Quarta feira de cinzas, ano a – chamados à penitência.
1ª leitura. O profeta Joel convida a todo o povo a fazer penitência e a mudar de vida. Diante do arrependimento do povo, Deus desiste do castigo ameaçado.
Salmo. O salmista confessa seu pecado diante de Deus e faz experiência de sua misericórdia.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Corinto, que somos embaixadores da reconciliação e que devemos nos deixar reconciliar com Deus.
Evangelho. Jesus ensina aos seus discípulos que as práticas de piedade não devem ser feitas para ganhar elogios dos homens, mas para nos favorecer a comunhão com Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Iniciamos o tempo litúrgico da quaresma que nos prepara para celebrar a Paixão e Ressurreição de Jesus. Nesses quarenta dias somos convocados a fazer penitência e a assumir o convite à conversão. Através do jejum conseguimos o autodomínio; através da esmola exercermos a nossa solidariedade para com os pobres e através da oração, crescemos em nossa comunhão com Deus. Dessa forma bem nos preparamos para a celebração da festa maior do Cristianismo.
Para pensar. O que preciso jejuar nessa quaresma? O que preciso partilhar com os demais nessa quaresma? Quanto tempo por dia, tirarei para estar junto de Deus em oração?
Espiritualidade. Cultivar o exame de consciência como meio de crescimento na vida espiritual.
Gesto concreto. Aquilo que for objeto de nosso jejum quaresmal deve ser tornado esmola, ou seja partilhado com os pobres.
Deus nos abençoe e nos conceda santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário
1º domingo quaresma, ano a – com Jesus somos vencedores das tentações.
1ª leitura. O texto narra o pecado original, o pecado da desobediência a Deus.
Salmo. O salmista canta a misericórdia e a bondade de Deus.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Roma que do mesmo como pelo pecado e desobediência de um só homem o pecado entrou na humanidade, pela obediência e santidade de um só – Jesus Cristo, a graça de Deus veio para restaurar a humanidade.
Evangelho. O texto narra as tentações de Jesus no deserto na versão de Mateus. Jesus sai vencedor por sua fidelidade à Palavra de Deus, nos ensinando como devemos resistir às propostas que são contrárias ao evangelho em nossa vida.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus assume em si a história do povo de Israel. O povo atravessando o deserto não conseguiu viver a fidelidade a Deus, Jesus, por sua firmeza na Palavra, resiste às tentações do poder, do falso messianismo e do ter. O pecado original consiste na ambição humana de querer se colocar no lugar de Deus, ao passo com que Jesus, aprendemos a verdadeira dependência que o ser humana deve para com Deus. Jesus nos ensinou o segredo para resistirmos ao Mal: escutar e praticar a Palavra de Deus.
Para pensar. Nos alimentamos da Palavra afim de resistirmos às propostas que são contrárias ao evangelho? Quais são as nossas tentações corriqueiras?
Espiritualidade. Cultivar momentos de silêncio como forma de se encontrar com Deus em seu interior.
Gesto concreto. Fazer exame de consciência para perceber onde tem sido as nossas maiores infidelidades ao projeto de Jesus.
Deus nos abençoe e nos conceda santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário
3º domingo quaresma, ano a – Jesus nos dá a água viva
1ª leitura. Moisés faz retirar água da pedra, para matar a sede do povo de Deus que caminhava pelo deserto.
Salmo. O salmista convoca o povo a abrir seu coração para Deus e não fechar seus corações como o povo outrora no deserto.
2ª leitura. Paulo nos ensina que a prova do amor de Deus é que Jesus morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
Evangelho. O texto narra o encontro de Jesus com a samaritana no poço. Jesus se revela como verdadeiro poço do qual jorra água viva que mata a nossa sede e se revela também como o verdadeiro “esposo” que nos reconcilia com Deus. Jesus rompe preconceitos da época para conversar com a samaritana e esta, por sua vez, se torna evangelizadora, anunciando Jesus aos seus conterrâneos.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus se revela à samaritana como o messias esperado pelo povo. Jesus possui em si a agua viva que mata a sede de amor do coração humano. Esta água viva é o dom do Espírito Santo que cada cristão recebe de Deus no momento de seu batismo. Quando permitimos que esse Espírito nos conduza, crescemos na nossa comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, superando os nossos preconceitos.
Para pensar. Qual valor damos ao nosso batismo, momento no qual, recebemos a água viva de Deus que nos mata a nossa sede de vida e de amor? Somos preconceituosos para com as pessoas ou dialogamos com todas, lhes anunciando o amor de Jesus?
Espiritualidade. Cultivar momentos de silêncio e oração, afim de encontrar a Deus no mais íntimo de si.
