sábado, 28 de março de 2015

tempo pascal

2º domingo da Páscoa – Em que comunidade Jesus Ressuscitado se manifesta?
1ª leitura. Atos narra as características da primeira comunidade cristã: unidade, testemunho da Ressurreição de Jesus, os bens eram postos em comum e partilhados entre todos. Não havia pobres.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que realiza maravilhas em seu favor.
2ª leitura. João ensina que amar a Deus implica em guardar seus mandamentos e amar aos irmãos de comunidade.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade e Tomé não crê no testemunho da mesma.
Trazendo os textos pra perto da gente. O tempo pascal quer nos ensinar a reconhecer a presença do Ressuscitado em nossa vida, da mesma forma como os primeiros discípulos tiveram de aprender a reconhecer sua nova presença em meio a eles. Em que comunidade Jesus se manifesta? Numa comunidade onde haja partilha dos bens e combate à pobreza (1ª leitura); numa comunidade na qual as pessoas se amem e guardam os mandamentos (2ª leitura); numa comunidade que aposta na vitória da vida e não buscar “ver para crer” mas que crê na Ressurreição apesar dos sinais de morte presentes em seu meio (evangelho).
Para pensar. Nossa comunidade se parece com a primeira comunidade cristã? Em que precisamos melhorar.
Gesto concreto. Partilhar: uma cesta básica com uma família carente.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

3º domingo da Páscoa – ter medo e duvidar impedem crer na Ressurreição
1ª leitura. Pedro corajosamente prega o “primeiro anúncio cristão” (querigma), convocando o povo à conversão.
Salmo. O salmista, confiante, expressa sua prece a Deus depositando Nele sua segurança.
2ª leitura. João apresenta Jesus como nosso “advogado” junto ao Pai e nos ensina que conhecer a Deus se traduz em guardar os seus mandamentos.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade, que ainda resiste a crer na ressurreição. Jesus convoca os discípulos a anunciarem sua paixão – morte – ressurreição mediante o testemunho.
Trazendo os textos pra perto da gente. Não foi fácil para a primeira comunidade cristã crer na ressurreição de Jesus. Tiveram de superar a dúvida e o medo (evangelho). É preciso crer primeiro para experimentar Jesus de uma maneira nova. Uma vez que isso acontece daí brota a coragem de anunciar e testemunhar Jesus como o messias enviado pelo Pai para salvar o mundo (1ª leitura / evangelho). Testemunhar Jesus Vivo implica em guardar os mandamentos e viver na fidelidade ao Pai (2ª leitura).
Para pensar. Duvidamos que a força da vida é mais forte que a morte? Vivemos de tal forma que as pessoas percebam que Jesus está vivo em nosso meio?
Gesto concreto. Ser otimista na vida: diante dos problemas sempre crer na vitória da vida e do bem.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

4º domingo da Páscoa – Jesus está vivo nos bons pastores da comunidade
1ª leitura. Pedro responde ao Sinédrio que Jesus está vivo e é o único salvador. Jesus que foi rejeitado tornou a fonte de salvação.
Salmo. O salmista canta as maravilhas que Deus realiza através daquele que o mundo rejeita.
2ª leitura. João nos ensina que somos filhos de Deus e que um dia essa glória haverá de manifestar plenamente.
Evangelho. Jesus se apresenta como o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas, conhece e é conhecido pelas suas ovelhas; que procura reunir as dispersas. Jesus entrega sua vida por amor.
Trazendo os textos pra perto da gente. As primeiras comunidades experimentam Jesus como bom pastor: ama, cuida, dá sua vida pelo seu povo (evangelho). Hoje experimentamos Jesus Vivo naqueles que exercem o mesmo cuidado pelos que sofrem. É preciso ter cuidado pelos que são rejeitados pelo mundo, porque Deus podem fazer deles caminho de salvação para conosco (1ª leitura / salmo). Dito de forma simples: salvação é reavermos a nossa relação de filhos para com o Pai (2ª leitura) e de irmãos para com o próximo.
Para pensar. Quem são as pessoas em nossa comunidade que exercem com amor o cuidado para com os irmãos? Quem são os rejeitados de nossa comunidade?
Gesto concreto. Nessa semana cuidar de um doente ou idoso, sendo bom pastor.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

5º domingo da Páscoa – amor: essência do cristianismo.
1ª leitura. Saulo, após a conversão, volta a Jerusalém e tem dificuldades de se integrar na comunidade cristã. Porém, pregava com firmeza a ressurreição de Jesus.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus a quem todos os povos adorarão.
2ª leitura. João nos ensina que não devemos amar em teorias, mas sim na prática. Deus deseja que creiamos em Jesus e nos amemos como Jesus nos ama, com ações e de verdade.
Evangelho. Jesus se apresenta como a videira verdadeira na qual devemos estar unidos para permanecer no Pai. Sem estarmos unidos a Jesus não daremos os frutos que o Pai deseja.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. Para estarmos unidos a Jesus precisamos guardar os mandamentos e amar ao próximo do mesmo modo como Jesus o ama, ou seja, dando a vida (2ª leitura). Assumindo esse caminho de discipulado, o Pai nos purifica de nossos pecados (evangelho) e daí podemos, com ousadia, anunciar com palavras e com a vida a Ressurreição de Jesus (1ª leitura). A essência do cristianismo se resume no amor: amar a Deus, guardando seus mandamentos, amar o próximo – com gestos de caridade e solidariedade, como Jesus o ama.
Para pensar. Nossa comunidade ama os pobres, doentes, idosos e excluídos do modo como Jesus os ama? Em que precisamos melhorar?
Gesto concreto. Nessa semana visitar um doente ou idoso, amando-o como Cristo o ama.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

