeiras comunidades experimentam Jesus como bom pastor: ama, cuida, dá sua vida pelo seu povo (evangelho). Hoje experimentamos Jesus Vivo naqueles que exercem o mesmo cuidado pelos que sofrem. É preciso ter cuidado pelos que são rejeitados pelo mundo, porque Deus podem fazer deles caminho de salvação para conosco (1ª leitura / salmo). Dito de forma simples: salvação é reavermos a nossa relação de filhos para com o Pai (2ª leitura) e de irmãos para com o próximo.
Para pensar. Quem são as pessoas em nossa comunidade que exercem com amor o cuidado para com os irmãos? Quem são os rejeitados de nossa comunidade?
Gesto concreto. Nessa semana cuidar de um doente ou idoso, sendo bom pastor.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo da Páscoa – amor: essência do cristianismo.
1ª leitura. Saulo, após a conversão, volta a Jerusalém e tem dificuldades de se integrar na comunidade cristã. Porém, pregava com firmeza a ressurreição de Jesus.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus a quem todos os povos adorarão.
2ª leitura. João nos ensina que não devemos amar em teorias, mas sim na prática. Deus deseja que creiamos em Jesus e nos amemos como Jesus nos ama, com ações e de verdade.
Evangelho. Jesus se apresenta como a videira verdadeira na qual devemos estar unidos para permanecer no Pai. Sem estarmos unidos a Jesus não daremos os frutos que o Pai deseja.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. Para estarmos unidos a Jesus precisamos guardar os mandamentos e amar ao próximo do mesmo modo como Jesus o ama, ou seja, dando a vida (2ª leitura). Assumindo esse caminho de discipulado, o Pai nos purifica de nossos pecados (evangelho) e daí podemos, com ousadia, anunciar com palavras e com a vida a Ressurreição de Jesus (1ª leitura). A essência do cristianismo se resume no amor: amar a Deus, guardando seus mandamentos, amar o próximo – com gestos de caridade e solidariedade, como Jesus o ama.
Para pensar. Nossa comunidade ama os pobres, doentes, idosos e excluídos do modo como Jesus os ama? Em que precisamos melhorar?
Gesto concreto. Nessa semana visitar um doente ou idoso, amando-o como Cristo o ama.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

6º domingo da Páscoa – o amor cristão rompe fronteiras
1ª leitura. Pedro descobre que Deus não faz acepção de pessoas e que o Espírito Santo também era derramado sobre os pagãos (não judeus). A comunidade cristã se abre para os pagãos.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que faz conhecer sua salvação a todos os povos.
2ª leitura. João nos convoca a amarmo-nos uns aos outros: que ama conhece a Deus e Deus foi quem nos amou primeiro nos enviando Jesus para a nossa salvação.
Evangelho. Jesus nos deixa o mandamento do amor: amarmo-nos como Ele nos ama. Deus nos escolheu para que déssemos frutos: o amor mútuo. Conseguiremos viver o amor cristão se permanecermos em Jesus guardando os seus mandamentos.
Trazendo os textos pra perto da gente. O essencial da vida cristã é o amor. Através do amor conseguimos testemunhar para o mundo que Jesus está vivo em nosso meio e nos abrimos a acolher a amar a todas as pessoas (1ª leitura). O primeiro passo sempre deve ser nosso, a exemplo de Deus, que nos amou sem mérito algum de nossa parte, entregando-nos seu Filho para que Nele tenhamos vida. A comunidade testemunhará a ressurreição de Jesus quando viver o amor fraterno de verdade.
Para pensar. Como anda a nossa vida fraterna? Como anda o amor fraterno na comunidade e nas nossas famílias? Sabemos acolher os que pensam e agem diferente de nós?
Gesto concreto. Se há alguém com o qual não me relaciono, dar o primeiro passo, buscando a reconciliação.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Ascensão do Senhor – Jesus nos envia em missão
1ª leitura. Atos narra a ascensão de Jesus após 40 dias de catequese com os discípulos. Jesus promete a vinda do Espírito para fazer dos discípulos testemunhas da ressurreição em todo mundo e promete um dia seu retorno.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que se eleva ao mais alto dos céus.
2ª leitura. Paulo exorta a comunidade a guardar a unidade pela paz, porque há um só Corpo de Cristo que é a comunidade unidade entre si.
Evangelho. Jesus, antes de voltar para o Pai, envia os discípulos em missão pelo mundo, que se sentem acompanhados por ele em seu trabalho missionário.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos duas realidades na Ascensão de Jesus: 1ª) Jesus levou nossa humanidade para junto de Deus mediante a sua ressurreição, pois Ele é verdadeiramente humano e verdadeiramente divino. 2ª) Ao voltar para o Pai, a missão de construir o Reino de Deus na história agora é da Igreja (discípulos de Jesus). Por isso não podemos ficar olhando para o céu esperando o Reino acontecer, mas arregaçar as mangas e trabalhar, seguindo os passos de Jesus, para que o Reino aconteça em nossa vida até que um dia ele se manifeste plenamente. Para isso Jesus derrama sobre nós seu Espírito (1ª leitura) que nos faz viver o amor fraterno (2ª leitura) que testemunha que Jesus vive.
Para pensar. Pelo sacramento do crisma somos enviados por Jesus a evangelizar o mundo. Temos sido fieis nessa missão?
Gesto concreto.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de Pentecostes – Espírito Santo – memória do que Jesus fez
1ª leitura. Atos narra a vinda do Espírito provocando a união dos povos pela fé em Jesus.
Salmo. O salmista clama a vinda do Espírito que provoca a renovação da vida na terra.
2ª leitura. Paulo nos ensina que o Espírito provoca diversidade de dons e de ministérios mas todos vividos na unidade e na comunhão, tendo em vista o bem comum.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade, envia a comunidade em missão e sopra sobre eles o Espírito Santo, lhes dando autoridade para perdoar os pecados.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo judeu celebrava em Pentecostes a festa das colheitas e da festa do dom da Torá, ou seja, o dia no qual Deus deu os mandamentos para seu povo no Sinai. Para o autor de At, o Espírito Santo vem para escrever essa mesma Palavra agora no coração de toda a humanidade, pois todas as nações podem se unir pela fé em Jesus (1ª leitura). O Espírito Santo é derramado sobre a comunidade para que ela continue a missão de Jesus (evangelho) construindo a reconciliação entre as pessoas. O Espírito Santo derrama inúmeros dons e carismas sobre os membros da comunidade, tendo em vista o bem da mesma comunidade e para que ela cresça na unidade e na comunhão de vida (2ª leitura).
Para pensar. Nossa comunidade sabe respeitar os diversos dons das pessoas e procura viver na unidade e comunhão?
Gesto concreto. Rezar pedindo que o Espírito Santo faça a Igreja crescer na unidade e no amor.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

