segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

textos semana santa



Domingo de Ramos – Anunciamos o Messias crucificado e ressuscitado
1º evangelho. Jesus entra em Jerusalém e é aclamado pelo povo como messias.
1ª leitura. O Servo escuta a Palavra e permanece fiel mesmo diante das perseguições e sofrimentos por causa de sua missão.
Salmo. O salmista canta sua perseguição por parte dos injustos mas anuncia a salvação que receberá de Deus.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade que Jesus esvaziou-se de sua glória, assumiu a condição de escravo, assumindo a morte humilhante e exaltado por Deus.
2º evangelho. Marcos narra o julgamento, condenação e morte de Jesus, na qual um pagão reconhece no Crucificado o Filho de Deus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Essa celebração abre a Semana Santa. Nela celebramos a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, mas ao mesmo tempo, celebrando a sua Paixão, através da qual Deus nos demonstrou o seu amor. Jesus assumiu a luta pela justiça como critério de sua vida, de tal forma que o povo depositou Nele a esperança de sua libertação (1º evangelho). Diante da perseguição e iminência da morte, Jesus não voltou atrás, permaneceu fiel até o fim na missão de construir o Reino de Deus (1ª leitura / 2º evangelho). Por sua fidelidade ao Pai, Jesus não fica sem a resposta de Deus: sua morte não será o fim, mas sim a sua exaltação e ressurreição (salmo / 2ª leitura).
Para pensar. Diante das injustiças presentes no mundo, permaneço calado ou protesto pelo bem? Reconheço nos crucificados de hoje a presença de Jesus?
Gesto concreto. Participar com piedade das celebrações da Semana Santa, reconhecendo nelas o mistério do amor de Deus por nós.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário


