Domingo de
Ramos – Anunciamos o Messias crucificado e ressuscitado
1º evangelho.
Jesus entra em Jerusalém e é aclamado pelo povo como messias.
1ª leitura. O
Servo escuta a Palavra e permanece fiel mesmo diante das perseguições e
sofrimentos por causa de sua missão.
Salmo. O
salmista canta sua perseguição por parte dos injustos mas anuncia a salvação
que receberá de Deus.
2ª leitura.
Paulo ensina à comunidade que Jesus esvaziou-se de sua glória, assumiu a
condição de escravo, assumindo a morte humilhante e exaltado por Deus.
2º evangelho.
Marcos narra o julgamento, condenação e morte de Jesus, na qual um pagão
reconhece no Crucificado o Filho de Deus.
Trazendo os
textos pra perto da gente. Essa celebração abre a Semana Santa. Nela celebramos
a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, mas ao mesmo tempo, celebrando a
sua Paixão, através da qual Deus nos demonstrou o seu amor. Jesus assumiu a
luta pela justiça como critério de sua vida, de tal forma que o povo depositou
Nele a esperança de sua libertação (1º evangelho). Diante da perseguição e
iminência da morte, Jesus não voltou atrás, permaneceu fiel até o fim na missão
de construir o Reino de Deus (1ª leitura / 2º evangelho). Por sua fidelidade ao
Pai, Jesus não fica sem a resposta de Deus: sua morte não será o fim, mas sim a
sua exaltação e ressurreição (salmo / 2ª leitura).
Para pensar.
Diante das injustiças presentes no mundo, permaneço calado ou protesto pelo
bem? Reconheço nos crucificados de hoje a presença de Jesus?
Gesto
concreto. Participar com piedade das celebrações da Semana Santa, reconhecendo
nelas o mistério do amor de Deus por nós.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
Quinta feira
Santa – Eucaristia: memorial de Jesus
1ª leitura. Narrativa
da instituição da festa da Páscoa que lembra a Passagem de Deus por sobre o
Egito ferindo seus primogênitos e libertando os hebreus da escravidão.
Salmo. O
salmista oferta um sacrifício de louvor pela libertação recebida de Deus.
2ª leitura.
Paulo conta a tradição eucarística recebida: que na última ceia, Jesus institui
o memorial de seu Corpo e Sangue, como forma de aguardar sua segunda vinda.
Evangelho.
Jesus na última ceia lava os pés dos discípulos e ordena-lhes que façam o mesmo
uns com os outros.
Trazendo os
textos pra perto da gente. Celebramos hoje a instituição da Eucaristia, Jesus
que nos deixa o mandamento do amor e do serviço aos irmãos. Numa ceia pascal,
Jesus instituiu o memorial de Seu Corpo e Sangue, como forma dos discípulos
sempre recordarem a sua vida e presença (2ª leitura). Celebrar o memorial de
Jesus é celebrar libertação mais profunda do que a da páscoa judaica (1ª
leitura): é celebrar a libertação do pecado e da morte eterna das quais Jesus
veio nos resgatar. A eucaristia deve se traduzir, no dia a dia, no amor
gratuito e no serviço aos irmãos de comunidade e aos mais necessitados
(evangelho).
Para pensar.
Ao participar da santa missa nos comprometemos em amar e servir aos irmãos como
Jesus o fez? Ao participar da santa missa, nos tornamos mais parecidos com
Jesus procurando imitar os exemplos de sua vida?
Gesto
concreto. Participar com devoção da eucaristia como encontro pessoal e
comunitário com Jesus Ressuscitado.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
Sexta feira
Santa – o Crucificado: sinal do amor de Deus por nós
1ª leitura. O
Servo sofre terrível humilhação por parte dos injustos e por ela resgata a
todos de seus pecados.
Salmo. O
salmista canta a sua confiança em Deus que não o abandonará em meio à sua
humilhação.
2ª leitura. O
autor nos ensina que Jesus aprendeu a obediência pelo sofrimento e que sua
entrega foi motivo de salvação para todos.
Evangelho. Narrativa
da paixão na versão de João: traição, falsa condenação por parte do Sinédrio,
condenação por parte do povo diante de Pilatos, crucificação e morte de Jesus.