Gesto concreto. Procurar algum casal que esteja vivendo em situação irregular diante da Igreja e partilhar com eles a Palavra de Deus em um diálogo fraterno.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário
2º domingo da quaresma, ano a – a glória de Jesus se manifesta em sua humanidade
1ª leitura. Deus chama a Abraão a sair da sua terra e lhe promete enorme descendência.
Salmo. O salmista invoca a graça do Senhor e ensina que Ele abençoa os que O temem.
2ª leitura. Paulo ensina a Timóteo que somos salvos pela graça de Deus manifestada em Jesus e que por isso devemos permanecer firmes no evangelho.
Evangelho. O texto narra a transfiguração de Jesus, que tem por finalidade mostrar aos discípulos a divindade do Mestre escondida em sua humanidade. Trata-se de uma catequese que mostra que todo o Antigo Testamento (Moisés e Elias) testemunha que Jesus é Filho de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Por trás da humanidade de Jesus se escondia a sua divindade. De tão humano que era, Jesus só podia ser divino. Os discípulos iriam se deparar com morte de Jesus, e a transfiguração demonstrava que os discípulos deviam estar firmes na fidelidade a Jesus, porque mesmo sofrendo, nele se escondia a divindade. É fácil seguir a Jesus na glória e no louvor, mas e nos momentos de perseguição, sofrimento e dor?
Para pensar. Somos cristãos apenas de louvores a Deus ou somos cristãos de testemunho diário e cotidiano?
Espiritualidade. Cultivar a esperança de que, mesmo em meio aos nossos pecados, Deus por sua graça, haverá nos transfigurar segundo sua vontade.
Gesto concreto. Visitar um doente da comunidade e levar a ele uma palavra de conforto.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário
4º domingo da quaresma, ano a - Jesus rompe nossa cegueira
1ª leitura. O texto narra a unção de Davi. Deus não escolhe pelas aparências mas sim pelo coração.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus, sobretudo pelo seu pastoreio em meio ao povo.
2 a leitura. Paulo exorta a comunidade cristã de Éfeso a viver como filhos da luz e a não se associarem às obras das trevas.
Evangelho. O texto narra a cura do cego de nascença, que adere a Jesus se tornando o seu discípulo. Mesmo expulso da sinagoga, o cego reconhece Jesus como Senhor e passa a ser seu seguidor.
Trazendo os textos pra perto da gente. Nesse caminho quaresmal somos chamados a rever nosso discipulado cristão. A cegueira e escuridão na bíblia simbolizam a falta de fé, ao passo que, a luz e o ver, simbolizam a adesão ao projeto de Deus. Como discípulos de Jesus devemos deixar as obras das trevas e abraças as obras do Reino, construindo a paz, o amor e a fraternidade em nossa comunidade.
Para pensar. Em que precisamos melhorar em nosso seguimento a Jesus? Em que área de nossa vida ainda estamos cegos e indispostos a viver a vontade do Pai?
Espiritualidade. Cultivar a humildade. Reconhecer que sempre enxergamos toda a verdade.
Gesto concreto. Procurar aprofundar algum aspecto da fé católica que ainda não conhecemos através do estudo do Catecismo da Igreja Católica.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário
5º domingo da quaresma, ano a – Jesus é o Senhor da Vida
1ª leitura. Ezequiel profetiza que Deus um dia haveria de tirar o povo de Israel de seus túmulos.
Salmo. O salmista clama a Deus desde as profundezas de seu sofrimento.
2 a leitura. Paulo ensina à comunidade cristã de Roma que não podem viver segundo a carne e que o Espírito ressuscitará nossos corpos feridos de morte.
Evangelho. O texto narra Jesus ressuscitando Lázaro, mostrando Jesus como senhor da vida e preanunciando a ressurreição que acontecerá consigo mesmo. Todo aquele que crê em Jesus possui a vida eterna, mesmo que morra.
Trazendo os textos pra perto da gente. Somos cristãos porque Jesus ressuscitou. Jesus é o senhor da vida. Aquele que adere a Jesus participa da vida de Deus. Como discípulos de Jesus, somos convidados a ressuscitar os “mortos” ao nosso redor: os sem esperança, os sem amor, os desanimados e infelizes. Desta forma faremos os sofredores de nosso tempo participarem da vida divina que nos foi dada pelo batismo. Uma vez que aderimos a Jesus e ao seu evangelho, temos a esperança de que morte não será o fim de nossa vida, mas a porta adentrarmos na eternidade feliz junto a Deus: ressurreição.
Para pensar. Quais pessoas ao nosso redor poderíamos levar uma palavra de vida e esperança?
Espiritualidade. Cultivar a certeza de que a palavra final de Deus, a respeito de nossa história é de vida e nunca de morte.
Gesto concreto. Visitar uma família da comunidade que esteja enlutada pela perda de um familiar.
Deus nos abençoe e nos conceda uma santa quaresma. Fr. Inácio José, mercedário