10º domingo
do tempo comum – Jesus nos liberta do mal
1ª
leitura. Gn 3,9-15. O texto narra a consequência da desobediência de Adão e
Eva: desentendimentos entre si e entre Deus; Deus amaldiçoa a serpente e coloca
oposição entre ela e a mulher.
Salmo.
Sl 129. O salmista, confiante, deposita nas mãos de Deus, o seu pecado.
2ª
leitura. 2Cor 4,13-18-5,1. Paulo ensina à comunidade o motivo pelo qual não desanima
de evangelizar: a promessa da ressurreição.
Evangelho.
Mc 3,20-35. Jesus debate com os fariseus ensinando que Ele expulsa o mal pelo
poder de Deus e que não crer nisso é pecar contra o Espírito; ensina também que
faz parte sua família todo aquele que faz a vontade de Deus.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, o mal entrou no mundo pelo
pecado da humanidade (1ª leitura), mas, Jesus é o enviado do Pai para expulsar
o mal presente no mundo (evangelho). Sendo discípulos de Jesus, possuímos a
mesma missão de expulsar o mal presente no mundo, refazendo da terra o paraíso
perdido pelo pecado, realizando a vontade de Deus. É necessária nossa coragem
diante das dificuldades (2ª leitura), pois Deus tem a promessa da ressurreição
para os discípulos de Jesus.
Para
pensar. Em nosso dia a dia, temos consciência de mais obedecer ou desobedecer a
Deus? Somos animados ou desanimados em nosso serviço de evangelização? Quais as
realidades más presentes em nossa comunidade? Esforçamos para combate-las?
Gesto
concreto. Detectar uma situação de sofrimento na vizinhança e ter uma atitude
concreta para saná-la.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
11º domingo
do tempo comum – Esperança do Reino de Deus
1ª
leitura. Ez 17, 22-24. O profeta Ezequiel anuncia a restauração de Israel,
usando a alegoria do agricultor que planta um pequeno galho e o vê crescer.
Salmo.
Sl 91. O salmista canta a felicidade de quem é justo.
2ª
leitura. 2Cor 5,6-10. Paulo ensina à comunidade que devemos nos empenhar em
sermos agradáveis a Deus, quer ainda estejamos na história ou já na vida
eterna.
Evangelho.
Mc 4,26-34. Jesus compara o Reino de Deus à semente plantada na terra que, por
força própria, cresce até o ponto da colheita. Também compara o Reino ao grão de
mostarda que, sendo a menor semente, depois se torna a maior árvore, abrigando
os pássaros.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Jesus é o pregador do Reino de Deus, o mundo novo
instaurado pela justiça de Deus. O Reino conta com nossa colaboração para poder
crescer (2ª leitura), mas será definitivamente instaurado pelo poder de Deus. Com
ou sem nossa ajuda, um dia, o Reino será instaurado definitivamente
(evangelho). Da mesma forma como o povo israelita esperava a restauração de
Israel (1ª leitura), devemos esperar a consumação do Reino, mas de forma
operante e colaborativa com o mesmo.
Para
pensar. Nutrimos a esperança de dias melhores, ou somos descrentes com o
futuro? Procuramos agradar a Deus com nossas atitudes? Esperamos e colaboramos
para que o Reino de Deus (mundo justo e fraterno) aconteça em nossa vida,
comunidade e sociedade?
Gesto
concreto. Visitar um idoso ou enfermo e levar-lhe uma palavra de esperança.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
12º domingo
do tempo comum – Jesus nunca nos abandona
1ª
leitura. Jó 38,1.8-11. Deus responde a Jó, do meio da tempestade, mostrando que
sua compreensão acerca da vida e do sofrimento, é limitada.
Salmo.
Sl 106. O salmista canta ao Deus
poderoso, capaz de controlar a natureza.
2ª
leitura. 2Cor 5,14-17. Paulo ensina à comunidade que devemos viver para Cristo
que morreu e ressuscitou por nós. Quem está em Cristo é nova criatura.
Evangelho.
