22º domingo do tempo comum, ano c, a
verdadeira religião
1ª leitura. Moisés instrui o povo a
obedecer a lei de Deus para que os povos reconheçam a proximidade do Deus de
Israel e a justiça de sua lei.
Salmo. O salmista faz um exame de
consciência para perceber quem é digno de estar na casa de Deus.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a
praticar a Palavra, assistir aos necessitados e fugir da impureza do mundo.
Evangelho. Ao ser questionado pelos
fariseus acerca de costumes legalistas de pureza, Jesus ensina que a verdadeira
pureza ou impureza está é no coração do ser humano.
Trazendo os textos pra perto da gente.
Jesus nos ensinou que a verdadeira religião que agrada a Deus é a retidão de
nossas intenções e condutas, a solidariedade para com os que sofrem (2ª
leitura), não tanto a prática de ritos religiosos (evangelho). Essa ideia já
estava presente no Antigo Testamento que colocava a retidão como norma para se
estar diante de Deus (salmo e 1ª leitura).
Para pensar. Nossa comunidade é mais ritualista ou mais
solidária aos pobres e necessitados?
Gesto concreto. Ajudar alguma família pobre
da comunidade.
Espiritualidade. Procurar ter uma vida reta
e caridosa aos pobres.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM
23º domingo do tempo comum, ano c, sinais
da chegada do Reino
1ª leitura. O profeta Isaías, anima os
sofredores de seu tempo e promete sinais de restauração da vida plena para
todos.
Salmo. O salmista louva a Deus que
restabelece a vida plena para os que sofrem.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a não
fazer distinção de pessoas ricas e pobres, pois Deus escolheu o que é pobre pra
confundir a falsa riqueza do mundo.
Evangelho. Ao passar pela terra dos pagãos,
Jesus curou um surdo-mudo e, as pessoas reconhecem nele alguém que sempre faz o
bem.
Trazendo os textos pra perto da gente.
Todas as curas que Jesus fazia, foram anunciadas pelos profetas (1ª leitura)
como sinais de que o Reino de Deus estava chegando. O Reino é para todos, por
isso Jesus também cura pagãos (evangelho). Jesus não faz distinção de pessoas:
o tratar as pessoas de modo diferente por causa de seus bens, é contra o
evangelho (2ª leitura) e sinal de que Deus ainda não reina entre nós.
Para pensar. Fazemos distinção de pessoas?
Estamos próximos aos doentes de nossa comunidade?
Gesto concreto. Visitar um doente da
comunidade. Ingressar na pastoral da saúde.
Espiritualidade. Considerar-se irmão(ã) de
todas as pessoas sem distinção.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM
24º domingo do tempo comum, ano c, Jesus: o
servo sofredor.
1ª leitura. O profeta aceita as humilhações
confiante de que Deus haverá de libertá-lo.
Salmo. O salmista manifesta sua confiança
em Deus que, no passado o livrou das garras da morte.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a ter
uma fé viva colocada em prática, sobretudo direcionada aos mais pobres.
Evangelho. Em Cesaréia de Filipe, Jesus
questiona aos seus discípulos por sua identidade e, lhes corrige a ideia de ser
um messias vitorioso, mas se identifica com o servo sofredor da profecia de
Isaías.
Trazendo os textos pra perto da gente. O
povo de Israel esperava um messias vitorioso (filho de Davi), mas Jesus foi
assassinado na cruz, o que ninguém esperava em relação ao messias. Os
discípulos experimentam a ressurreição de Jesus e entendem que ele é o messias
servo-sofredor (1ª leitura), salva o mundo não mediante a força, mas mediante
ao serviço aos que sofrem e pela entrega da vida (evangelho). A igreja hoje é
chamada a ter a mesma solidariedade aos pobres e necessitados (2ª leitura).
Para pensar. Estamos dispostos, como Jesus,
a servir e dar a vida?
Gesto concreto. Ajudar a uma família pobre
da comunidade.
Espiritualidade. Reconhecer nos que sofrem
a presença de Cristo.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM
25º domingo do tempo comum, ano c, servir
aos excluídos
1ª leitura. Os ímpios perseguem o justo
porque sua vida coerente lhes é incômoda e querem testar a fidelidade do justo
a Deus.
Salmo. O justo perseguido eleva sua oração
a Deus e confia no amparo e proteção divinos.
2ª leitura. Tiago exorta a comunidade a
superar a inveja e rivalidade, pois causam divisões na comunidade e, por causa
delas, Deus não ouve a oração da Igreja.
Evangelho. Jesus ensina sobre sua morte e
ressurreição para os seus discípulos, bem como também ensina sobre o serviço
ser a maior condição na comunidade e o acolher a quem está excluído.
Trazendo os textos pra perto da gente.
Jesus foi barbaramente assassinado por causa de sua vida coerente e de sua
prática de justiça para com os excluídos de seu tempo (1ª leitura). Assim, na
Igreja, quem coloca sua vida a serviço e acolhe os excluídos, da mesma forma
como Jesus, é o maior (evangelho). A unidade da comunidade é condição para que
Deus ouça a oração comunitária.
Para pensar. Quem são os excluídos de nossa
comunidade?
Gesto concreto. Aproximar-se de alguém que
não participa da comunidade e buscar incluí-lo na convivência.
Espiritualidade. Buscar sempre a inclusão e
jamais exclusão das pessoas.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM
26º domingo do tempo comum, ano c, Deus não
pertence a ninguém
1ª leitura. Deus reparte do espírito
profético de Moisés com os anciãos da comunidade israelita e Moisés deseja que
todo o povo profetize.
Salmo. O salmista medita sobre a perfeição e
beleza da lei de Deus.
2ª leitura. Tiago condena os ricos gananciosos
da comunidade, dizendo que por causa de sua injustiça para com os mais pobres,
Deus haverá de lhes fazer justiça.
Evangelho. Jesus ensina aos seus discípulos
a cortar o mal pela raiz, evitando os escândalo e a não censurarem aqueles que,
não pertencendo à comunidade, fazem o bem em nome de Jesus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Deus
não é propriedade de uma instituição ou religião. Por isso toda tendência a
controlar a ação divina deve ser superada (1ª leitura e evangelho). As tendências
maléficas que estão presentes em nosso coração precisam ser cortadas pela raiz
(evangelho) e uma delas é o egoísmo que nos faz acumular os bens e ser injusto
com os mais pobres (2ª leitura).
Para pensar. Por acaso pensamos ser donos
de Deus?
Gesto concreto. Conversar com uma pessoa de
religião diferente.
Espiritualidade. Respeitar as pessoas que
acreditam em Deus de forma diferente da nossa.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, OdeM
Nenhum comentário:
Postar um comentário