16º domingo comum – Através de cada pessoa, Deus nos visita.
1ª leitura. Abraão pratica a hospitalidade para com três visitantes ao que eles lhes prometem a gravidez de sua mulher Sara.
Salmo. O salmista examina sua consciência para saber quem é digno de morar na Casa do Senhor.
2ª leitura. Paulo se alegra pela fidelidade em seu ministério que revela a glória de Cristo em todas as pessoas.
Evangelho. Jesus é acolhido por Marta e Maria, sendo que esta fica a seus pés escutando a sua palavra.
Trazendo os textos para perto da gente. Pelo fato de praticar a hospitalidade Abraão recebe a promessa de que terá um filho. Sem saber ele estava acolhendo Deus em sua casa (1ª leitura). Do mesmo modo Marta e Maria, estavam acolhendo Deus em sua casa, na pessoa de Jesus, sendo que a atenção dada à palavra de Jesus é elogiada pelo Senhor (evangelho). Cada pessoa é misteriosa presença de Deus a qual precisamos sempre acolher com amor (2ª leitura).
Para pensar. Acolho cada pessoa ao meu redor com amor ou discrimino as pessoas?
Gesto concreto. Ser hospitaleiro com as pessoas que nos visitam.
Espiritualidade. Reconhecer em cada pessoa a presença de Deus.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
17o domingo comum - Oração: intimidade com o Pai do Céu.
1a leitura. Abraão “negocia” a salvação de Sodoma e Gomorra por causa dos justos que lá existissem.
Salmo. O salmista agradece a Deus que ouviu a sua oração em seu momento de aflição.
2a leitura. Paulo nos ensina que pelo batismo morremos e ressuscitamos em Cristo e que nossa dívida com Deus foi paga.
Evangelho. Jesus ensina a oração do Pai-nosso, a parábola do amigo insistente, a fim de ensinar a perseverança e a confiança na oração.
Trazendo os textos para perto da gente. Rezar é conversar com Deus. Pressupõe a confiança e a liberdade de confiar em Deus do mesmo como Abraão que intercedeu pelas cidades de Sodoma e Gomorra (1a leitura), da mesma forma como o amigo impertinente da parábola contada por Jesus. Deus não atende a nossa oração, porque pedimos coisas que não convém ao nosso bem, mas isso não deve nos fazer perder a confiança em nosso Pai do Céu (evangelho). No tempo oportuno Deus haverá de nos atender se for para o nosso bem (salmo). Confiamos em Deus porque Ele nos salvou vida, morte e ressurreição de Jesus (2a leitura).
Para pensar. Tenho vida de oração? Converso com Deus todos os dias?
Gesto concreto. Aprender a Leitura Orante da Bíblia - ler, meditar, orar, contemplar, agir.
Espiritualidade. Cultivar a amizade com Deus mediante a oração.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
14o domingo comum - Reino de Deus: o consolo divino para a humanidade sofrida
1a leitura. O profeta anuncia que o povo será consolado em Jerusalém, da mesma forma como uma mãe alimenta, consola e afaga seu filho ao colo.
Salmo. O salmista convida ao louvor divino porque Deus libertou o seu povo.
2a leitura. Paulo gloria-se apenas da cruz de Cristo, através da qual Deus realizou uma nova criação.
Evangelho. Jesus envia os 72 discípulos com a missão de curar os doentes e anunciar a proximidade do Reino de Deus.
Trazendo os textos para perto da gente. Em Cristo Deus cumpriu a promessa de salvar a humanidade, realizando uma nova criação (2a leitura). Em Cristo, o Reino de Deus chegou até a humanidade com os sinais das hospitalidade para todos e o cuidado para com os que mais sofrem (evangelho). O Reino de Deus é essa consolação prometida não somente a Israel mas a toda a humanidade que espera um dia viver a paz de Deus (1a leitura). Quando o Reino chegar definitivamente, enfim poderemos cantar a ação de graças a Deus porque realizou em nossa história o êxodo definitivo (salmo).
Para pensar. Em nosso mundo há mais sinais de consolação de Deus ou de desolação? Porque?
Gesto concreto. Visitar um enfermo da comunidade e levar-lhe uma palavra de carinho.
Espiritualidade. Procurar os sinais do Reino de Deus presentes na comunidade.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
15o domingo comum - Os mandamentos: caminho de conversão e solidariedade
1a leitura. Moisés convoca o povo à conversão dizendo que os mandamentos divinos não são difíceis de cumprir.