Mc 4,35-41. Jesus acalma a tempestade, fazendo os discípulos encherem-se de
temor diante dAquele que tem poder sobre a natureza.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Numa leitura simbólica da Bíblia, o mar pode
simbolizar a vida e o barco, a Igreja. Para superar as dificuldades é
necessário estarmos na comunidade: sozinhos nem sempre superamos. Jesus é
aquele que está presente em nossa vida, mesmo que parecendo estar dormindo. Às vezes,
as coisas podem sair do controle, mas devemos confiar na presença constante de
Deus ao nosso lado. O sofrimento faz parte de nossa vida e não conseguimos
compreender o seu sentido (1ª leitura), mas devemos confiar que Jesus caminha
conosco e nos ajuda a superá-lo (evangelho). Uma vez que, pelo batismo,
assumimos o compromisso do discipulado cristão, Jesus deve ser a referência e
modelo de nossa vida (2ª leitura).
Para
pensar. Quando sofremos, confiamos na presença de Deus ou achamos que Ele nos
abandonou? Jesus é verdadeiramente o modelo para o nosso pensar, sentir e agir?
Quais são as circunstancias que tem feito a nossa vida e estabilidade balançarem?
Gesto
concreto. Visitar uma pessoa da comunidade que esteja passando por um momento
de tribulação.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
14º
domingo do tempo comum – Jesus: o profeta rejeitado
1ª
leitura. Ez 2,2-5. Deus envia o profeta Ezequiel para censurar a rebeldia do povo
e para que este saiba que Deus não os esqueceu.
Salmo. Sl
122. O salmista canta a sua confiança em Deus, depositando apenas Nele o seu
olhar e sua prece.
2ª
leitura. 2Cor 12,7-10. Paulo argumenta que o seu “espinho na carne” é para que não
fique orgulhoso, mas estímulo a confiar que em sua fraqueza Deus se manifesta.
Evangelho.
Mc 6,1-6. O povo de Nazaré rejeita a Jesus, mesmo ficando admirados com o seu
ensinamento. Jesus censura-lhes a falta de fé.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Deus não usa de fatos ou pessoas extraordinárias para
se manifestar em nosso meio. Ele pode usar as pessoas simples da comunidade e
os fatos cotidianos para nos revelar o seu querer. O povo simples costuma dizer
que “santo de casa não faz milagre”. Porque não? Precisamos acolher o
testemunho evangélico das pessoas simples de nossa família, vizinhança e
comunidade, caso contrário, poderemos estar rejeitando verdadeiros profetas
(evangelho / 1ª leitura). Todos na comunidade possuem fragilidades, mas estas não
são empecilhos para que possam evangelizar e fazer o Reino de Deus acontecer (2ª
leitura).
Para
pensar. Quem são os profetas e profetizas de nossa comunidade? Damos a devida atenção
à palavra e exemplo das pessoas mais simples da comunidade e de nossa família? Quais
são as nossas fragilidades que nos ensinam a ser mais humildes?
Gesto
concreto. Dar atenção à palavra e ensinamento dos mais simples e humildes de
nossa comunidade.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
15º domingo
do tempo comum – somos profetas do Reino
1ª
leitura. Am 7,12-15. O profeta Amós responde ao sacerdócio Amasias que não é
profeta profissional, mas sim por chamado de Deus.
Salmo.
Sl 84. O salmista manifesta o seu desejo de escutar a Palavra de Deus.
2ª
leitura. Ef 1,3-10. Paulo nos ensina que Deus nos escolheu para a santidade no
amor; para sermos seus filhos adotivos por Jesus; que pelo sangue de Cristo
fomos libertos e nossos pecados perdoados; Deus nos concedeu conhecer esse
lindo mistério.
Evangelho.
Mc 6,7-13. Jesus envia seus discípulos para libertar o povo dos espíritos impuros.
Os discípulos devem apresentar-se pobres, serem hospitaleiros e propor o
ensinamento de Jesus com liberdade.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Os discípulos de Jesus devem exercer a mesma missão
que o Mestre: construir o Reino de Deus, na solidariedade aos que sofrem
(evangelho). Falando e agindo em nome e conforme o Mestre, estarão exercendo a
sua profecia (1ª leitura). O profeta é aquele que fala em nome de Deus: anuncia
o Reino, denuncia os pecados e consola os que sofrem. O mistério da redenção e
de nossa adoção como filhos por parte de Deus, deve ser a grande motivação de
nossa vida de discípulos (2ª leitura).
