sábado, 28 de março de 2015

tempo comum

10º domingo do tempo comum – Jesus nos liberta do mal
1ª leitura. Gn 3,9-15. O texto narra a consequência da desobediência de Adão e Eva: desentendimentos entre si e entre Deus; Deus amaldiçoa a serpente e coloca oposição entre ela e a mulher.
Salmo. Sl 129. O salmista, confiante, deposita nas mãos de Deus, o seu pecado.
2ª leitura. 2Cor 4,13-18-5,1. Paulo ensina à comunidade o motivo pelo qual não desanima de evangelizar: a promessa da ressurreição.
Evangelho. Mc 3,20-35. Jesus debate com os fariseus ensinando que Ele expulsa o mal pelo poder de Deus e que não crer nisso é pecar contra o Espírito; ensina também que faz parte sua família todo aquele que faz a vontade de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Segundo a Bíblia, o mal entrou no mundo pelo pecado da humanidade (1ª leitura), mas, Jesus é o enviado do Pai para expulsar o mal presente no mundo (evangelho). Sendo discípulos de Jesus, possuímos a mesma missão de expulsar o mal presente no mundo, refazendo da terra o paraíso perdido pelo pecado, realizando a vontade de Deus. É necessária nossa coragem diante das dificuldades (2ª leitura), pois Deus tem a promessa da ressurreição para os discípulos de Jesus.
Para pensar. Em nosso dia a dia, temos consciência de mais obedecer ou desobedecer a Deus? Somos animados ou desanimados em nosso serviço de evangelização? Quais as realidades más presentes em nossa comunidade? Esforçamos para combate-las?
Gesto concreto. Detectar uma situação de sofrimento na vizinhança e ter uma atitude concreta para saná-la.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

11º domingo do tempo comum – Esperança do Reino de Deus
1ª leitura. Ez 17, 22-24. O profeta Ezequiel anuncia a restauração de Israel, usando a alegoria do agricultor que planta um pequeno galho e o vê crescer.
Salmo. Sl 91. O salmista canta a felicidade de quem é justo.
2ª leitura. 2Cor 5,6-10. Paulo ensina à comunidade que devemos nos empenhar em sermos agradáveis a Deus, quer ainda estejamos na história ou já na vida eterna.
Evangelho. Mc 4,26-34. Jesus compara o Reino de Deus à semente plantada na terra que, por força própria, cresce até o ponto da colheita. Também compara o Reino ao grão de mostarda que, sendo a menor semente, depois se torna a maior árvore, abrigando os pássaros.
Trazendo os textos pra perto da gente. Jesus é o pregador do Reino de Deus, o mundo novo instaurado pela justiça de Deus. O Reino conta com nossa colaboração para poder crescer (2ª leitura), mas será definitivamente instaurado pelo poder de Deus. Com ou sem nossa ajuda, um dia, o Reino será instaurado definitivamente (evangelho). Da mesma forma como o povo israelita esperava a restauração de Israel (1ª leitura), devemos esperar a consumação do Reino, mas de forma operante e colaborativa com o mesmo.
Para pensar. Nutrimos a esperança de dias melhores, ou somos descrentes com o futuro? Procuramos agradar a Deus com nossas atitudes? Esperamos e colaboramos para que o Reino de Deus (mundo justo e fraterno) aconteça em nossa vida, comunidade e sociedade?
Gesto concreto. Visitar um idoso ou enfermo e levar-lhe uma palavra de esperança.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

