5ª feira santa, ano a. A
Eucaristia nos lança ao serviço dos irmãos.
1ª leitura. O texto do Êxodo nos
narra a preparação da Páscoa, libertação do povo hebreu do Egito, através da
ceia pascal e aspersão do sangue do cordeiro nas portas.
Salmo. O salmista canta a alegria da
salvação de Deus, manifestando sua gratidão através do cálice da benção.
2ª leitura. Paulo testemunha o que
recebeu do Senhor em relação à celebração da eucaristia.
Evangelho. O texto narra a última
ceia de Jesus na versão do evangelista João, dando destaque a Jesus lavando os
pés de seus discípulos.
Trazendo os textos pra perto da
gente. O povo judeu celebrava sua maior festa, a Páscoa através de uma ceia, na
qual se comia o cordeiro, recordando a libertação do Egito. Jesus aproveitou
dessa ceia para dar um novo sentido: agora para seus discípulos, a ceia pascal
recordará a entrega de Jesus. O pão nos recordará seu corpo doado aos
sofredores. O vinho nos recordará seu sangue derramado pela luta pela justiça.
Desta maneira, a comunidade cristã revive em cada santa missa a
vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. O evangelista João nos lembra que
celebrar a eucaristia deve estar unida à prática do serviço aos irmãos (lava
pés). O serviço aos irmãos, sobretudo os que sofrem, também é outra forma de
reviver, relembrar e atualizar Jesus Cristo nos dias atuais.
Para pensar. Participo com piedade da
eucaristia quando tenho possibilidade? Coloca-me a serviço de minha comunidade
e de meus irmãos e irmãs?
Gesto concreto. Procurar servir
desinteressadamente a uma pessoa enxergando nela a presença de Jesus.
Espiritualidade. Doar-se por inteiro
aos demais, em cada atitude cotidiana.
Deus nos abençoe e nos conceda sempre
celebrar a Eucaristia e viver o mandamento do amor. Fr. Inácio José, mercedário
6ª feira santa – A Cruz, sinal do amor de Deus por
nós.
1ª leitura. O texto narra o último
“cântico do servo”, no qual este padece pela justiça e em expiação dos pecados
do povo.
Salmo. O salmista canta a esperança e
confiança de ser salvo por Deus em meio às suas tribulações.
2ª leitura. O autor de Hebreus nos convida
a confiar em Jesus que conhece os nosso sofrimentos pois os experimentou, mas
hoje está glorioso junto de Deus.
Evangelho. O texto narra a paixão de
Jesus segundo o evangelho de João. Sua prisão, condenação e morte.
Trazendo os textos pra perto da gente.
A morte de Jesus foi consequência de sua vida. Ao pregar o Reino de Deus,
curando as pessoas e enfrentando as autoridades político-religiosas de seu
tempo, Jesus assumiu o risco de ser profeta, incomodou os poderosos que
tramaram a sua morte. Meditar a paixão de Jesus deve nos levar a assumir os
mesmos riscos que Jesus assumiu, lutando pelo bem, pela verdade e pela justiça,
mesmo que isso nos cause perseguição. Os discípulos de Jesus, após sua
ressurreição releram sua vida e paixão como expiação de nossos pecados mas, ao
mesmo tempo, percebem na morte de Jesus, a maior doação de amor que Deus pôde
fazer para salvar a humanidade. Se ponto de vista histórico, a morte de Jesus
foi o assassinato do profeta galileu, do ponto de vista da fé, a morte de Jesus
é sua entrega de amor pela salvação da humanidade.
Para pensar. Quem são os crucificados
de nossa comunidade? O que podemos fazer para minimizar-lhes as dores e
tirá-los da cruz? Somos capazes de sofrer por lutar pelo bem, pela verdade e
pela justiça? Somos capazes de nos doar por amor?
Gesto concreto. Visitar os doentes e
procurar consolá-los em seus sofrimentos.
Espiritualidade. Compadecer-se dos
sofrimentos dos demais.
Deus nos abençoe e nos conceda
contemplar na cruz de Jesus a maior prova do amor de Deus por nós. Fr. Inácio
José, mercedário.
Domingo de Ramos e da Paixão do
Senhor – Jesus, o messias dos pequenos
1º evangelho. O texto narra a entrada
de Jesus em Jerusalém na versão de Mateus.
1ª leitura. O texto é um dos
“cânticos do servo” de Isaías, no qual o servo assume a postura de discípulo e
de se manter firme diante das perseguições.
Salmo. O salmista lamenta diante de
Deus as perseguições sofridas mas canta a esperança de sua salvação.
2ª leitura. Paulo nos relata que
Jesus não apegou à glória de ser Deus, mas assumiu nossa condição humana,
sofrendo e morrendo, ao que Deus lhe exalta mediante sua ressurreição.
2º evangelho. O texto narra a paixão
de Jesus na versão de Mateus. Seu julgamento, condenação e morte.
Trazendo os textos pra perto da
gente. Jesus mesmo tendo consciência de que sua vida poderia estar em risco,
vai a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Sua entrada suscitou no coração do povo
a esperança de que Ele fosse o messias esperado. De fato o era, mas não ao modo
concebido pela maioria do povo judeu. Jesus assumiu o messianismo do “servo” dos
cânticos de Isaías: alguém que assume a missão de ser luz das nações, na
solidariedade aos que sofrem, sem usar da violência, mantendo-se firme diante
das perseguições e até mesmo diante da morte injusta. Jesus salva consumindo e
entregando a sua vida, como sinal de amor gratuito por todos os sofredores.