Trazendo os
textos pra perto da gente. Os primeiros cristãos entenderam a morte de Jesus
como expiatória, ou seja, Jesus morreu por nós, para o perdão de nossos
pecados. Por esse motivo ao narrarem a morte de Jesus, se inspiram no cântico
do servo sofredor (1ª leitura): Jesus é alguém justo, que morre pelos injustos
(2ª leitura) e cuja humilhação nos salva, por que é o Cordeiro de Deus
(evangelho) que tira os nossos pecados. Contemplemos hoje a entrega de Jesus que
nos prova o quanto que Deus nos ama. Se ponto de vista histórico a morte de
Jesus foi o assassinato de alguém que lutava pela justiça, do ponto de vista da
fé, trata-se da entrega de amor de um Deus nos ama e deseja nos salvar.
Para pensar.
Ainda hoje há crucificados: quem são? O que podemos fazer para tirá-los de suas
cruzes.
Gesto
concreto. Contemplar por uns 10 min o crucificado, agradecendo a Deus tão
grande amor por nós.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
Sábado Santo –
A vida venceu a morte: Jesus ressuscitou, aleluia!
1ª leitura.
Deus cria o ser humano à sua imagem e semelhança, lhes ordena fecundidade e
cuidar da Criação.
Salmo. O
salmista canta o cuidado divino para com a Criação.
2ª leitura.
Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac, ao que Deus intervém e lhe
promete descendência.
Salmo. O
salmista canta a proteção divina e alegria de caminhar com Deus.
3ª leitura.
Deus liberta os hebreus, através de Moisés, passando-os pelo Mar Vermelho.
Salmo. Cântico
de libertação: Deus destrói os opressores e salva os oprimidos.
4ª leitura.
Deus através do profeta Ezequiel promete reunir os povo de Israel disperso
entre as nações e promete-lhes dar um novo coração que siga os mandamentos.
Salmo. O
salmista canta o seu desejo de peregrinar e contemplar a Deus em seu Templo.
5ª leitura.
Paulo ensina à comunidade que fomos batizados na morte e ressurreição de Jesus:
por isso a necessidade de vivermos uma vida nova.
Salmo. O salmista
canta as maravilhas que Deus realizou em sua vida.
Evangelho. As
mulheres ao chegarem no túmulo se deparam com o anúncio de que Jesus está vivo
e espera aos discípulos na Galiléia.
Trazendo os
textos pra perto da gente. Na tradição da Igreja, nessa noite é que se batizava
os novos cristãos. O batismo significa a vida nova que recebemos de Jesus
Ressuscitado: por isso é nova criação (1ª leitura), é receber um coração
obediente a Deus pelo Espírito (4ª leitura); ao sermos mergulhados na água,
recebemos a libertação de nossos pecados (3ª leitura). Deus que poupou o filho
de Abraão, permite a entrega de Jesus pela nossa salvação (2ª leitura), pois
uma vez Ressuscitado, a morte não tem mais poder sobre Jesus (evangelho). Por
isso, como batizados, devemos viver uma vida nova e não a vida de pecado de
quem não caminha com Jesus (5ª leitura).
Para pensar. Nosso
testemunho cristão anuncia aos demais que a vida sempre é vendedora da morte?
Gesto
concreto. Recordar o nosso batismo como momento no qual herdamos a vida eterna
e a vida nova em Jesus.
Deus nos
abençoe. Fr. Inácio José, mercedário
Ressurreição
do Senhor – Jesus é vencedor da morte.
1ª leitura. Pedro
anuncia o querigma: Jesus é o ungido de Deus, passou pelo mundo fazendo bem,
foi morto, mas Deus o ressuscitou.
Salmo. O
salmista canta a libertação que Deus realizou em sua vida.
2ª leitura.
Paulo ensina à comunidade que se a mesma ressuscitou com Cristo pelo batismo,
agora deve buscar as coisas do alto.
Evangelho. Diante
do túmulo vazio Madalena desespera, Pedro procura entender e o discípulo amado crê
que Jesus ressuscitou.
Trazendo os
textos pra perto da gente. A ressurreição de Jesus é resposta do Pai à sua vida
justa e de solidariedade aos sofridos (1ª leitura). Uma vez que fomos batizados
na morte e ressurreição de Jesus, devemos agora ter norma de nossa vida o
evangelho, para vivermos segundo Deus (2ª leitura). Diante das situações de
morte devemos sempre crer na força da vida, pois a palavra final de Deus a
respeito de nossa história não é a morte, mas sim a vida plena (evangelho).
Para pensar. A
vida sempre vence a morte: cremos nisso? Anunciamos isso aos demais? Testemunhamos
a nossa fé na ressurreição?
Gesto concreto.
Diante das tribulações e contrariedades da vida ter uma postura otimista e de
fé.
Deus nos abençoe.
Fr. Inácio José, mercedário
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