6º domingo da Páscoa – o amor cristão rompe fronteiras
1ª leitura. Pedro descobre que Deus não faz acepção de pessoas e que o Espírito Santo também era derramado sobre os pagãos (não judeus). A comunidade cristã se abre para os pagãos.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que faz conhecer sua salvação a todos os povos.
2ª leitura. João nos convoca a amarmo-nos uns aos outros: que ama conhece a Deus e Deus foi quem nos amou primeiro nos enviando Jesus para a nossa salvação.
Evangelho. Jesus nos deixa o mandamento do amor: amarmo-nos como Ele nos ama. Deus nos escolheu para que déssemos frutos: o amor mútuo. Conseguiremos viver o amor cristão se permanecermos em Jesus guardando os seus mandamentos.
Trazendo os textos pra perto da gente. O essencial da vida cristã é o amor. Através do amor conseguimos testemunhar para o mundo que Jesus está vivo em nosso meio e nos abrimos a acolher a amar a todas as pessoas (1ª leitura). O primeiro passo sempre deve ser nosso, a exemplo de Deus, que nos amou sem mérito algum de nossa parte, entregando-nos seu Filho para que Nele tenhamos vida. A comunidade testemunhará a ressurreição de Jesus quando viver o amor fraterno de verdade.
Para pensar. Como anda a nossa vida fraterna? Como anda o amor fraterno na comunidade e nas nossas famílias? Sabemos acolher os que pensam e agem diferente de nós?
Gesto concreto. Se há alguém com o qual não me relaciono, dar o primeiro passo, buscando a reconciliação.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade da Ascensão do Senhor – Jesus nos envia em missão
1ª leitura. Atos narra a ascensão de Jesus após 40 dias de catequese com os discípulos. Jesus promete a vinda do Espírito para fazer dos discípulos testemunhas da ressurreição em todo mundo e promete um dia seu retorno.
Salmo. O salmista canta os louvores de Deus que se eleva ao mais alto dos céus.
2ª leitura. Paulo exorta a comunidade a guardar a unidade pela paz, porque há um só Corpo de Cristo que é a comunidade unidade entre si.
Evangelho. Jesus, antes de voltar para o Pai, envia os discípulos em missão pelo mundo, que se sentem acompanhados por ele em seu trabalho missionário.
Trazendo os textos pra perto da gente. Hoje celebramos duas realidades na Ascensão de Jesus: 1ª) Jesus levou nossa humanidade para junto de Deus mediante a sua ressurreição, pois Ele é verdadeiramente humano e verdadeiramente divino. 2ª) Ao voltar para o Pai, a missão de construir o Reino de Deus na história agora é da Igreja (discípulos de Jesus). Por isso não podemos ficar olhando para o céu esperando o Reino acontecer, mas arregaçar as mangas e trabalhar, seguindo os passos de Jesus, para que o Reino aconteça em nossa vida até que um dia ele se manifeste plenamente. Para isso Jesus derrama sobre nós seu Espírito (1ª leitura) que nos faz viver o amor fraterno (2ª leitura) que testemunha que Jesus vive.
Para pensar. Pelo sacramento do crisma somos enviados por Jesus a evangelizar o mundo. Temos sido fieis nessa missão?
Gesto concreto.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Solenidade de Pentecostes – Espírito Santo – memória do que Jesus fez
1ª leitura. Atos narra a vinda do Espírito provocando a união dos povos pela fé em Jesus.
Salmo. O salmista clama a vinda do Espírito que provoca a renovação da vida na terra.
2ª leitura. Paulo nos ensina que o Espírito provoca diversidade de dons e de ministérios mas todos vividos na unidade e na comunhão, tendo em vista o bem comum.
Evangelho. Jesus ressuscitado se manifesta à comunidade, envia a comunidade em missão e sopra sobre eles o Espírito Santo, lhes dando autoridade para perdoar os pecados.
Trazendo os textos pra perto da gente. O povo judeu celebrava em Pentecostes a festa das colheitas e da festa do dom da Torá, ou seja, o dia no qual Deus deu os mandamentos para seu povo no Sinai. Para o autor de At, o Espírito Santo vem para escrever essa mesma Palavra agora no coração de toda a humanidade, pois todas as nações podem se unir pela fé em Jesus (1ª leitura). O Espírito Santo é derramado sobre a comunidade para que ela continue a missão de Jesus (evangelho) construindo a reconciliação entre as pessoas. O Espírito Santo derrama inúmeros dons e carismas sobre os membros da comunidade, tendo em vista o bem da mesma comunidade e para que ela cresça na unidade e na comunhão de vida (2ª leitura).
Para pensar. Nossa comunidade sabe respeitar os diversos dons das pessoas e procura viver na unidade e comunhão?
Gesto concreto. Rezar pedindo que o Espírito Santo faça a Igreja crescer na unidade e no amor.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

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