12º domingo do tempo comum – Jesus nunca nos abandona
1ª leitura. Jó 38,1.8-11. Deus responde a Jó, do meio da tempestade, mostrando que sua compreensão acerca da vida e do sofrimento, é limitada.
Salmo. Sl 106.  O salmista canta ao Deus poderoso, capaz de controlar a natureza.
2ª leitura. 2Cor 5,14-17. Paulo ensina à comunidade que devemos viver para Cristo que morreu e ressuscitou por nós. Quem está em Cristo é nova criatura.
Evangelho. Mc 4,35-41. Jesus acalma a tempestade, fazendo os discípulos encherem-se de temor diante dAquele que tem poder sobre a natureza.
Trazendo os textos pra perto da gente. Numa leitura simbólica da Bíblia, o mar pode simbolizar a vida e o barco, a Igreja. Para superar as dificuldades é necessário estarmos na comunidade: sozinhos nem sempre superamos. Jesus é aquele que está presente em nossa vida, mesmo que parecendo estar dormindo. Às vezes, as coisas podem sair do controle, mas devemos confiar na presença constante de Deus ao nosso lado. O sofrimento faz parte de nossa vida e não conseguimos compreender o seu sentido (1ª leitura), mas devemos confiar que Jesus caminha conosco e nos ajuda a superá-lo (evangelho). Uma vez que, pelo batismo, assumimos o compromisso do discipulado cristão, Jesus deve ser a referência e modelo de nossa vida (2ª leitura).
Para pensar. Quando sofremos, confiamos na presença de Deus ou achamos que Ele nos abandonou? Jesus é verdadeiramente o modelo para o nosso pensar, sentir e agir? Quais são as circunstancias que tem feito a nossa vida e estabilidade balançarem?
Gesto concreto. Visitar uma pessoa da comunidade que esteja passando por um momento de tribulação.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

14º domingo do tempo comum – Jesus: o profeta rejeitado
1ª leitura. Ez 2,2-5. Deus envia o profeta Ezequiel para censurar a rebeldia do povo e para que este saiba que Deus não os esqueceu.
Salmo. Sl 122. O salmista canta a sua confiança em Deus, depositando apenas Nele o seu olhar e sua prece.
2ª leitura. 2Cor 12,7-10. Paulo argumenta que o seu “espinho na carne” é para que não fique orgulhoso, mas estímulo a confiar que em sua fraqueza Deus se manifesta.
Evangelho. Mc 6,1-6. O povo de Nazaré rejeita a Jesus, mesmo ficando admirados com o seu ensinamento. Jesus censura-lhes a falta de fé.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus não usa de fatos ou pessoas extraordinárias para se manifestar em nosso meio. Ele pode usar as pessoas simples da comunidade e os fatos cotidianos para nos revelar o seu querer. O povo simples costuma dizer que “santo de casa não faz milagre”. Porque não? Precisamos acolher o testemunho evangélico das pessoas simples de nossa família, vizinhança e comunidade, caso contrário, poderemos estar rejeitando verdadeiros profetas (evangelho / 1ª leitura). Todos na comunidade possuem fragilidades, mas estas não são empecilhos para que possam evangelizar e fazer o Reino de Deus acontecer (2ª leitura).
Para pensar. Quem são os profetas e profetizas de nossa comunidade? Damos a devida atenção à palavra e exemplo das pessoas mais simples da comunidade e de nossa família? Quais são as nossas fragilidades que nos ensinam a ser mais humildes?
Gesto concreto. Dar atenção à palavra e ensinamento dos mais simples e humildes de nossa comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

15º domingo do tempo comum – somos profetas do Reino
1ª leitura. Am 7,12-15. O profeta Amós responde ao sacerdócio Amasias que não é profeta profissional, mas sim por chamado de Deus.
Salmo. Sl 84. O salmista manifesta o seu desejo de escutar a Palavra de Deus.
2ª leitura. Ef 1,3-10. Paulo nos ensina que Deus nos escolheu para a santidade no amor; para sermos seus filhos adotivos por Jesus; que pelo sangue de Cristo fomos libertos e nossos pecados perdoados; Deus nos concedeu conhecer esse lindo mistério.
Evangelho. Mc 6,7-13. Jesus envia seus discípulos para libertar o povo dos espíritos impuros. Os discípulos devem apresentar-se pobres, serem hospitaleiros e propor o ensinamento de Jesus com liberdade.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os discípulos de Jesus devem exercer a mesma missão que o Mestre: construir o Reino de Deus, na solidariedade aos que sofrem (evangelho). Falando e agindo em nome e conforme o Mestre, estarão exercendo a sua profecia (1ª leitura). O profeta é aquele que fala em nome de Deus: anuncia o Reino, denuncia os pecados e consola os que sofrem. O mistério da redenção e de nossa adoção como filhos por parte de Deus, deve ser a grande motivação de nossa vida de discípulos (2ª leitura).
Para pensar. Pelo batismo, nós fomos ungidos profetas: anunciadores da vontade de Deus. Exercermos essa vocação em nossa família, comunidade e sociedade? Pelo crisma, fomos ungidos apóstolos e missionários do evangelho. Exercemos esse apostolado em nossa comunidade? Somos gratos a Deus pelas maravilhas que realizou em nossa vida mediante Jesus?
Gesto concreto. Visitar um enfermo da comunidade e levar-lhe uma palavra de conforto e carinho.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

16º domingo do tempo comum – Jesus, o bom pastor
1ª leitura. Jr 23,1-6. Deus censura, através do profeta Jeremias, os maus líderes do povo, que ao invés de cuidarem do rebanho, deixaram-no se perder.
Salmo. Sl 22. O salmista canta ao Senhor que é o Pastor de sua vida.
2ª leitura. Ef 2,13-18. Paulo nos ensina que Jesus é nossa paz e que, em seu corpo, Ele superou a divisão que existia na humanidade.
Evangelho. Mc 6,30-34. Jesus, diante da multidão sofrida, sente compaixão pois nota que são como ovelhas sem pastor.
Trazendo os textos pra perto da gente. O pastor, na Bíblia, simboliza o líder do povo (político ou religioso). O bom líder é aquele que cuida do povo, está atento às suas necessidades e o faz crescer e amadurecer. Os líderes que não se responsabilizam pelo bem estar do povo, serão cobrados por Deus (1ª leitura). Jesus é o bom pastor por excelência que, sempre atento ao sofrimento do povo, age para consolá-lo (evangelho / salmo). Deus, por meio de Jesus, reconciliou a humanidade toda, fazendo dela uma só família, superando preconceitos que nos dividem (2ª leitura).
Para pensar. Atualmente quem são os bons pastores do povo? Quais são os maus pastores do povo?
Gesto concreto. Exercer a atitude de cuidado (pastoreio) para com as pessoas mais necessitadas da comunidade (enfermos, idosos, pobres).
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

17º domingo do tempo comum – alimento para todos: sinal do Reino de Deus
1ª leitura. 2Rs 4,42-44. Estimulado por Eliseu, um homem de Baal-Salisa partilha as primícias (que era pertencente a Deus) que tem com grande quantidade de pessoas.
Salmo. Sl 144. O salmista canta a providência divina que sacia todo ser vivo com fartura.
2ª leitura. Ef 4,1-6. Paulo ensina à comunidade que há um só Corpo e um só Espírito e que, por isso, a comunidade deve se esforçar por guardar a unidade pelo vínculo da paz.
Evangelho. Jo 6,1-15. Jesus realiza a partilha dos pães e dos peixes, é reconhecido com o Profeta que devia vir, mas se recolhe ao perceber que querem-no fazer Rei.
Trazendo os textos pra perto da gente. Um dos sinais da chegada do Messias era a abundância de comida que mataria a fome dos famintos. Jesus, inspirado nos profetas, ensina que o segredo para combater a fome é cada um partilhar o pouco que tem (1ª leitura / evangelho). Matará a fome e ainda sobrará. O grande responsável pela fome das pessoas é o nosso egoísmo. Através de nossa solidariedade e partilha, a providência divina se manifestará (salmo). Uma comunidade que se esforça por viver a união é uma comunidade que testemunha sua fidelidade a Jesus e a seu evangelho (2ª leitura).
Para pensar. Sou capaz de partilhar os meus bens com os mais necessitados? Desperdiço comida? Há famintos em nossa comunidade sem a devida assistência da mesma?
Gesto concreto. Prestar ajuda a uma família necessitada que esteja passando fome.

Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

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