Salmo. O salmista eleva confiante a sua oração na certeza de que Deus jamais despreza o clamor de seus cativos.
2a leitura. Paulo ensina que Cristo é a imagem do Deus invisível e cabeça da Igreja que é seu corpo místico e por Ele somos reconciliados com Deus.
Evangelho. Jesus conta a parábola do bom samaritano como forma de ensinar a praticar os mandamentos sobretudo o de ser próximo aos que mais necessitam.
Trazendo os textos para perto da gente. Para os judeus, o próximo era um outro judeu. Para Jesus, o próximo é aquele do qual nos fazemos próximo para o ajudar. Praticando a caridade ao que sofre estaremos cumprindo os mandamentos divinos que, na realidade, não são difíceis de se cumprir e que nos favorecem a nossa conversão - mudança de vida (evangelho e 1a leitura). Somos o Corpo Místico de Cristo (Igreja) e todo bem que nos fizermos é ao próprio Cristo que fazemos (2a leitura).
Para pensar. Somos solidários aos que sofrem?
Gesto concreto. Ajudar alguma pessoa que esteja passando por tribulações na comunidade.
Espiritualidade. Reconhecer em cada sofredor a presença misteriosa de Cristo.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
Solenidade de São Pedro e São Paulo - Catequese e Missão: duas dimensões da evangelização
1a leitura. Herodes manda matar Tiago e prender a Pedro, ao que a Igreja reza pela sua libertação que acontece.
Salmo. O salmista canta a Deus que o livrou de suas perseguições.
2a leitura. Paulo afirma que combateu o bom combate da fé e que está pronto para ser martirizado.
Evangelho. Jesus confia a Pedro a liderança da comunidade por professar a fé em Jesus como Messias, o Filho do Deus vivo.
Trazendo os textos para perto da gente. Hoje celebramos as duas colunas da Igreja, Pedro e Paulo. Paulo nos recorda o aspecto missionário: devemos evangelizar os de fora da comunidade. Pedro nos recorda o aspecto catequético: devemos confirmar a fé em Jesus aos que já participam da Igreja. Sem as duas dimensões a missão evangelizadora da Igreja fica capenga. A Igreja é comunidade alicerçada na pedra fundamental da fé em Jesus Cristo (evangelho) da qual Pedro foi o primeiro a professar. Os apóstolos estão dispostos a ser perseguidos e martirizados por conta de sua fé em Jesus (2a leitura). A Igreja deve rezar pelos seus evangelizadores para que perseverem diante das perseguições que sofrerão por causa do evangelho (1a leitura e salmo).
Para pensar. Nossa comunidade é missionária? Nossa comunidade é catequética?
Gesto concreto. Estudar o Catecismo da Igreja e participar das iniciativas missionárias da comunidade.
Espiritualidade. Rezar pelo papa e pelos bispos.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - O amor misericordioso de Deus.
1a leitura. Através do profeta Ezequiel Deus promete que haveria de cuidar de suas ovelhas, sobretudo as que estão perdidas e machucadas.
Salmo. O salmista afirma que Deus é o pastor de sua vida e que sob seus cuidados nada haverá de lhe faltar.
2a leitura. Paulo nos ensina que Deus provou seu amor por nós pelo fato de Jesus ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores, não merecedores fomos reconciliados com o Pai.
Evangelho. Jesus conta a parábola da ovelha perdida ensinando que Deus vai atrás daquele que se perde e se alegra pela sua conversão.
Trazendo os textos para perto da gente. Celebrar o Coração de Jesus é celebrar o amor misericordioso de Deus que nos foi manifestado em seu Filho e celebrar a vontade indivisa de Jesus em sempre cumprir a vontade do Pai. Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta. Por isso ele busca salvar aqueles que estão perdidos (evangelho), cumprindo exatamente aquilo que Ezequiel havia anunciado: de que Deus um dia haveria de cuidar de toda a humanidade, sobretudo daqueles que mais sofrem (1a leitura). Ao buscar a salvação dos pecadores, Deus nos prova seu amor gratuito e imerecido, que nos motiva a nossa conversão - mudança de vida (2a leitura). Desta forma, experimentamos o cuidado de Deus para com a nossa vida (salmo).
Para pensar. Como é o nosso comportamento para com aqueles que erram ou que se afastam da comunidade cristã?
Gesto concreto. Buscar as pessoas que se encontram afastadas da comunidade.
Espiritualidade. Cultivar o cuidado amoroso para com os que se encontram ao nosso redor.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor - Eucaristia: o verdadeiro alimento.