tempo comum

10º domingo do tempo comum – Jesus nos liberta do mal
1ª leitura. Gn 3,9-15. O texto narra a consequência da desobediência de Adão e Eva: desentendimentos entre si e entre Deus; Deus amaldiçoa a serpente e coloca oposição entre ela e a mulher.
Salmo. Sl 129. O salmista, confiante, deposita nas mãos de Deus, o seu pecado.
2ª leitura. 2Cor 4,13-18-5,1. Paulo ensina à comunidade o motivo pelo qual não desanima de evangelizar: a promessa da ressurreição.
Evangelho. Mc 3,20-35. Jesus debate com os fariseus ensinando que Ele expulsa o mal pelo poder de Deus e que não crer nisso é pecar contra o Espírito; ensina também que faz parte sua família todo aquele que faz a vontade de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, o mal entrou no mundo pelo pecado da humanidade (1ª leitura), mas, Jesus é o enviado do Pai para expulsar o mal presente no mundo (evangelho). Sendo discípulos de Jesus, possuímos a mesma missão de expulsar o mal presente no mundo, refazendo da terra o paraíso perdido pelo pecado, realizando a vontade de Deus. É necessária nossa coragem diante das dificuldades (2ª leitura), pois Deus tem a promessa da ressurreição para os discípulos de Jesus.
Para pensar. Em nosso dia a dia, temos consciência de mais obedecer ou desobedecer a Deus? Somos animados ou desanimados em nosso serviço de evangelização? Quais as realidades más presentes em nossa comunidade? Esforçamos para combate-las?
Gesto concreto. Detectar uma situação de sofrimento na vizinhança e ter uma atitude concreta para saná-la.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

11º domingo do tempo comum – Esperança do Reino de Deus
1ª leitura. Ez 17, 22-24. O profeta Ezequiel anuncia a restauração de Israel, usando a alegoria do agricultor que planta um pequeno galho e o vê crescer.
Salmo. Sl 91. O salmista canta a felicidade de quem é justo.
2ª leitura. 2Cor 5,6-10. Paulo ensina à comunidade que devemos nos empenhar em sermos agradáveis a Deus, quer ainda estejamos na história ou já na vida eterna.
Evangelho. Mc 4,26-34. Jesus compara o Reino de Deus à semente plantada na terra que, por força própria, cresce até o ponto da colheita. Também compara o Reino ao grão de mostarda que, sendo a menor semente, depois se torna a maior árvore, abrigando os pássaros.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus é o pregador do Reino de Deus, o mundo novo instaurado pela justiça de Deus. O Reino conta com nossa colaboração para poder crescer (2ª leitura), mas será definitivamente instaurado pelo poder de Deus. Com ou sem nossa ajuda, um dia, o Reino será instaurado definitivamente (evangelho). Da mesma forma como o povo israelita esperava a restauração de Israel (1ª leitura), devemos esperar a consumação do Reino, mas de forma operante e colaborativa com o mesmo.
Para pensar. Nutrimos a esperança de dias melhores, ou somos descrentes com o futuro? Procuramos agradar a Deus com nossas atitudes? Esperamos e colaboramos para que o Reino de Deus (mundo justo e fraterno) aconteça em nossa vida, comunidade e sociedade?
Gesto concreto. Visitar um idoso ou enfermo e levar-lhe uma palavra de esperança.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

