quarta-feira, 26 de outubro de 2022

BEM-AVENTURANÇAS: SANTIDADE VIVIDA NO CONCRETO DA VIDA

 


BEM-AVENTURANÇAS: SANTIDADE VIVIDA NO CONCRETO DA VIDA. 


No mês de novembro celebramos o Dia de Todos os Santos. A santidade é atributo exclusivo de Deus, mas que Ele compartilha com todos os que comungam de Sua vida. O evangelho que a liturgia propõe para esse dia é Mt 5,1-12, conhecido como as bem-aventuranças. Vivendo-as experimenta-se a comunhão com Deus, a santidade.

“Felizes os pobres em espírito, porque é deles o Reino dos Céus”.  Pobreza significa não ter bens, espírito simboliza o interior da pessoa. “Pobreza em espírito” constitui, portanto, a atitude da pessoa em reconhecer que não possui riquezas interiores, ou méritos diante de Deus. A salvação não é consequência do mérito humano, mas da bondade divina. Santidade é ação divina na vida da pessoa que se abre à Sua graça.

“Felizes os que choram, porque Deus os consolará”. “Chorar” traduz o luto. Chorar porque alguém amado morreu. Os enlutados, bem como todos os que sofrem, terão suas lágrimas enxugadas, definitivamente, no Reino. 

“Felizes os não violentos, porque receberão a terra como herança”. No Antigo Testamento, a conquista da terra foi pelas armas. Jesus ensina que nova conquista se dá pela mansidão e, jamais, pela violência. Pertencem a Deus os que rejeitam a violência.  

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque Deus os saciará”. Fome e sede são as necessidades básicas do ser humano. De igual maneira, a luta por um mundo mais justo para todos, deve ser algo natural para quem segue a Jesus. Santidade e injustiça não andam de mãos dadas.  

“Felizes os misericordiosos, porque conseguirão misericórdia”.  Quem agir com misericórdia para o próximo (Mt 25,31-46), ao fim da vida, será tratado com misericórdia pelo próprio Deus que o acolherá em sua santidade definitiva. 

“Felizes os de coração puro, porque verão a Deus”. Pureza de coração é ter retas intenções. Quem tem bondade e pureza em si, já enxerga a presença divina ao se redor e, depois, O contemplará face a face no céu. 

“Felizes os que promovem a paz, porque Deus os terá como filhos”. Os que constroem um mundo pacífico, são filhos de Deus, fazem a sua vontade. Pelo contrário, os que difundem o ódio, intolerância e guerra, mesmo que seja em nome de Deus, não são Seus filhos. São santos os que efetivam a paz no mundo.

“Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.  Os que desejam o mal, a injustiça no mundo, haverão de perseguir os que lutam por um mundo melhor. Os que sofrem por defenderem os injustiçados participam da santidade divina.  

“Felizes sereis vós, quando os outros vos insultarem e perseguirem, e disserem contra vós toda espécie de calúnias por causa de mim. Alegrai-vos e exultai porque recebereis uma grande recompensa no céu. Pois foi assim que eles perseguiram os profetas que vos precederam!” A motivação para remar contra a maré dos valores mundanos deve ser nossa adesão a Cristo. Rejeita-se o orgulho, o causar sofrimento alheio, a violência, a injustiça, a inclemência, a impureza e a guerra porque se é cristão, discípulo de Jesus e se quer viver a amizade com Deus.

Por fim, Jesus prometeu que a humildade, consolar os que sofrem, a mansidão, a justiça, a misericórdia, a pureza e a pacificidade, são condições para sejamos, já neste mundo, felizes. Deus nos conceda viver essas atitudes, a fim de lhe pertencermos.

Pe. Fr. Inácio José, Mestre em Teologia Bíblica.

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