1a leitura. Melquisedec trouxe pão e vinho e abençoou Abrão.
Salmo. Deus proclama o rei sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec.
2a leitura. Paulo conta a tradição que recebeu: que na última ceia Jesus instituiu a Eucaristia e pediu que a celebrássemos em sua memória até que Ele venha.
Evangelho. Jesus partilha cinco pães e dois peixes para uma multidão faminta que se saciou e recolheu as sobras que alimentavam a todos novamente.
Trazendo os textos para perto da gente. Hoje celebramos a Presença de Jesus Ressuscitado no Sacramento da Eucaristia. Jesus a instituiu como forma da Igreja recordar a sua Presença até o momento de sua segunda vinda (2a leitura). A Eucaristia, que é o próprio Jesus, é o verdadeiro alimento que sacia a fome do coração humano (evangelho). Quando nos alimentamos do próprio Jesus somos abençoados por Deus da mesma forma como Abrão foi abençoado através de Melquisedec (1a leitura).
Para pensar. Participamos com devoção da celebração da Eucaristia?
Gesto concreto. Partilhar uma cesta básica para uma família empobrecida.
Espiritualidade. Lembrar que em cada Igreja está presente Jesus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
12o domingo comum - Seguir a Jesus no caminho da cruz
1a leitura. Através do profeta Zacarias, Deus promete derramar um espírito de contrição e arrependimento sobre o povo de Israel por aquele que verão sofrer.
Salmo. O salmista manifesta o seu intenso desejo de Deus, da mesma forma como a corça sedenta anseia pelas águas que refrescantes.
2a leitura. Paulo nos ensina que pela fé em Cristo somos todos filhos de Deus pois a fé em Jesus supera todas as diferenças que a humanidade, culturalmente, cria.
Evangelho. Pedro afirma a identidade de Jesus como Cristo, ao que este anuncia que deverá ser rejeitado pelas autoridades de Israel e quem quiser ser seu discípulo deve renunciar a própria vida, tomar a sua cruz e segui-lo.
Trazendo os textos para perto da gente. Jesus é messias sofredor, que salva a humanidade mediante a entrega de vida mesmo que lhe custe a morte. O discípulo deve ter a mesma coragem do mestre (evangelho). Através da entrega de Jesus, Deus derramará um espírito de arrependimento em toda a humanidade que contemplará em Jesus o amor gratuito de Deus (1a leitura). A fé em Jesus nos faz todos irmãos, filhos do mesmo Pai, na qual todas as distinções são superadas (2a leitura). Cultivemos o nosso desejo de Deus, pois somente Ele sacia o nosso vazio interior (salmo).
Para pensar. Estamos dispostos com Jesus a dar a nossa vida para que os que sofrem tenham vida em abundância?
Gesto concreto. Visitar alguma pessoa da comunidade que esteja passando por tribulação.
Espiritualidade. Cultivar a coragem de sofrer por amor a Jesus.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
Solenidade da Santíssima Trindade - No princípio a Comunhão.
1a leitura. A Sabedoria foi a “auxiliar” e “companheira” de Deus na criação de tudo o que existe.
Salmo. O salmista contempla a grandeza divina na criação e seu cuidado para com o ser humano.
2a leitura. Paulo nos ensina que estamos em paz com Deus por causa da mediação de Jesus, o filho e que o amor divino nos foi derramado pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Evangelho. Jesus anuncia a vinda do Espírito Santo que revelará muitas coisas à comunidade cristã.
Trazendo os textos para perto da gente. Celebrar a Trindade é celebrar a Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo: uma só divindade em três Pessoas distintas. O Pai cria. O Filho salva. O Espírito santifica. O Pai é Deus fora de nós. O Filho é Deus ao nosso lado. O Espírito é Deus em nosso interior. A Trindade é Deus que nos envolve por completo. Tudo que dissermos acerca de Deus está aquém do que Ele é. Porém, a experiência dos judeus e cristãos nos permite dizer que Deus é Comunhão de Vida e Amor, da qual fomos criados à imagem e semelhança. Explicar e entender a Deus é impossível à mente humana, mas podemos experimentá-lo. Experimentamos a Deus Uno e Trino quando vivemos a comunhão com as demais pessoas.
Para pensar. Crio laços de comunhão com as pessoas?
Gesto concreto. Procurar conviver bem com as pessoas que tenho mais dificuldade.
Espiritualidade. Em todas as ocasiões buscar a concórdia e a paz com os outros.
Deus nos abençoe. fr. Inácio José, mercedário
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