Para pensar. Consigo perceber Jesus
como messias que salva mediante o serviço amoroso e gratuito ou prefiro
conceber Jesus como messias poderoso que “resolve nossos problemas como um
passe de mágica?” Como estão as minhas disposições para celebrar essa semana santa?
Espiritualidade. Indignar-se diante
das injustiças presentes no mundo.
Deus nos abençoe e conceda uma boa semana santa. Fr.
Inácio José, mercedário
Domingo da ressurreição de Jesus –
Ressurreição: resposta do Pai à vida justa de Jesus
1ª leitura. O texto nos narra o
discurso de Pedro: anuncia Jesus que passou pelo mundo fazendo o bem, sua morte
injusta e sua ressurreição por obra do Pai, se tornando fonte de perdão para
todos o que nele crerem.
Salmo. O salmista nos convida a dar
graças a Deus pelas maravilhas que realiza em nossa história.
2ª leitura. Paulo nos ensina que se
ressuscitamos com Jesus mediante o batismo, devemos portanto buscar as coisas
do alto, ou seja, procurar em tudo fazer a vontade de Deus.
Evangelho. O texto narra o encontro
do túmulo vazio por Maria Madalena, o discípulo amado e Pedro. Apenas o
discípulo amado viu e creu, os demais não.
Trazendo os textos pra perto da
gente. A ressurreição de Jesus foi a resposta do Pai, diante da morte injusta
do Filho, confirmando que em tudo o que fazia, Jesus correspondia ao projeto do
Pai. O justo não fica sem resposta divina diante da injustiça sofrida. Deus
ressuscita Jesus, o leva para junto de si e, por sua graça, faz com que os
discípulos experimentem que o Mestre, outrora morto, agora está vivo plenamente
e caminha junto deles. Para fazer a experiência é necessário crer em primeiro
lugar. Somente pela fé, os sinais de morte (tumulo vazio), podem se tornar
sinais de vida em plenitude (ressurreição, vitória definitiva sobre a morte).
Provamos aos demais que Jesus está ressuscitado é sobretudo mediante o nosso
testemunho alegre e convicto de seguimento dos ensinamentos de Jesus.
Para pensar. Quais são os sinais de
ressurreição que posso encontrar na minha vida? E na vida de minha comunidade?
Gesto concreto. Procurar demonstrar a
alegria de ser católico, partilhando com os demais a nossa fé em Jesus.
Espiritualidade. Sempre confiar que a
vida e o bem vencerão a morte e a maldade presentes no mundo.
Deus nos abençoe e nos conceda
experimentar em nossa vida a força da ressurreição de Jesus. Fr. Inácio José,
mercedário
Vigília Pascal.
1ª leitura. O texto narra a criação
do universo por obra de Deus.
Salmo: o salmista convida a cantar as
maravilhas de Deus na criação e manutenção da vida do universo.
2ª leitura. O texto narra a
fidelidade de Abraão a Deus em dispor de seu filho em sacrifício e a promessa
divina de descendência.
Salmo: o salmista canta a sua
confiança unicamente depositada em Deus que não lhe deixará provar da morte.
3ª leitura. O texto narra a
libertação do povo hebreu da escravidão do Egito.
Salmo: trata-se do cântico do povo
libertado, dando graças a Deus pela libertação alcançada.
4ª leitura. Deus mediante o profeta
convida a todos a se aproximarem de seu banquete; aos pecadores convida à
conversão e promete que sua Palavra não lhe retorna sem causar o seu efeito.
Salmo: o salmista canta a alegria de
beber nos mananciais da salvação de Deus.
5ª leitura. Paulo anuncia que nosso
“velho homem” foi crucificado com Cristo, afim de que experimentemos a força de
sua ressurreição em nossa vida.
Evangelho: o texto narra as mulheres
encontrando o túmulo vazio e o testemunho angelical de Jesus está vivo.
Trazendo os textos pra perto da
gente. Com a ressurreição de Jesus uma nova criação acontece: a morte não tem
mais poder sobre Ele e nem sobre o que nele creem. Hoje recapitulamos numa
celebração toda a história da salvação: desde a criação, passando pela promessa
a Abraão, pela libertação do povo eleito da escravidão, e, agora pela
libertação definitiva pela ressurreição de Jesus: a libertação do pecado e da
morte. Jesus morreu e ressuscitou e somos parte de seu corpo que é a Igreja.
Por isso devemos também morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova
condizente com os valores do evangelho.
Para pensar: recordo e celebro a data
de meu batismo, momento no qual morri e ressuscitei com Cristo? Em que preciso
“morrer” para me tornar mais comprometido com o evangelho de Jesus?
Gesto concreto: celebrar com alegria
a ressurreição de Jesus. Descobrir e celebrar a data de nosso batismo.
Espiritualidade. Cultivar a vida nova
que Jesus nos deu pelo batismo.
Deus nos abençoe e nos conceda
experimentar em nossa vida a força da ressurreição de Jesus. Fr. Inácio José,
mercedário