Para
pensar. Pelo batismo, nós fomos ungidos profetas: anunciadores da vontade de Deus.
Exercermos essa vocação em nossa família, comunidade e sociedade? Pelo crisma,
fomos ungidos apóstolos e missionários do evangelho. Exercemos esse apostolado
em nossa comunidade? Somos gratos a Deus pelas maravilhas que realizou em nossa
vida mediante Jesus?
Gesto
concreto. Visitar um enfermo da comunidade e levar-lhe uma palavra de conforto
e carinho.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
16º domingo
do tempo comum – Jesus, o bom pastor
1ª
leitura. Jr 23,1-6. Deus censura, através do profeta Jeremias, os maus líderes do
povo, que ao invés de cuidarem do rebanho, deixaram-no se perder.
Salmo.
Sl 22. O salmista canta ao Senhor que é o Pastor de sua vida.
2ª
leitura. Ef 2,13-18. Paulo nos ensina que Jesus é nossa paz e que, em seu
corpo, Ele superou a divisão que existia na humanidade.
Evangelho.
Mc 6,30-34. Jesus, diante da multidão sofrida, sente compaixão pois nota que são
como ovelhas sem pastor.
Trazendo
os textos pra perto da gente. O pastor, na Bíblia, simboliza o líder do povo
(político ou religioso). O bom líder é aquele que cuida do povo, está atento às
suas necessidades e o faz crescer e amadurecer. Os líderes que não se
responsabilizam pelo bem estar do povo, serão cobrados por Deus (1ª leitura).
Jesus é o bom pastor por excelência que, sempre atento ao sofrimento do povo,
age para consolá-lo (evangelho / salmo). Deus, por meio de Jesus, reconciliou a
humanidade toda, fazendo dela uma só família, superando preconceitos que nos
dividem (2ª leitura).
Para
pensar. Atualmente quem são os bons pastores do povo? Quais são os maus
pastores do povo?
Gesto
concreto. Exercer a atitude de cuidado (pastoreio) para com as pessoas mais
necessitadas da comunidade (enfermos, idosos, pobres).
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
17º domingo
do tempo comum – alimento para todos: sinal do Reino de Deus
1ª
leitura. 2Rs 4,42-44. Estimulado por Eliseu, um homem de Baal-Salisa partilha as
primícias (que era pertencente a Deus) que tem com grande quantidade de
pessoas.
Salmo.
Sl 144. O salmista canta a providência divina que sacia todo ser vivo com
fartura.
2ª
leitura. Ef 4,1-6. Paulo ensina à comunidade que há um só Corpo e um só
Espírito e que, por isso, a comunidade deve se esforçar por guardar a unidade
pelo vínculo da paz.
Evangelho.
Jo 6,1-15. Jesus realiza a partilha dos pães e dos peixes, é reconhecido com o
Profeta que devia vir, mas se recolhe ao perceber que querem-no fazer Rei.
Trazendo
os textos pra perto da gente. Um dos sinais da chegada do Messias era a
abundância de comida que mataria a fome dos famintos. Jesus, inspirado nos
profetas, ensina que o segredo para combater a fome é cada um partilhar o pouco
que tem (1ª leitura / evangelho). Matará a fome e ainda sobrará. O grande responsável
pela fome das pessoas é o nosso egoísmo. Através de nossa solidariedade e
partilha, a providência divina se manifestará (salmo). Uma comunidade que se
esforça por viver a união é uma comunidade que testemunha sua fidelidade a
Jesus e a seu evangelho (2ª leitura).
Para
pensar. Sou capaz de partilhar os meus bens com os mais necessitados? Desperdiço
comida? Há famintos em nossa comunidade sem a devida assistência da mesma?
Gesto
concreto. Prestar ajuda a uma família necessitada que esteja passando fome.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário