segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ADVENTOS DE ONTEM E DE HOJE

ESPERANDO UM NOVO TEMPO: ADVENTOS DE ONTEM E DE HOJE
A liturgia da Igreja iniciará um novo tempo litúrgico: o advento. Ele nos prepara para celebrar o nascimento de Jesus, o Messias, bem como nos recorda, que Ele voltará glorioso para estabelecer o Reino de Deus de forma plena em nossa história.
O povo de Israel esperava o dia no qual, Deus enviaria o Messias para libertar Israel de seus opressores, inaugurando o seu Reinado na história de seu povo. Os discípulos de Jesus, que acompanharam a sua pregação religiosa, sua prática libertadora e terapêutica, após Sua ressurreição, O proclamam como o Messias esperado. Mais tarde perceberam que, em Jesus, Deus não apenas salvava Israel, mas salvava, amava e libertava todo o universo de sua condição de pecado.
Podemos afirmar que a grande marca da espiritualidade do advento é a esperança. O povo de Israel esperava o Messias. Os cristãos esperam a vinda plena do Messias. Só tem esperança quem está insatisfeito com a realidade na qual se vive. Por isso que, Jesus ao nascer, é dito que é motivo de alegria para os pobres de seu tempo, pois eram o que esperavam algo novo acontecer. Aos herodianos e sacerdotes, que tinham a vida boa, não lhes interessava um messias, alguém que questionasse o seu status quo.

Hoje no Brasil vivemos uma situação parecida. A maioria está insatisfeita com a classe política. Grande parcela do povo sofre sem educação, saúde, moradia, trabalho, emprego. Além disso, as propostas de tentativa de conserto do Brasil fazem os pobres pagarem a conta, como nos alertaram nossos bispos na CNBB. Diante de tudo isso não podemos perder a esperança de dias melhores. Devemos, inspirados em Jesus, reivindicar que o conserto do Brasil recaia sobre todos, e não somente sobre a parcela da população mais frágil. Como Igreja devemos manifestar nossa solidariedade aos que mais sofrem, através de nossos gestos de compaixão. JESUS NOS ENSINOU QUE SOMOS PROTAGONISTAS DE NOSSA HISTÓRIA. Tomemos o Brasil em nossas mãos com a esperança de construí-lo de uma forma mais justa e fraterna. Fr. Inácio José, mercedário. 

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