Quinta feira Santa – Eucaristia: memorial de Jesus
1ª leitura. Narrativa da instituição da festa da Páscoa que lembra a Passagem de Deus por sobre o Egito ferindo seus primogênitos e libertando os hebreus da escravidão.
Salmo. O salmista oferta um sacrifício de louvor pela libertação recebida de Deus.
2ª leitura. Paulo conta a tradição eucarística recebida: que na última ceia, Jesus institui o memorial de seu Corpo e Sangue, como forma de aguardar sua segunda vinda.
Evangelho. Jesus na última ceia lava os pés dos discípulos e ordena-lhes que façam o mesmo uns com os outros.
Trazendo os textos pra perto da gente. Celebramos hoje a instituição da Eucaristia, Jesus que nos deixa o mandamento do amor e do serviço aos irmãos. Numa ceia pascal, Jesus instituiu o memorial de Seu Corpo e Sangue, como forma dos discípulos sempre recordarem a sua vida e presença (2ª leitura). Celebrar o memorial de Jesus é celebrar libertação mais profunda do que a da páscoa judaica (1ª leitura): é celebrar a libertação do pecado e da morte eterna das quais Jesus veio nos resgatar. A eucaristia deve se traduzir, no dia a dia, no amor gratuito e no serviço aos irmãos de comunidade e aos mais necessitados (evangelho).
Para pensar. Ao participar da santa missa nos comprometemos em amar e servir aos irmãos como Jesus o fez? Ao participar da santa missa, nos tornamos mais parecidos com Jesus procurando imitar os exemplos de sua vida?
Gesto concreto. Participar com devoção da eucaristia como encontro pessoal e comunitário com Jesus Ressuscitado.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Sexta feira Santa – o Crucificado: sinal do amor de Deus por nós
1ª leitura. O Servo sofre terrível humilhação por parte dos injustos e por ela resgata a todos de seus pecados.
Salmo. O salmista canta a sua confiança em Deus que não o abandonará em meio à sua humilhação.
2ª leitura. O autor nos ensina que Jesus aprendeu a obediência pelo sofrimento e que sua entrega foi motivo de salvação para todos.
Evangelho. Narrativa da paixão na versão de João: traição, falsa condenação por parte do Sinédrio, condenação por parte do povo diante de Pilatos, crucificação e morte de Jesus.
Trazendo os textos pra perto da gente. Os primeiros cristãos entenderam a morte de Jesus como expiatória, ou seja, Jesus morreu por nós, para o perdão de nossos pecados. Por esse motivo ao narrarem a morte de Jesus, se inspiram no cântico do servo sofredor (1ª leitura): Jesus é alguém justo, que morre pelos injustos (2ª leitura) e cuja humilhação nos salva, por que é o Cordeiro de Deus (evangelho) que tira os nossos pecados. Contemplemos hoje a entrega de Jesus que nos prova o quanto que Deus nos ama. Se ponto de vista histórico a morte de Jesus foi o assassinato de alguém que lutava pela justiça, do ponto de vista da fé, trata-se da entrega de amor de um Deus nos ama e deseja nos salvar.
Para pensar. Ainda hoje há crucificados: quem são? O que podemos fazer para tirá-los de suas cruzes.
Gesto concreto. Contemplar por uns 10 min o crucificado, agradecendo a Deus tão grande amor por nós.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Sábado Santo – A vida venceu a morte: Jesus ressuscitou, aleluia!
1ª leitura. Deus cria o ser humano à sua imagem e semelhança, lhes ordena fecundidade e cuidar da Criação.
Salmo. O salmista canta o cuidado divino para com a Criação.
2ª leitura. Abraão se dispõe a sacrificar seu filho Isaac, ao que Deus intervém e lhe promete descendência.
Salmo. O salmista canta a proteção divina e alegria de caminhar com Deus.
3ª leitura. Deus liberta os hebreus, através de Moisés, passando-os pelo Mar Vermelho.
Salmo. Cântico de libertação: Deus destrói os opressores e salva os oprimidos.
4ª leitura. Deus através do profeta Ezequiel promete reunir os povo de Israel disperso entre as nações e promete-lhes dar um novo coração que siga os mandamentos.
Salmo. O salmista canta o seu desejo de peregrinar e contemplar a Deus em seu Templo.
5ª leitura. Paulo ensina à comunidade que fomos batizados na morte e ressurreição de Jesus: por isso a necessidade de vivermos uma vida nova.
Salmo. O salmista canta as maravilhas que Deus realizou em sua vida.
Evangelho. As mulheres ao chegarem no túmulo se deparam com o anúncio de que Jesus está vivo e espera aos discípulos na Galiléia.
Trazendo os textos pra perto da gente. Na tradição da Igreja, nessa noite é que se batizava os novos cristãos. O batismo significa a vida nova que recebemos de Jesus Ressuscitado: por isso é nova criação (1ª leitura), é receber um coração obediente a Deus pelo Espírito (4ª leitura); ao sermos mergulhados na água, recebemos a libertação de nossos pecados (3ª leitura). Deus que poupou o filho de Abraão, permite a entrega de Jesus pela nossa salvação (2ª leitura), pois uma vez Ressuscitado, a morte não tem mais poder sobre Jesus (evangelho). Por isso, como batizados, devemos viver uma vida nova e não a vida de pecado de quem não caminha com Jesus (5ª leitura).
Para pensar. Nosso testemunho cristão anuncia aos demais que a vida sempre é vendedora da morte?
Gesto concreto. Recordar o nosso batismo como momento no qual herdamos a vida eterna e a vida nova em Jesus.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

Ressurreição do Senhor – Jesus é vencedor da morte.
1ª leitura. Pedro anuncia o querigma: Jesus é o ungido de Deus, passou pelo mundo fazendo bem, foi morto, mas Deus o ressuscitou.
Salmo. O salmista canta a libertação que Deus realizou em sua vida.
2ª leitura. Paulo ensina à comunidade que se a mesma ressuscitou com Cristo pelo batismo, agora deve buscar as coisas do alto.
Evangelho. Diante do túmulo vazio Madalena desespera, Pedro procura entender e o discípulo amado crê que Jesus ressuscitou.
Trazendo os textos pra perto da gente. A ressurreição de Jesus é resposta do Pai à sua vida justa e de solidariedade aos sofridos (1ª leitura). Uma vez que fomos batizados na morte e ressurreição de Jesus, devemos agora ter norma de nossa vida o evangelho, para vivermos segundo Deus (2ª leitura). Diante das situações de morte devemos sempre crer na força da vida, pois a palavra final de Deus a respeito de nossa história não é a morte, mas sim a vida plena (evangelho).
Para pensar. A vida sempre vence a morte: cremos nisso? Anunciamos isso aos demais? Testemunhamos a nossa fé na ressurreição?
Gesto concreto. Diante das tribulações e contrariedades da vida ter uma postura otimista e de fé.
Deus nos abençoe. Fr. Inácio José, mercedário

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