12º domingo do tempo comum – Jesus nunca nos abandona
1ª leitura. Jó 38,1.8-11. Deus responde a Jó, do meio da tempestade, mostrando que sua compreensão acerca da vida e do sofrimento, é limitada.
Salmo. Sl 106.  O salmista canta ao Deus poderoso, capaz de controlar a natureza.
2ª leitura. 2Cor 5,14-17. Paulo ensina à comunidade que devemos viver para Cristo que morreu e ressuscitou por nós. Quem está em Cristo é nova criatura.
Evangelho. Mc 4,35-41. Jesus acalma a tempestade, fazendo os discípulos encherem-se de temor diante dAquele que tem poder sobre a natureza.
Trazendo os textos pra perto da gente. Numa leitura simbólica da Bíblia, o mar pode simbolizar a vida e o barco, a Igreja. Para superar as dificuldades é necessário estarmos na comunidade: sozinhos nem sempre superamos. Jesus é aquele que está presente em nossa vida, mesmo que parecendo estar dormindo. Às vezes, as coisas podem sair do controle, mas devemos confiar na presença constante de Deus ao nosso lado. O sofrimento faz parte de nossa vida e não conseguimos compreender o seu sentido (1ª leitura), mas devemos confiar que Jesus caminha conosco e nos ajuda a superá-lo (evangelho). Uma vez que, pelo batismo, assumimos o compromisso do discipulado cristão, Jesus deve ser a referência e modelo de nossa vida (2ª leitura).
Para pensar. Quando sofremos, confiamos na presença de Deus ou achamos que Ele nos abandonou? Jesus é verdadeiramente o modelo para o nosso pensar, sentir e agir? Quais são as circunstancias que tem feito a nossa vida e estabilidade balançarem?
Gesto concreto. Visitar uma pessoa da comunidade que esteja passando por um momento de tribulação.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

14º domingo do tempo comum – Jesus: o profeta rejeitado
1ª leitura. Ez 2,2-5. Deus envia o profeta Ezequiel para censurar a rebeldia do povo e para que este saiba que Deus não os esqueceu.
Salmo. Sl 122. O salmista canta a sua confiança em Deus, depositando apenas Nele o seu olhar e sua prece.
2ª leitura. 2Cor 12,7-10. Paulo argumenta que o seu “espinho na carne” é para que não fique orgulhoso, mas estímulo a confiar que em sua fraqueza Deus se manifesta.
Evangelho. Mc 6,1-6. O povo de Nazaré rejeita a Jesus, mesmo ficando admirados com o seu ensinamento. Jesus censura-lhes a falta de fé.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus não usa de fatos ou pessoas extraordinárias para se manifestar em nosso meio. Ele pode usar as pessoas simples da comunidade e os fatos cotidianos para nos revelar o seu querer. O povo simples costuma dizer que “santo de casa não faz milagre”. Porque não? Precisamos acolher o testemunho evangélico das pessoas simples de nossa família, vizinhança e comunidade, caso contrário, poderemos estar rejeitando verdadeiros profetas (evangelho / 1ª leitura). Todos na comunidade possuem fragilidades, mas estas não são empecilhos para que possam evangelizar e fazer o Reino de Deus acontecer (2ª leitura).
Para pensar. Quem são os profetas e profetizas de nossa comunidade? Damos a devida atenção à palavra e exemplo das pessoas mais simples da comunidade e de nossa família? Quais são as nossas fragilidades que nos ensinam a ser mais humildes?
Gesto concreto. Dar atenção à palavra e ensinamento dos mais simples e humildes de nossa comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

15º domingo do tempo comum – somos profetas do Reino
1ª leitura. Am 7,12-15. O profeta Amós responde ao sacerdócio Amasias que não é profeta profissional, mas sim por chamado de Deus.
Salmo. Sl 84. O salmista manifesta o seu desejo de escutar a Palavra de Deus.
2ª leitura. Ef 1,3-10. Paulo nos ensina que Deus nos escolheu para a santidade no amor; para sermos seus filhos adotivos por Jesus; que pelo sangue de Cristo fomos libertos e nossos pecados perdoados; Deus nos concedeu conhecer esse lindo mistério.
Evangelho. Mc 6,7-13. Jesus envia seus discípulos para libertar o povo dos espíritos impuros. Os discípulos devem apresentar-se pobres, serem hospitaleiros e propor o ensinamento de Jesus com liberdade.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os discípulos de Jesus devem exercer a mesma missão que o Mestre: construir o Reino de Deus, na solidariedade aos que sofrem (evangelho). Falando e agindo em nome e conforme o Mestre, estarão exercendo a sua profecia (1ª leitura). O profeta é aquele que fala em nome de Deus: anuncia o Reino, denuncia os pecados e consola os que sofrem. O mistério da redenção e de nossa adoção como filhos por parte de Deus, deve ser a grande motivação de nossa vida de discípulos (2ª leitura).
Para pensar. Pelo batismo, nós fomos ungidos profetas: anunciadores da vontade de Deus. Exercermos essa vocação em nossa família, comunidade e sociedade? Pelo crisma, fomos ungidos apóstolos e missionários do evangelho. Exercemos esse apostolado em nossa comunidade? Somos gratos a Deus pelas maravilhas que realizou em nossa vida mediante Jesus?
Gesto concreto. Visitar um enfermo da comunidade e levar-lhe uma palavra de conforto e carinho.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

16º domingo do tempo comum – Jesus, o bom pastor
1ª leitura. Jr 23,1-6. Deus censura, através do profeta Jeremias, os maus líderes do povo, que ao invés de cuidarem do rebanho, deixaram-no se perder.
Salmo. Sl 22. O salmista canta ao Senhor que é o Pastor de sua vida.
2ª leitura. Ef 2,13-18. Paulo nos ensina que Jesus é nossa paz e que, em seu corpo, Ele superou a divisão que existia na humanidade.
Evangelho. Mc 6,30-34. Jesus, diante da multidão sofrida, sente compaixão pois nota que são como ovelhas sem pastor.
Trazendo os textos pra perto da gente. O pastor, na Bíblia, simboliza o líder do povo (político ou religioso). O bom líder é aquele que cuida do povo, está atento às suas necessidades e o faz crescer e amadurecer. Os líderes que não se responsabilizam pelo bem estar do povo, serão cobrados por Deus (1ª leitura). Jesus é o bom pastor por excelência que, sempre atento ao sofrimento do povo, age para consolá-lo (evangelho / salmo). Deus, por meio de Jesus, reconciliou a humanidade toda, fazendo dela uma só família, superando preconceitos que nos dividem (2ª leitura).
Para pensar. Atualmente quem são os bons pastores do povo? Quais são os maus pastores do povo?
Gesto concreto. Exercer a atitude de cuidado (pastoreio) para com as pessoas mais necessitadas da comunidade (enfermos, idosos, pobres).
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

17º domingo do tempo comum – alimento para todos: sinal do Reino de Deus
1ª leitura. 2Rs 4,42-44. Estimulado por Eliseu, um homem de Baal-Salisa partilha as primícias (que era pertencente a Deus) que tem com grande quantidade de pessoas.
Salmo. Sl 144. O salmista canta a providência divina que sacia todo ser vivo com fartura.
2ª leitura. Ef 4,1-6. Paulo ensina à comunidade que há um só Corpo e um só Espírito e que, por isso, a comunidade deve se esforçar por guardar a unidade pelo vínculo da paz.
Evangelho. Jo 6,1-15. Jesus realiza a partilha dos pães e dos peixes, é reconhecido com o Profeta que devia vir, mas se recolhe ao perceber que querem-no fazer Rei.
Trazendo os textos pra perto da gente. Um dos sinais da chegada do Messias era a abundância de comida que mataria a fome dos famintos. Jesus, inspirado nos profetas, ensina que o segredo para combater a fome é cada um partilhar o pouco que tem (1ª leitura / evangelho). Matará a fome e ainda sobrará. O grande responsável pela fome das pessoas é o nosso egoísmo. Através de nossa solidariedade e partilha, a providência divina se manifestará (salmo). Uma comunidade que se esforça por viver a união é uma comunidade que testemunha sua fidelidade a Jesus e a seu evangelho (2ª leitura).
Para pensar. Sou capaz de partilhar os meus bens com os mais necessitados? Desperdiço comida? Há famintos em nossa comunidade sem a devida assistência da mesma?
Gesto concreto. Prestar ajuda a uma família necessitada que esteja passando fome.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

QUE O SENHOR TE ABENÇOE

  QUE O SENHOR TE ABENÇOE! Na Solenidade da Santa Mãe de Deus , celebrada no início de cada ano, a liturgia propõe como primeira leitura o t...